Marco Gomes

nerd veterano, interneteiro profissional, parkouzeiro amador, evangélico aprendiz, fotógrafo iniciante

Textos marcados como ‘comunidade’

O que é o Identi.ca

Publicado em 2008-07-02, 16 comentários

Identi.ca, é um microblogging que roda sobre uma plataforma de Software Livre[bb], cujo principal diferencial é a robustez e proteção contra quedas do servidor devido ao uso do protocolo de comunicação OpenMicroBlogging. Identi.ca tem funcionalidades semelhantes ao Twitter, Jaiku, Pownce e Plurk, mas como não é necessariamente centralizado, tem menos possiblidade de cair por excesso de usuários.

O Identi.ca sai do ar?

O Identi.ca é um servidor rodando Laconi.ca, que é software livre. Funciona mais ou menos como o Wordpress: Você pode usar o Wordpress.com, gratuito e facinho de usar, ou pode baixar e instalar no seu servidor, um pouco mais complexo mas muito mais “personalizável”.

Do mesmo modo você pode usar o Identi.ca no site ou baixar o Laconi.ca, modificá-lo, e, mais importante que isso: colocar pra rodar no seu servidor, integrado com todos os outros Identi.ca e Laconi.ca do mundo. Não tem como a “rede” cair se for formada por milhares de microblogs espalhados nos servidores dos usuários, é como a Internet: cai um ponto, mas não cai a rede toda.

Explicando: O Identi.ca pode cair sim, o que não cai é a rede de microblogs, você sempre terá a possibilidade de baixar o Laconi.ca e instalar no seu servidor, tendo total controle sobre seu próprio microblog. E mesmo assim vai continuar seguindo todos os seus amigos, cada um no seu server, tudo distribuído, mas interligado.

Tudo isso só é possível porque o Laconi.ca usa o OpenMicroBlogging que é uma maneira dos microblogs do mundo se comunicarem. Eu, usando o Identi.ca, posso seguir você que tem um microblog Twitter, Jaiku e até no seu servidor, quando eu postar algo seu microblog será avisado (parecido com um e-mail ou mensagem instantânea). Tudo funciona lindamente bem, porque ambos conversam o mesmo idioma, o OpenMicroBlogging :)

Ainda está bem no começo, vários features faltando, como integração com SMS, API de acesso externo e página de replies, mas isso tudo já está na fila e, sendo um Software Livre, bastante gente vai aparecer pra ajudar a levar o projeto pra frente.

Estou empolgadíssimo com o projeto, não com o produto que está no ar agora, com algumas falhas e muitos features importantes faltando, estou esperançoso é com a possibilidade de ter uma “plataforma” de microblogs abertos rodando num futuro próximo. É todo um novo mercado na Internet, fresquinho pra ser enriquecido com idéias e pessoas. Espero que o Laconi.ca cresça muito e fique tão robusto e bem gerido quanto o Wordpress.

Cadastre-se agora mesmo e siga marcogomes, finalmente estou animado novamente com o mundo dos microblogs.

Notas:
Descobri o Identi.ca porque o Mauricio me mandou o link do ReadWriteWeb
Desculpem o excesso de posts dos últimos dias.

Concentre-se no que não muda

Publicado em 2008-02-24, 9 comentários

O artigo abaixo foi originalmente publicado na revista iMasters número 4, de fevereiro de 2008. O conteúdo da revista está muito bom, entre vários bons textos, tem Luiz Yassuda e Gilberto Jr. Se você gostar desde artigo, compre a revista (se não gostar desculpe, mas compre a revista mesmo assim :)

O mercado da Web fascina, não passa uma semana sem que fiquemos sabendo daquele primo do amigo que ganha quantias absurdas como consultor Java, .Net ou Vignette. Revistas de negócios adoram estampar em suas capas os promissores jovens bilionários da Internet, sempre dando a entender que a fortuna foi feita sem muito esforço.

