Marco Gomes

Geek, imigrante, nerd, cristão, biker. Founder da boo-box (vendida) e do Heartbit. Consigliere do JovemNerd

Professor usa música para salvar crianças da violência no DF

Publicado em 2010-10-21

O violino chegou antes do que o saneamento básico, a flauta chegou antes do que o posto de saúde e a música chegou antes do que o estado, conta o professor Julio César.

Eu sou do Gama – cidade onde mora o professor – e fiquei emocionado pois conheço de perto várias histórias como as que foram exibidas na matéria do Fantástico. Cresci nessas ruas, vendo e vivendo situações semelhantes.

A fome mata tanto quem tem quanto quem não tem o que comer. Quer saber porque que os nego entra pra função? Por que nem todo dia eles tem três refeição – Projota


Foto que tirei do Gustavo Black e namorada no Gama Esdras e Negão Também gostei muito de ver Gustavo Black no vídeo tocando saxofone, ele é um antigo companheiro do Parkour no Gama :)

Infelizmente, pra cada boa iniciativa como a do Júlio há 100 bocas de fumo e 100 maus políticos explorando a pobreza da região. Mas isso não pode nos desanimar, pelo contrário, devemos nos inspirar com o exemplo do professor, precisamos de mais histórias como esta pra virar o jogo.

“A cidade do Itapoã é uma cidade que veio de uma invasão. É considerada uma cidade com muita criminalidade, os jovens se envolvem com as drogas, se envolvem com a prostituição”, explica Júlio César.

Mas então por que vir logo para cá? “Fazer parte da transformação da vida das pessoas. Basta a gente se dispor e agir”.

Na casa de Lucas, ninguém acreditava que um músico morasse ali. Nem ele próprio. “A autoestima dele era muito baixa, ele tinha medo, ele não se relacionava com as pessoas, não acreditava nas pessoas”, lembra o professor. “Eu ganhei muita coisa boa com a música: amigos. Antes eu andava com raiva”, diz o estudante

Welvys não queria saber de escola. “Ele era muito agitado, ele era muito nervoso, ele não queria saber de estudar, e ele só ficava mais nas ruas”, lembra a diarista Maria do Carmo dos Santos.

Maria do Carmo, a tia que cuida dele, pediu ajuda a Júlio César para tirá-lo da rua. “Se eu não tivesse tirado ele de lá, acho que hoje eu não estava com ele aqui, do jeito que ele está hoje. Ele estaria na cadeia ou devia ter morrido, porque você sabe que as crianças que juntam com outros ou faz o que eles querem ou então eles matam. Eu tive que tirar ele de lá. É outra criança agora, graças a Deus. mudou muito”

Veja a matéria completa no Fantástico.

O Gama

Cachoeira da Pedreira Festa hip-hop gospel no Gama
Graffiti Grupão Fluxo Urbano Parte do Fluxo Urbano Estágios do salto de precisão Tarde no cerrado do Gama, DF IMG_0423 Lorrany, a menina mais forte do mundo

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8 comentários

  1. Ana Day comentou:

    João César realmente faz a diferença!
    Muito emocionante!

  2. pressostato comentou:

    Fazer a diferença, faz toda a diferença!

  3. Edu Sangion comentou:

    Muito legal, inspirador!
    Parabéns ao Júlio Cesar, um belo exemplo de indivíduo não-governamental.

  4. Ditados e Girias comentou:

    Precisamos descruzar os braços e fazer o que estiver ao nosso alcance para ajudar o próximo. Afinal, como Cristo disse: Ame o teu próximo como a tí mesmo.

  5. Markosoft comentou:

    Parabéns ao Marcos Gomes por esse apoio..

    Carlos Adriano

  6. jorge comentou:

    olhha cara eu sou o menino da foto o de camisa verde . vc tira minha foto o minhas fotos o mais rapido posivell.eu te peso que tira todas as minhas fotos .por que se nao eu vou emtra com um prosesso contra vc ..entendeeu .

  7. Correção comentou:

    Cara, essa cidade não é o Gama, quanta necessidade de expor o Gama como uma favela ou lugar pobre, queria saber que favela seria essa com casas de 1 milhão de reais, escolas, hospitais, faculdades e um comércio gigantesco, nos próximos 5 anos a população do Gama aumentará em 25-30% graças aos novos empreendimentos imobiliários, que favela legal essa, não?