Marco Gomes

nerd veterano, interneteiro profissional, parkouzeiro amador, evangélico aprendiz, fotógrafo iniciante

Textos na categoria ‘webstandards’

BarCamp São Paulo SP, eu vou

Publicado em 2007-03-21, 7 comentários

BarCamp SP Logo

No próximo sábado e domingo eu estarei no BarCamp em São Paulo, SP.

O evento estará lotado com as maiores personalidades da internet brasileira. Acredito que veremos, neste final de semana, as guidelines da internet brasileira dos próximos meses.

É importante notar que na lista não constam grandes empresários ou diretores burocratas de empresas paquidermes, ao contrário, temos inscritas as pessoas que realmente fazem, gente que mete a mão no código e constrói, na unha, a internet que as pessoas usam.

Marco Gomes Se você quer trocar uma idéia, me procure por lá, sou eu na foto.

Quem sabe eu ainda não consigo uma brechinha pra falar da minha experiência com mashups e serviços da Web 2.0? Não vou levar apresentação preparada, se rolar será no freestyle, preparado na hora feito caldo de cana.

Eu não me importo com o Internet Explorer

Publicado em 2007-03-13, 9 comentários

No more IE hacks

Alguns dias atrás fiquei sabendo de uma campanha muito interessante: No more IE hacks. A campanha aconselha que você não ajuste seus trabalhos para funcionar no IE, simplesmente faça o que os Padrões Web recomendam e coloque um aviso dizendo que no IE podem ocorrer problemas inesperados.

Eu já faço isso à um tempo aqui mesmo neste blog, se você nunca acessou pelo IE, saiba que aparece um aviso no canto superior esquerdo com uma propaganda de um outro navegador que está longe de ser perfeito, mas é muito melhor e interpreta corretamente os PNG transparentes que eu uso no layout.

A página da campanha tem uma resposta à quem vem com o super engenhoso argumento: nenhum navegador é 100% compatível com os Padrões Web

Some people would argue that no browser is 100% standards compliant, that may be the case but any developer who has done cross browser testing knows that the difference between standard compliance in browsers such as Firefox/Opera and IE is equivalent to night and day.

(tradução livre) Algumas pessoas podem argumentar que nenhum navegador é 100% compatível com os Padrões Web, pode até ser mas qualquer desenvolvedor que tenha feito testes cross-browser sabe que a diferença entre compatibilidade com Padrões em navegadores como Firefox/Opera e IE são equivalentes à noite e dia.

gotstress?, minha mais recente criação, não funciona no IE 6, no IE 7 funciona perfeitamente. Isso rendeu uma discussão infinita na lista Blogosfera, segundo um personagem muito respeitado pela comunidade blogueira brasileira, minha aplicação precisa funcionar no IE 6 mesmo que meu público-alvo não use esta versão.

A campanha é boa pra mostrar que tem gente que pensa como eu: quem usa IE 6 que troque de navegador ou, na pior das hipóteses, atualize pra versão 7 que é menos pior.

Lógico que não posso tomar essa atitude drástica no meu trabalho ou em eventuais projetos comerciais que esteja envolvido, mas ligar o f***-se nas minhas aplicações “pessoais” já é um grande passo.

Usando a validação de páginas como um diferencial de mercado

Publicado em 2006-08-02, 4 comentários

Depois de vários posts falando sobre coisas que eu não entendo, vamos nos enveredar por um caminho que já conheço um pouco: Padrões Web, código XHTML e CSS, e relacionamento com clientes.

Valide seu código (não é sarcasmo, é real)

Validação não significa nada, é verdade, concordo plenamente que o que importa é o bom senso. De nada adianta perder 40 horas para economizar uma div no seu código se o site vai ter média de 5.000 visitas por mês. Se você está montando um hotsite que será retirado do ar em 3 meses, não vale a pena gastar metade do prazo do projeto em um problema que pode ser facilmente resolvido com um truque CSS (hack, workaround, não importa). Mas, acredite em mim, validação tem preço.

O cliente não sabe XHTML e CSS

O resultado do validador é como um diploma de ensino superior: na prática não vale muita coisa, a realidade pode ser contrária ao que o comprovante especifica, porém, ainda é a melhor garantia instantânea (pra quem não tem tempo ou conhecimento para avaliar melhor).

Seu cliente não sabe XHTML e CSS, ele não consegue olhar o código-fonte da página e perceber onde há erros reais e onde há aplicações de bom senso, ele não sabe a especificação do HTML e do XHTML de cabeça pra fazer uma verificação no código que você entregou, logo, ele precisa confiar em alguém.

Os validadores são a prova

Por motivos óbvios, ás vezes o cliente não pode confiar apenas na garantia do programador de interfaces que montou o site, em certos casos é bom ter a análise de alguém de fora do projeto. Para não contratar um consultor em Padrões Web, o que iria impactar em um aumento do custo final do projeto, ele pode confiar em um serviço especializado em verificar código de páginas web: o software validador.