É óbvio que um mercado tão fascinante atrai muitas pessoas, normalmente gente que navega na Internet e acha que “fazer site” pode ser tão fácil quanto os cursos de banca de jornal anunciam. Inúmeras vezes me perguntaram que tipo de curso ou tecnologia deve-se aprender pra conseguir alcançar o sucesso profissional, que, acreditam eles, é ganhar quantias absurdas sendo consultor.

Java, .Net, Photoshop, Illustrator, Ruby on Rails, Django, Python, tudo isso vai passar e se tornar peça de museu. Cobol, Delphi, Corel, 3D Studio Max já foram minas de ouro nesse mesmo mercado, acredita? Você deve escolher um caminho e focar em seus conceitos; resolver problemas usando lógica[bb], se comunicar usando palavras escritas[bb], expressar idéias através de imagens[bb], despertar sentimentos só com o uso correto das cores[bb], isso é o importante.

Peguemos um caso específico: Programação.

Houve um dia, em que programar era apenas fechar e abrir caminhos em uma placa de circuitos, tudo que você podia fazer era definir o caminho do bit (isso é grego pra mim também, relaxa), hoje, as coisas estão um pouco mais elaboradas, graças a Deus. Atualmente você pode usar enormes coleções de recursos criados por outras pessoas pra ser mais produtivo, é muito comum que projetos Web da atualidade usem mais código de terceiros que do próprio programador; são os famosos frameworks e bibliotecas: jQuery, .Net, Rails, Struts, Prototype entre outros. Quem sabia apenas como fechar e abrir circuitos teve sérios problemas com a mudança da maneira de programar, quem sabia a resolver problemas lógicos simplesmente jogou ferramentas velhas fora e aprendeu a usar essas mais novas.

Abstraindo bastante, programação sempre foi a mesma coisa: Ordenar que um processador execute ações pré-determinadas após a inserção de dados, sejam estes um cartão perfurado com informações demográficas, uma palavra específica numa tela de letras verdes sobre fundo preto, um clique do mouse em uma aplicação do Facebook. Nos anos 70 as pessoas queriam programas fáceis de usar, rápidos, eficientes e baratos, hoje isso não é diferente, acho impossível daqui a 30 anos os usuários pedirem programas caros, lentos, ineficientes e díficeis de usar =)

Esqueça a água, foque-se o leito do rio

John Dewey descreve esse tipo de situação como um homem que pretende atravessar um rio, se ele ficar olhando a água, esperando esta “passar” pra, só depois, atravessar, vai esperar por toda a vida. Nosso personagem deve se concentrar no leito do rio, em atravessar a água pra chegar na outra margem.

É a percepção do que não muda que diferencia o macaco codificador do profissional que resolve problemas. Se você está entrando agora no mercado, pare e reflita: o que você sabe te diferencia do carinha espinhento que acaba de sair do curso técnico mais respeitado da cidade? E se, de repente, a tecnologia que você se especializou for substituída por uma ferramenta Livre mantida por uma comunidade de desenvolvedores apaixonados? Você vai poder “portar” os anos de experiência que já tem, ou vai jogar uma parte da sua vida no lixo e aprender tudo novamente? E daqui a 5 anos quando a tecnologia mudar novamente? Seja inteligente, concentre-se no que não muda.

Nos negócios, não construa trens, transporte pessoas

No início do século XX, as então soberanas empresas do ramo ferroviário entraram em crise financeira irremediável e quebraram, por conta da revolução dos automóveis. O mercado aprendeu: as empresas não deveriam estar no negócio de construir trens e ferrovias, elas deveriam estar no negócio de transportar pessoas. Pessoas sempre vão precisar ser transportadas, seja à cavalo, seja com teletransporte.

Empresas que se restringem a trilhos de trem, charretes, automóveis, gravações de áudio em CDs, World Wide Web, impressões em papel ou qualquer tecnologia; estão condenadas a passar maus bocados quando a mesma for substituída. Admito que tecnologias dificilmente “morrem” de totalmente, graças a isso ainda existem empresas ferroviárias, mas convenhamos que o mercado ferroviário não é do tamanho que costumava ser. Estamos vendo isso acontecer neste momento, com as dores de barriga das gravadoras de CD e a revolução da música sendo distribuída em meio digital.

