Marco Gomes

nerd veterano, interneteiro profissional, parkouzeiro amador, evangélico aprendiz, fotógrafo iniciante

Textos na categoria ‘others’

A Revolução no Irã não está sendo televisionada, e nós já sabíamos

Publicado em 2009-06-22, 6 comentários

Image of Free Iran

Está acontecendo uma revolução e as armas disparam opiniões que não podem ser detidas por nenhuma censura.

Vocês nos aceitam ou nos criminalizam. Nos mostram para o mundo ou nos mandam para o underground. Vocês só não conseguem nos parar
Larry Lessig

Neste momento há no Irã uma força de resistência, real, organizada por meios digitais. Manifestações nas ruas são agendadas e documentadas pelo Twitter, YouTube e Facebook.

Enquanto os protestos aconteciam no Oriente Médio a CNN reprisava um de seus programas antigos, #cnnfail. Ao mesmo tempo o governo iraniano faz montagens no Photoshop pra tentar convencer o mundo que o apoio pró-estado é maior que a realidade. Não funciona, o Irã é uma nação de blogueiros.

Dia 1 de maio de 2008, pouco mais de um ano antes no início dos protestos no Irã, eu publiquei o texto Eu faço parte da revolução, que teve boa repercussão pela Web e foi editado e republicado no Webinsider com o título Eu sou um guerrilheiro e faço parte da revolução.

Polícia oprime a resistência no Irã

No Webinsider o texto recebeu comentários muito interessantes, vários concordando, vários discordando. Eu gosto quando discordam do que escrevo, isso me faz pensar novamente no tema, e refletir se meus argumentos estão mesmo bem fundamentados. Alguns comentários no Webinsider são coerentes, outros nem tanto, às vezes pendendo pra falácias.

e mesmo que eu esteje [sic] errado. essa sua revolução só acontece pra quem tem $$$ meu caro. é só pra elite.
- gonz

Alguns preferem não enxergar que os novos tempos já chegaram, sem pedir licença.

Muçulmana com a boca tapada por fita adesiva

Saiba mais, você pode fazer parte:

(links via @mauricio , @fmafra e Google)

Como fazer um empreendimento na Internet

Publicado em 2008-07-02, 25 comentários

ATENÇÃO LEITOR! AS INFORMAÇÕES DOS BLOCOS DE CITAÇÕES DESTE POST CONTÉM ERROS, NÃO TOME-AS COMO VERDADE! (tenho que explicar em caixa-alta e com negrito, senão o leitor de título (a.k.a. salsinha) não lê, pega as informações erradas replicadas aqui e espalha ¬¬)

Ceila Santos, do Desabafo de Mãe, ao tentar explicar um pouco do que (não) aprendeu sobre tecnologia troca os pés não apenas pelas mãos, mas também pelas orelhas, intestino grosso e uma abóbora que estava passando por ali.

Isso, portanto, é um post em resposta ao que ela publicou no Midia Social.

Como jornalista, eu sabia que PHP é apenas uma linguagem que tem milhares de programadores que sabe escrevê-la. Em função disso, a segurança é quase zero (fácil de ser escrita qualquer um pode invadí-la). Como empreendedora eu descobri que: lhe garanto que a maioria não saberá entender o que o outro escreveu. Mesmo documentado, sacramentado, enfim ter a documentação do seu código-fonte não adiantará nada quando você muda de programador. Agora, respondam-me peloamordeDeus, a linguagem do Xoops, Drupal, WordPress, Plone e outros é PHP? Poderia ser Java? Quais CMS são desenvolvidos Java? Há chance de PHP ser Java, ou vice-versa?

Tudo indica que todos esses CMS são escritos em PHP.

Fonte: Ceila Santos em Como Não fazer um site de Mídia Social? (CMS)

Nunca vi, em vida, uma confusão tão grande, no final ela ainda suja o nome da classe dizendo que é jornalista… Veja bem senhora jornalista: Se você não entende de um assunto, não escreva sobre ele afirmando coisas como Em função disso, a segurança é quase zero. Tá maluca? Como assim? Nenhuma linguagem de programação é “segura” ou “insegura”, o que é seguro ou não é seu sistema, e deixá-lo com buracos de segurança é culpa do programador, nunca da linguagem.

