Marco Gomes

Interneteiro, imigrante, nerd, cristão, biker. Founder da boo-box (vendida) e do Heartbit. Consigliere do JovemNerd

Empreendedor, colabore com seus pares! Faça negócios com startups brasileiras e fortaleça o mercado :)

Publicado em 2014-07-23

De cada 10 empresas abertas no Brasil, 6 fecham as portas até o quinto ano de existência. Precisamos criar um ambiente de colaboração entre os empreendedores para elevar nossa taxa de sucesso e crescermos como ecossistema.

3 peixes palhaço dentro dos tentáculos de uma anêmona-do-mar

Relação de simbiose entre o peixe palhaço e a anêmona-do-mar: O peixe se alimenta dos minúsculos predadores da anêmona, os tentáculos da anêmona protegem o peixe de seus predadores. Ambos se beneficiam

IMHO um dos maiores problemas do ecossistema de startups do Brasil é que poucos empreendedores topam se ajudar.

Nos EUA os empreendedores de tecnologia me parecem muito mais unidos, usando serviços uns dos outros e firmando parcerias onde há ganho mútuo real. Por aqui parece que cada um só quer fechar aquele negócio com o grande varejista/banco/ecommerce/grupo de mídia sem se importar em colaborar para o ecossistema dos que estão, como ele, lutando para crescer em um país onde de cada 10 empresas abertas, 6 fecham antes do quinto ano.

Para o empreendedor digital brasileiro, qualquer startup que tenha um serviço complementar normalmente é encarada como uma concorrente e não como uma possível parceira. O empresário muitas vezes prefere recriar o serviço internamente (fugindo de seu foco de atuação) em vez de contratar o parceiro e ambos crescerem juntos; outras vezes ele prefere contratar o serviço de uma gigante multinacional em vez de contratar um empreendedor local que também está começando.

Da minha parte, sempre que possível, contrato serviços de empreendedores como eu. Não é “caridade”, é crescimento mútuo, ganha-ganha, pois a empresa contratada vai prestar um serviço premium e focado nas nossas necessidades. Pergunte à Navegg, Omnilogic, Aprex, Bikentrega, para citar algumas pequenas empresas brasileiras que atualmente são ou já foram nossas fornecedoras.

Sobre colaboração, Pedro Cruz, fundador da Navegg, declarou: No caso da Navegg [ter a boo-box como cliente] foi “só” o que nos fez entrar full-time no negócio.

Pessoalmente eu também procuro colaborar, só pego taxi com app, só compro ração para meus cães em pet shops online de empreendedores que conheço, praticamente só compro roupas online, entre outras pequenas atitudes. É pouco, mas é o meu jeito de tentar ajudar outros empreendedores que sofrem as mesmas dores que eu.

(não precisa conjecturar hipóteses absurdas, não é nada pessoal, nenhuma das empresas em que atuo está passando exatamente por isso agora, foi só algo que vi acontecer nos últimos 7 anos e resolvi dividir com vocês para ver se a nossa mentalidade, aos poucos, muda)

Imagem via Shutterstock.

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Responda o comentário de elaele

14 comentários

  1. Hmmmm… que tal facilitarmos isso e criarmos um app onde os empreendedores brasileiros poderiam cadastrar seu produto/ serviço com apenas uma breve descrição e tags; se comprometer a dar uma olhada nesse site antes de contratar algum outro serviço.

    Poderia ter inclusive um botão de “estou apoiando” onde as pessoas poderiam mostrar que quais outros empreendedores brasileiros estão apoiando.

    Acha que vinga? Se algumas pessoas se comprometerem a usar, eu arrumo mais um dev e um designer e nós construímos um MVP disso em um final de semana =)

  2. Diogo Malimpense comentou:

    Do mesmo jeito que concordo com você, Marco, também discordo.

    Acredito SIM que essa é uma ótima atitude para crescimento mútuo do cenário brasileiro, porém, e aqueles empreendedores que não prestam um serviço de qualidade? E o famoso jeitinho brasileiro pra tudo?

    Eu me identifiquei com você em alguns aspectos, como por exemplo fazer online grande parte dos meus afazeres que antes eram offline, como comprar roupas, comida, etc. Porém, quando se trata de determinadas áreas, eu sou obrigado a ir atrás de profissionais de fora do Brasil, ou de grandes corporações, e me sinto mal, pois nosso país deveria ser mais competente.

    Grande texto! Adoro seu blog. Continue.

    • Marco Gomes comentou:

      Obrigado pelo feedback!

      Você tem razão, mas a resposta é simples: Se o serviço/produto é ruim, não compre! Seja o empreendedor brasileiro ou gringo :)

      Agora, para serviços “similares”, ou que podem ser customizados, que tal usar o brother tupiniquim em vez de contratar do Google/Amazon/Facebook etc?

  3. elaele comentou:

    Fortalecer o mercado, muito bem colocado Marco. É importante dar valor no trabalho das startups e mostrar ao mercado que existem novas formas e frentes para realizar negócios.

  4. André Horta comentou:

    Olá!

    Concordo com o post, recentemente nossa startup firmou parcerias com outras do mesmo segmento, Bitcoin, e tem rendido bons frutos a todas.

    Parabéns pelo post!

  5. Ícaro Iasbeck comentou:

    Ótima visão! Vou começar por em prática! :)

  6. Eduardo comentou:

    Concordo 100% essa é grande força motriz de um ecossistema. E obrigado por usar o Blumpa! Abs

  7. Leonardo comentou:

    Caro Marco Gomes, faço parte do Méliuz, uma startup de Belo Horizonte e estamos com uma iniciativa interessante para novas empresas.

    A idéia é bem simples, vamos dar R$50mil para a melhor startup sem qualquer contrapartida ou prestação de contas. Além disso iremos oferecer mentoria nos 5 primeiros meses. Aproveitei essa postagem pois é uma iniciativa legal para fortalecer nosso mercado :)

    http://www.meliuz.com.br/desafiomeliuz/

    Se tiver alguma dúvida entre em contato que te explico.

  8. telmo comentou:

    Parabéns pelo trabalho Marcos! Muito interessnate o texto!
    Abraços!

    Telmo

  9. telmo comentou:

    Muito joia as considerações acima! Como dica indico um site que costumo acessa para cupons de desconto extras de ofertas