Marco Gomes

nerd veterano, interneteiro profissional, parkouzeiro amador, evangélico aprendiz, fotógrafo iniciante

Textos marcados como ‘conceito’

O médio não é ótimo. Comunicação otimizada pra Internet, palestra no EPICENTRO

Publicado em 2009-03-09, 6 comentários

EPICENTRO, um evento otimista para tempos de turbulência econômica.

Tive a honra de ser convidado pra primeira edição, que também terá apresentações de gente como Fábio Seixas, do Camiseteria; Eric Acher, da Monashees Capital, investidora[bb] da boo-box; Aleksandar Mandic, o Sr Mandic :)

O EPICENTRO é GRATUITO, organizado por Ricardo Jordão, do BizRevolution, e acontecerá dia 19 de março de 2009 em São Paulo. Meus amigos Cris Dias e Fábio Seixas também já falaram sobre o evento.

Tema da minha palestra

“O médio não é ótimo. Comunicação otimizada pra Internet.”

Falarei sobre as estratégias de comunicação pra Internet e a possibilidade de não tratar a audiência pela “média”. Na internet devemos passar a mensagens individualizadas. Porque o usuário médio não existe.

Programação

  1. 14:30 Recepção
  2. 15:20 Abertura, Jordão, Co-fundador e Editor do Epicentro
  3. 15:30 Luciano Pires, Anarquista Corporativo
  4. 15:50 Fabio Seixas, Camiseteiro
  5. 16:10 Alexandre Oliva, Evangelizador do Software Livre
  6. 16:30 Christian Barbosa, Gerenciador de Tempo
  7. 16:50 Vicente Lassandro, Geólogo
  8. 17:10 Pedro Mello, Empreendedor Serial
  9. 17:30 Eric Acher, Venture Capitalist
  10. 17:50 Aleksandar Mandic, A Internet em Pessoa
  11. 18:10 Claudia Riecken, Psicóloga 2.0
  12. 18:30 Indio da Costa, Político 2.0
  13. 18:50 Rawlinson, Empreendedor e Filósofo
  14. 19:10 Marco Gomes, Interneteiro Profissional
  15. 19:30 Gabriel Peixoto, Educador
  16. 19:50 Miguel Cavalcanti, Pecuarista Digital
  17. 20:10 Marco Antonio Gonçalves, Marketeiro Jurídico
  18. 20:30 Adelson de Sousa, Chateaubriand da Informática
  19. 21:00 Encerramento, Jordão, Co-fundador e Editor do Epicentro

O EPICENTRO será transmitido ao vivo pela Aulavox. Todas as palestras serão gravadas em vídeo e disponibilizadas no site oficial.

Detalhes

Onde: IT Midia – Praça Prof. José Lannes 40 – Edifício Berrini 500 – 17º andar – São Paulo, SP
Quando: 19 de março
Horário: 14h30

Faça sua inscrição no EPICENTRO!

Convite EPICENTRO, Idéias que valem a pena espalhar

Convite EPICENTRO, Idéias que valem a pena espalhar

A roda e o aperfeiçoamento da simplicidade

Publicado em 2008-05-18, 11 comentários

O supra sumo da criação humana é a roda, a máquina mais simples do universo, a representação física do círculo, infinito e perfeito. Eu vou te poupar da listagem de áreas em que a roda ajudou a raça humana a se desenvolver, basta dizer que sem ela ainda estaríamos usando tacapes pra matar animais e comendo-os assados dentro de cavernas, sem Internet pra matar o tédio no fim do dia, imagine só.

Mesmo sendo perfeita, a roda precisou ser adaptada e melhorada, de pedra ou madeira, usadas pra transportar coisas pesadas, até ligas de metais nobres ou plásticos ultra-leves, pra gerar energia elétrica ou levantar portões.

Caso a roda original tivesse sido inventada e tomada como “finalizada” por toda a raça humana, não sendo aperfeiçoada depois quanto a formato e materiais que a compõem, ainda estaríamos usando-as apenas para transportar blocos de pedra pra cá e pra lá. Nada de automóveis, elevadores ou bombas dágua.

Rodas automotivas, por exemplo, são bastante complexas: um pneu cheio de ar, estrutura de metal, bico pra calibragem, pastilhas de balanceamento, calota decorativa. Agora imagine um automóvel de rolê com uma roda pré-histórica feita de pedra. Engrenagens usadas em nossos relógios são também rodas complexas, cheias de dentes milimetricamente modelados, com peso, diametro, profundidade, tudo muito bem calculado pra que a contagem de tempo seja o mais precisa possível.

Nossas criações, mesmo sendo eficazes e aparentemente “perfeitas pra o que foram criadas” não podem ficar paradas no tempo, precisamos sempre pensar em como aperfeiçoar a simplicidade[bb] adaptando-a para usos além do que imaginamos originalmente. Tive receio em dizer “aperfeiçoar a simplicidade”, pensei bastante antes de publicar essa expressão, mas é isso mesmo, não há pra onde fugir, precisamos melhorar nossas criações, sempre.

A roda foi criada pra transportar pedra, e hoje é usada em lentes telescópicas pra tirar fotos de galáxias distantes. O computador foi criado pra decifrar códigos nazistas no fim da segunda guerra mundial e hoje é usado pra que crianças de 8 anos consigam ver, com detalhes, o que a geração dos anos 60 tinha que imaginar, só imaginar, olhando fotos das embalagens de meia-calça e soutiens :D

Na boo-box nós investimos muito tempo aperfeiçoando nossos produtos e conceitos, dias atrás lançamos algumas melhorias e novos produtos, confira!