Use a tecnologia apenas como um meio para seu negócio funcionar. O objetivo é transportar pessoas no seculo IX? Use trens à vapor. No sec. VI use Charretes. Hoje use motores híbridos, porque ser “verde” é a aposta pro futuro. Seu negócio é o mesmo, mudou a maneira de fazer. Se você é responsável por um negócio ou produto, pare e pense: seu negócio depende de uma tecnologia?

Não estou dizendo, de maneira nenhuma, que negócios dependentes de tecnologia são pouco-rentáveis. O petróleo deixou muita gente rica no século passado, a produção de azeite e cerâmica deixou muita gente rica na roma antiga. Porém, se você atrelar seu negócio a uma tecnologia que morra antes da empresa dar o retorno financeiro planejado, você fracassou, e diferente da roma antiga, tecnologias estão nascendo e morrendo muito rapidamente desde a popularização da Internet. Estamos prestes a uma possível nova mudança, com a centralização do tráfego da Internet em redes sociais, os websites como conhecemos hoje podem deixar de existir. Se você confiar seu sucesso na quantidade de sites existentes corre o risco de ficar pra trás quando tudo se unir em poucas (e enormes) redes sociais.

O negócio do Google é organizar a informação produzida pela humanidade, o negócio do boo-box é fazer marketing relevante, em minha opinião ambos são negócios independentes de tecnologia. E o seu negócio, qual é?

Marco Gomes dreads 2006-10 Marco Gomes é nerd; praticante de parkour; tinha espinhas até o meio do ano quando se meteu num tratamento com drogas pesadas; é diretor de tecnologia da boo-box. Escreveu esse texto na noite de uma sexta-feira, sentado no jardim da casa que mora em São Paulo.

Usando o Twitter com produtividade, parte 1

Publicado em 2008-02-22, 26 comentários

Twitter é uma rede social e servidor para microblogging que permite que os usuários enviem atualizações pessoais contendo apenas texto em menos de 140 caracteres via mensageiro instantâneo, SMS[bb], e-mail, site oficial ou programa especializado.

As atualizações são exibidas no perfil do usuário e também enviadas a outros usuários que tenham assinado para recebê-las.

Fonte: verbete Twitter na Wikipédia

Após alguns meses usando o Twitter, posso assegurar à frente brasileira contra-twitter: É possível usar o Twitter a favor da minha empresa e sem perder produtividade[bb].

Esse texto provavelmente não vai ter parte 2, porém, eu sempre quis escrever um título que tivesse parte 1 no final :D

Instant Messenger só para tracks

Não uso o mensageiro instantâneo (Gtalk) pra acompanhar o Twitter, minha atenção, assim como meu tempo, são sagrados. Não dá pra ficar acompanhando em tempo real tudo que fala cada uma das 300 pessoas que sigo. Porém, o track se revelou uma poderosa ferramenta de auxílio a usuários das ferramentas boo-box.

boo-box, boo-BOX, BOO-BOX!

Já ouvi dizer por lá que eu sou o Beetlejuice da twittosfera: Basta dizer boo-box 3 vezes que eu apareço perguntando como posso ajudar.

Isso só é possível porque eu configurei o Twitter pra me avisar, no GTalk, sempre que alguém disser boo-box, marcogomes, parkour e nerdsonbeer. Quando qualquer usuário, brasileiro ou não, usa um dos termos por mim definidos, meu GTalk apita.

Com isso a boo-box está conseguindo um estado inédito de suporte em tempo real, público, para usuários do Twitter. Tem dado muito certo, já evitei vários e-mails de suporte ajudando pessoas diretamente no GTalk, suporte em tempo real é muito mais eficiente pro usuário.

Se pintar uma dúvida, boo-box tem um dos melhores suportes que já presenciei: basta gritar ‘boo-box!’ no Twitter que o Marco Gomes, CTO do time boo-box, aparece de onde estiver para te dar uma ajuda. Lógico, você ainda pode usar os métodos tradicionais para entrar em contato, mas não tem a mesma graça.