Como eu já disse, existem vários erros técnicos no texto dela, não vou me prender a eles, você, meu leitor, assuma que está tudo errado e, se precisar ler algo sobre CMS e programação, vá procurar em outro lugar que não seja o blog da Ceila.

No final ela dispara: jornalista precisa ser webdesigner e programador?

Você quer sua resposta? Não! Jornalista não precisa ser designer nem programador. Mas também não precisa ser empreendedor.

Você não precisa ser Desenvolvedor Web pra ter um empreendimento baseado na web, mas isso tem um custo. A Lucia Freitas te aconselhou a aprender o básico das “ciências” da Web, e deu até os links, todos de ótimas referências, claro. Aprenda o básico de muitas coisas e saiba gerenciar os desenvolvedores que contrata esporadicamente (freelas) e, mais importante, saiba pedir direitinho o que quer. Este é o caminho difícil e barato.

O caminho fácil e caro é ter alguém ter alguém que faça este trabalho pra você, e nem pense em contratar freelas, estou falando de alguém na sua equipe. Mauricio Schonenberger, CEO do Ikwa, não é profissional de Desenvolvimento para Internet, sabendo disso, chamou para o board de diretores da empresa o Mestre em Ciência da Computação Dairton Bassi. Vicente Tardin, do Webinsider, não sabe meter as mãos no código, mas endende muito bem o mercado que atua e sabe pedir direitinho o que quer, já tive a oportunidade de prestar serviços pra ele e falo por experiência própria.

Ceila continua com suas confusões mentais:

Se está disposto a dar uma de programador e sabe inglês, basta fazer busca no Google e começar a montar seu site. Não deve ser nada simples, mas parece que é assim que funciona. Por isso, todos se espantam quando afirmo que gastei dinheiro com Desabafo de Mãe, né!

Fonte: Ceila Santos em Como Não fazer um site de Mídia Social? (CMS)

Sim, aprender sobre Desenvolvimento para Internet, de arquitetura de informação a programação, é um longo caminho a ser percorrido apenas se você tem 3 ou 4 anos pra insistir até ver seu site tomar proporções profissionais. Não adianta começar aprendendo hoje e querer ter um site lindo e famoso em 6 meses. Todas as pessoas que conheço que levaram seus sites do total amadorismo pro profissionalismo (e conheço muitas), como Thiago Baeta com seu iMasters, Interney com seu império internético, Alexandre Ottoni com seu Jovem Nerd, Vicente Tardin com seu Webinsider, trabalharam persistentemente por períodos de tempo maiores que 3 anos até levar seus sites pra um patamar que possa ser considerado profissional.

Se você não entente de Web, precisa aprender (vai levar uns 3 anos no mínimo) ou se unir a alguém que entenda.

Além disso, tem a confusão de achar que Free Software é uma orgia em que tudo é de graça, e não é.

Software Livre não é sinônimo de bagunça, não é sinônimo de “sem custos”, não deve ser tomado como amadorismo puro. Desenvolvimento em Free Software[bb], assim como desenvolvimento em software proprietário, é sério, e precisa ser encarado com profissionalismo e dedicação caso você queira fazer um empreendimento usando ferramentas livres. Se você, como jornalista, não quer estudar programação, arquitetura da informação, marcação semântica, otimização para sistemas de busca e tudo mais, então tenha alguém em sua equipe que o faça.

Quer rodar na Internet? Seu empreendimento precisa de alguém que entenda de Internet.

(E eu achando que algumas coisas na vida são óbvias… Ledo engano)

Estupidez - Levando-a a um novo patamar
Tradução:

Jargge: d{>_<}b
BeastUK: Como você faz "b" ao contrário?
Anonymous: Chama-se "d".
Estupidez – Levando-a a um novo patamar.

Como utilizar melhor sua boo-box

Publicado em 2007-01-27, 8 comentários

Já que fui eu quem programei a maior parte do produto e conheço o sistema feito minhas MP3’s, vou publicar por aqui algumas dicas de como utilizar melhor sua boo-box para ter melhores resultados.