Com a aprovação do validador, o cliente, leigo, tem uma prova que o documento segue regras internacionais. Além disso ele tem uma quase-garantia que as páginas irão funcionar em plataformas menos usuais, como dispositivos móveis e motores de busca. Existe a possibilidade do montador ter estruturado tudo errado, mas já que não dá pra contratar um consultor, pode-se conviver com esta dúvida.

Por isso, ao entregar seus projetos, entregue também uma documentação técnica com as principais características do código das páginas, neste documento inclua um anexo com print-screens dos resultados das análises de validadores, dê preferência aos mais conhecidos: daSilva, W3C Markup Validation Service, HiSoftware® Cynthia Says™, mas quanto mais validações, mais moral com o cliente.

Diferencial de mercado

E já que você vai entregar o projeto aprovado nos principais validadores, por que não usar isso como um diferencial?

Inclua em suas propostas que o projeto será verificado nos principais validadores de código e acessibilidade usados no mundo.

Diga que a conformidade com estes validadores cumpre o Decreto lei 5.296 de 2 de dezembro de 2004, que regulamenta a Lei 10.098 de 19 de dezembro de 2000, também conhecida como a Lei brasileira de acessibilidade, pode incluir também o cumprimento da Section 508, lei americana de acessibilidade.

Com isso, a montagem entra em conformidade com padrões internacionais, garantindo compatibilidade com dispositivos de acesso à web da atualidade e do futuro.

Se você fizer tudo certinho, nada do que está escrito acima é mentira e o cliente vai ficar ainda mais feliz por ter um site bonito e compatível com cafeteiras e relógios de pulso.

Web Semântica – Arquitetura de ambiente de autoria baseado em ontologias

4 comentários

Terça-feira passada houve um seminário sobre a Web Semântica no Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília.

Áudio da apresentação:

Versão integral da apresentação, caso você se interesse, vai precisar de concentração e paciência.

Dados da apresentação:

Seminários de Arquitetura da Informação

Título:
Arquitetura de ambiente de autoria baseado em ontologias
Palestrante:
Edgard Costa – Doutorando em Ciência da Informação CID/UnB
Data:
01/08/2006
Horário:
16h30m
Local:
Auditório do CID (Departamento de Ciência da Informação e Documentação)
Resumo do tema a ser abordado:

A Web Semântica representa um novo paradigma da Internet: ela está sendo criada para permitir conexões semânticas entre os conceitos de documentos da Web e assim interligar as coisas pelo o que elas significam (semântica), e não por como elas são escritas (sintaxe). As conexões semânticas entre os conceitos dão-se por meio de ontologias. Elas são representações formais e explícitas de uma unidade de conhecimento, um termo, um conceito, um símbolo, uma imagem, etc. As ontologias são criadas e editadas por sistemas que permitem aos computadores interpretar relações entre os termos e conceitos relacionados entre si, por quaisquer relações semânticas entre suas instâncias.

A Internet tem oferecido como ambiente mundial para a autoria de novas informações (e-mail, html, doc, pdf, etc.) e não apenas de pesquisa e acesso a informação existente (www, google, bases de dados, mídias, etc). Neste seminário, apresentamos o momento da autoria de documentos como situação potencial para a representação do conhecimento e a conseqüente publicação dos documentos. Sistemas baseados em ontologia para a representação da informação e autoria na Web Semântica estão surgindo e provendo soluções como anotação semântica, extração da informação, marcação ontológica etc. Ao analisarmos esses sistemas de autoria desenvolvidos para a Web Semântica, buscamos descobrir quais seriam os requisitos que os sistemas devem ter, a fim de que produzam e suportem documentos em conformidade com as recomendações da WebSemântica, e conseqüentemente usufruam de suas potencialidades.

Apresentaremos uma análise de sistemas baseados em ontologia, a partir de um critério de análise específico que desenvolvemos para identificar as características, requisitos e conformidade com as recomendações existentes, identificadas na revisão de litetatura. Oresultado da análise permitiu-nos revelar que nesse novo paradigma de produção, os autores deverão desempenhar tarefas de estruturação do conhecimento com os quais eles ainda não estão familiarizados. Identificamos uma necessidade de abordar essas questões no âmbito da Ciência da Informação, especialmente se desejarmos dar apoio a autores no desenvolvimento de conteúdos mais bem estruturados e representados, apartir do potencial que têm as atuais tecnologias baseadas em ontologias. Ao buscar tratar essa questão, propomos com esse trabalho um conjunto de requisitos e um modelo de arquitetura de ambiente de autoria baseada em ontologia para a Web Semântica, composto por módulos que sugerem novas funções e integram tecnologias correntes, fazendo uso de possibilidades existentes e propondo o desenvolvimento de novos requisitos.

Prof. Mamede Lima-Marques
Departamento de Ciência da Informação
Universidade de Brasília – UnB

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