No Mac OS X os programas não são janelas

Publicado em 2008-04-21, 29 comentários

Uma das principais diferenças pra quem migra de Windows ou Linux pra computadores Apple com Mac OS X[bb] é a diferença no conceito de janelas. No Windows, Gnome e KDE, o programa é uma janela. No Mac OS X, o programa pode ter uma ou mais janelas, ou não.

Acredito que este conceito é herança das idéias de Jef Raskin[bb] para o projeto Machintosh, onde a interface não teria janela alguma, e os aplicativos poderiam ser usados em qualquer lugar. Se eu quisesse usar os recursos de edição de foto enquanto edito um documento, poderia fazê-lo, assim como usar a calculadora no meio de um chat com um amigo, por exemplo.

No Mac OS X, os aplicativos podem ter janelas, mas se você fecha a janela, o progra ma continua rodando, normalmente. Quando eu abro o navegador Safari, automaticamente uma janela é exibida, se eu fecho esta janela o programa continua em execução. O mesmo para qualquer outro programa, como Mail, Address Book, Firefox.

Com isso você pode ter cliente de e-mail, torrents, musica, gerenciador P2P, instant messenger, dois navegadores Web e calculadora sem quem nenhum deles ocupe espaço na sua área de trabalho com janelas ou atalhos na barra de ferramentas.

A desvantagem é que se você não se cuidar, pode deixar muitos programas abertos e consumir toda a sua memória RAM com aplicativos que não estão sendo utilizados.

Eu particularmente gosto muito do modo como o OS X gerencia as janelas, me deixando livre pra ter vários aplicativos abertos sem que eles ocupem espaço na minha área de trabalho. Porém, já vi vários usuários pouco cuidadosos com Photoshop e Flash abertos sem necessidade, assim não tem 4 GB de RAM que aguente.

Gravei um vídeo que explica este conceito:

view video[bb]

Produtividade pra programadores

Publicado em 2008-04-10, 11 comentários

Algumas semanas atrás o Diego (Tableless) Eis me encaminhou uma cópia do documento sobre Produtividade que o Élcio Ferreira escreveu, onde ele fala sobre montagem de bicicletas, construção de software e qualidade de código.

Veja bem: Eu recebi o documento, de graça, pra escrever sobre ele aqui no blog, não recebi dinheiro e não alterei minha opinião só porque recebi de graça, cada palavra que você lê aqui é sincera e não pode ser comprada. Se você está incomodado com essa atitude, pare de ler o post agora e me xingue por email. É bom que eu saiba quantos leitores meus condenam este tipo de prática.

Ele fala um bocado de coisas que eu, Marco Gomes, já sei, como conceitos da Web 2.0, Padrões Web, AJAX e JSON, isso é praticamente metade do documento. É bom pra introduzir o assunto a quem está completamente fora desde mundo ou nunca trabalhou com conceitos mais modernos da Web.

O que mais valeu a pena, na minha experiência de leitura, foram os capítulos sobre Programação Pragmática, Não Repita a si Mesmo (DRY), Ortogonalidade (Desacoplamento) Tracer Code, Desenvolvimento Orientado a Testes (TDD) e Controle de Versão.

Programação Pragmática[bb] é um conceito/filosofia/mentalidade/religião que vem me conquistando cada vez mais nos últimos dias. Nas palavras do Élcio:

O programador pragmático é, antes de tudo, um inconformado e um otimista. Ele não consegue repetir dezenas de vezes a mesma tarefa sem se perguntar se há uma maneira melhor. Ao mesmo tempo, ele acredita que há maneiras melhores, e que ele pode desenvolver uma.

[...]

O programador pragmático não se contenta em conhecer uma solução, uma linguagem e um jeito de aprender a fazer as coisas.

[...]

Outra atitude do programador pragmático é a responsabilidade. Ele não se contenta em sentar-se em seu cubículo e esperar por tarefas de programação, mas entende que é parte do seu trabalho envolver-se em todo o processo de desenvolvimento.

Significa que ele nunca vai dizer coisas como:

_ Não fiz backup do código, isso é responsabilidade do departamento de infra-estrutura. (Não importa de quem é a culpa, você vai ter que fazer de novo.)

_ Eu imaginei que isso não ia funcionar, mas o cliente quis assim. Ele assinou uma aprovação para o desenvolvimento disso. (Você viu o problema e não disse nada?)

_ O framework que nós compramos não fala com as versões antigas do nosso banco de dados. (Sim, e?)

Isso é só uma pequena amostra, se você se interessou por este pequeno pedaço, compre o PDF completo.

Estes conceitos de programação pragmática e produtividade já foram usados em meu mais novo projeto, a integração boo-box + WeShow, que ainda não foi publicada mas vai entrar no ar em breve. Veja no blog boo-dojo como eu conduzi a implementação da parte client-side do projeto.

Além disso, eu também já escrevi sobre produtividade pra instruir uma equipe que eu coordenava no meu emprego anterior, é um documento bem antigo, mas que contém muita coisa boa.

Saiba mais sobre programação pragmática