  1. Coloque mais de uma tag, que produto é esse que não pode ser descrito por mais de uma tag?
  2. Teste suas tags, se necessário, atualize-as, o boo-box é inteligente, mas acabou de nascer e ainda está aprendendo =)
  3. Reveja seus posts com maior visitação e coloque links boo-box neles. Eu fui nos meus posts de maior visitação e coloquei link boo-box nos locais relevantes, vai que alguém decide comprar um Palm pelo meu post!
  4. Coloque palavras-chave no esquema Amazon: modelo nomeproduto marca tipo.
  5. Por enquanto, avise seu usuário que se ele quiser o item basta clicar nele para comprar com facilidade e comodidade.
  6. Não use em conjunto com HotWords, o script HotWords anula o script boo-box, acredito que o problema é com o script deles, se fosse o nosso nós pararíamos o deles e não o contrário o.O
  7. Não esqueça de colocar seu id de afiliados amazon na chamada do JavaScript.
  8. Teste seu post em todos os “navegadores platadormas alvo”.

Web Semântica – Arquitetura de ambiente de autoria baseado em ontologias

Publicado em 2006-08-02, 4 comentários

Terça-feira passada houve um seminário sobre a Web Semântica no Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília.

Áudio da apresentação:

Versão integral da apresentação, caso você se interesse, vai precisar de concentração e paciência.

Dados da apresentação:

Seminários de Arquitetura da Informação

Título:
Arquitetura de ambiente de autoria baseado em ontologias
Palestrante:
Edgard Costa – Doutorando em Ciência da Informação CID/UnB
Data:
01/08/2006
Horário:
16h30m
Local:
Auditório do CID (Departamento de Ciência da Informação e Documentação)
Resumo do tema a ser abordado:

A Web Semântica representa um novo paradigma da Internet: ela está sendo criada para permitir conexões semânticas entre os conceitos de documentos da Web e assim interligar as coisas pelo o que elas significam (semântica), e não por como elas são escritas (sintaxe). As conexões semânticas entre os conceitos dão-se por meio de ontologias. Elas são representações formais e explícitas de uma unidade de conhecimento, um termo, um conceito, um símbolo, uma imagem, etc. As ontologias são criadas e editadas por sistemas que permitem aos computadores interpretar relações entre os termos e conceitos relacionados entre si, por quaisquer relações semânticas entre suas instâncias.

A Internet tem oferecido como ambiente mundial para a autoria de novas informações (e-mail, html, doc, pdf, etc.) e não apenas de pesquisa e acesso a informação existente (www, google, bases de dados, mídias, etc). Neste seminário, apresentamos o momento da autoria de documentos como situação potencial para a representação do conhecimento e a conseqüente publicação dos documentos. Sistemas baseados em ontologia para a representação da informação e autoria na Web Semântica estão surgindo e provendo soluções como anotação semântica, extração da informação, marcação ontológica etc. Ao analisarmos esses sistemas de autoria desenvolvidos para a Web Semântica, buscamos descobrir quais seriam os requisitos que os sistemas devem ter, a fim de que produzam e suportem documentos em conformidade com as recomendações da WebSemântica, e conseqüentemente usufruam de suas potencialidades.

Apresentaremos uma análise de sistemas baseados em ontologia, a partir de um critério de análise específico que desenvolvemos para identificar as características, requisitos e conformidade com as recomendações existentes, identificadas na revisão de litetatura. Oresultado da análise permitiu-nos revelar que nesse novo paradigma de produção, os autores deverão desempenhar tarefas de estruturação do conhecimento com os quais eles ainda não estão familiarizados. Identificamos uma necessidade de abordar essas questões no âmbito da Ciência da Informação, especialmente se desejarmos dar apoio a autores no desenvolvimento de conteúdos mais bem estruturados e representados, apartir do potencial que têm as atuais tecnologias baseadas em ontologias. Ao buscar tratar essa questão, propomos com esse trabalho um conjunto de requisitos e um modelo de arquitetura de ambiente de autoria baseada em ontologia para a Web Semântica, composto por módulos que sugerem novas funções e integram tecnologias correntes, fazendo uso de possibilidades existentes e propondo o desenvolvimento de novos requisitos.

Prof. Mamede Lima-Marques
Departamento de Ciência da Informação
Universidade de Brasília – UnB

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