Fonte: GuraveHaato desu ka?: Abrindo a caixinha de dinheiro – Minha experiência com boo-box

Nas raras vezes que não estou conectado (normalmente no trajeto boo-land – casa), alguém vê o pedido de suporte e ajuda, mesmo não sendo diretamente envolvido com a empresa. GraveHeart (@graveheart), nosso maior evangelista, sempre ajuda as pessoas que postam dúvidas sobre boo-box no Twitter, além disso os dois ninjas @mauricio @wendelyleal estão sempre com seus tracks ativos e respondem o usuário quando eu não posso.

Acompanhar somente pela página Web

Não uso Twitterific, TwitterFox ou qualquer outra interfaces cômodas pra uso constante da ferramenta. A interface prática só vai tirar seu foco e te convencer a parar só um pouquinho pra ver o que está rolando.

Limites de checagens no stream

Estabeleça um limite de diário de checagens na sua página pessoal, leia apenas a primeira página e eventualmente comente algo que alguém disse ou poste algo interessante, tudo que passou antes, se não caiu nos seus tracks, não merece sua atenção.

Organizando eventos

Sem os convites públicas no nanoblog o NerdsOnBeer seria um evento bem menos conhecido. Sempre que postamos um convite público aparecem interessados, inclusive gente de outros estados que esteja de pasagem por São Paulo fica sabendo e pode aparecer.

E não é só o NerdsOnBeer, hoje sou amigo da Ematoma (@ematoma) por conta de uma reclamação postada: ela não queria almoçar sozinha, e eu me ofereci pra acompanhá-la e chegando lá conheci a Lalai (@lalai) e mais dois amigos que também apareceram por conta da postagem.

Algumas semanas atrás conheci a Fanta Uva (@FANTAUVAcom), @felds, Gabriel Pires (@gabrielpires) e um terceiro cara. Um deles postou um convite público no meio da tarde, nos econtramos no início da noite no Starbucks da al. Santos e rimos um bocado do excesso de burocracia[bb] das grandes corporaçoes e cargos públicos.

Pesquisas rápidas e despretenciosas

Uso muito o Twitter para perguntar coisas, qualquer um responde e eu tenho uma amostra de 3 ou 4 respostas razoáveis pra tomar uma decisão, por exemplo comprar fones de ouvido, ir a restaurantes, assistir filmes, comprar livros. Além disso eu costumo sempre responder às perguntas públicas de outros usuários, pelo prazer de ajudar.

Veja meus twitts favoritos pra entender um pouco no espírito da ferramenta e ver coisas engraçadas[bb] e interessantes que rolam no dia-a-dia da comunidade. Se você chegou até aqui lendo e ainda não me segue, comece a seguir agora, sou @marcogomes por lá.

Além das dicas acima, nunca esqueça que o Twitter é o mais próximo que a Web conseguiu chegar de uma mesa de buteco, com humores oscilantes, brigas, amores, paqueras, loucuras… Reforce o lado social, pergunte, responda, discorde, concorde, socialize-se!

CampusParty 2008, eu vou

Publicado em 2008-02-11, Sem comentários por enquanto

Daqui a pouco começa o Campus Party 2008, na Bienal do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Logo Campus Party

Campus Party é considerado o maior evento de entretenimento eletrônico em rede do mundo.

Os participantes mudam-se com seus computadores, malas e barracas para dentro das instalações do evento, durante uma semana a Campus Party transforma-se na casa de todos.

É um público composto por líderes de comunidades on line extremamente ativas na sociedade em rede, com enorme poder de formar opinião e criar tendências. Um público de vanguarda, trendsetter. que antecipa o futuro da nova economia e os caminhos da tecnologia da informação.

Texto acima adaptado do site do Campus Party

Eu estarei no evento todos os dias (assim espero), se você também vai aparecer por lá podemos nos encontrar. Vou conferir meu e-mail constantemente e meu celular recebe as mensagens enviadas para celular arrouba marcogomes ponto com, além disso estou sempre ligado ao Twitter, que deve se consagrar como a ferramenta de flashmobs do evento.

Confira sempre o Livestream do CampusParty criado pelo Manoel BlogBlogs Lemos.