Marco Gomes

nerd veterano, interneteiro profissional, parkouzeiro amador, evangélico aprendiz, fotógrafo iniciante

Textos marcados como ‘cultura’

A Revolução Digital para Agências no iMasters Intercon FF’08

Publicado em 2008-12-12, 6 comentários

Abaixo um vídeo da minha apresentação sobre “A Revolução Digital Para Agências” no iMasters Intercon FF’08. Eu estava muito nervoso, sempre fico :D

A convite do Luli Radfahrer e Thiago Baeta, falei sobre a revolução digital, suas consequências para o consumo e a publicidade e o surgimento de uma nova agência nesse novo mercado.

Destaque também para as outras apresentações incríveis do evento, como, por exemplo, CrisDias falando sobre whuffies, Daniel Heise e Manoel Lemos sobre empreendedorismo.

O vídeo

No início há um ruído irritante mas ele logo desaparece, tenha um pouco de paciência :)


Veja vídeo no Videolog

Parabéns ao pessoal do Videolog, que gravou e publicou todos os vídeos em alta qualidade.

Os slides

[desculpem o excesso de posts ego-trip, vou maneirar e voltar com a programação normal]

A Internet e o fenômeno do auto-bigbrothering

Publicado em 2008-08-23, 16 comentários

Em sua palestra sobre Inovação no MeioBit Expo, Luli Radfahrer observou que algumas décadas atrás a maior preocupação que tínhamos era a do controle e observação do tirano Big Brother, que iria monitorar e observar todos os nossos passos, mas hoje, disse Radfahrer, nós nos auto-bigbrotheamos pelo Twitter.

Fiquei intrigado com tal observação, se num passado recente nós temíamos o controle e observação, por que hoje fazemos questão em dizer o que estamos fazendo e pensando através de microblogs, redes sociais, blogs e status de mensageiros instantâneos? Concluí que a grande diferença entre o controle tirano descrito no livro 1984 (de George Orwell)[bb] para o auto-bigbrothering que praticamos hoje é o controle de quais informações compartilhamos.

Na Internet eu escolho o que vou compartilhar

Todos nós temos informações que julgamos privadas, coisas que preferimos deixar restritas apenas à pessoas próximas ou até totalmente secretas, informações que só você tem.

No controle exercido pelo tirano Big Brother, o indivíduo não tem o poder de escolher o que compartilhar, as teletelas estão presentes em quase todos os ambientes, observando tudo e todos, e onde não há uma teletela há um membro do Partido esperando que você cometa um deslize pra que ele conte às autoridades e aumente seu prestígio, cada um por si e Deus contra todos.

O mundo digital contemporâneo, no entanto, nos deu o controle do que compartilhar, eu escolho que diretórios do meu computador ficarão disponíveis nas redes de compartilhamento de arquivos, minha coleção de músicas está disponível pra qualquer um pegar, minhas fotos não. Eu escrevo no Twitter as informações que acho que serão relevantes pra quem me segue, mas nunca conto coisas que possam me comprometer ou ridicularizar.

A Internet deu poder pra que cada um de nós se tornasse um hub social, um indivíduo, sozinho, pode formar opiniões de vários outros através de sua influência, e ainda assim ter o controle de quanta informação quer compartilhar, podendo, inclusive, escolher não compartilhar informação alguma.

The revolution will put you on the driver’s seat
(A revolução vai colocar você no assento do motorista)

Gil-Scott Heron[bb]The Revolution Will Not Be Televised.

Eu faço parte da revolução

Publicado em 2008-05-01, 112 comentários

Graffiti escrito The Revolution Will Not Be Televised

Eu sou um revolucionário, faço parte da revolução digital[bb].

Estamos mudando a forma como as pessoas se relacionam e se comunicam, destruindo monopólios e inventando maneiras de interagir.

Nós fazemos com que músicos não precisem assinar com gravadoras pra ter seu trabalho divulgado, sequer precisam ir a programas de TV domingo à tarde. Bandas de incrível sucesso mundial liberam suas criações num sistema “pague o quanto quiser pelo álbum”. Centenas de milhares de músicas são armazenadas num espaço físico que antes não caberia uma única faixa de LP. Essas músicas são facilmente filtradas, classificadas, buscadas, e, o mais importante: compartilhadas com outras pessoas.

Aparelhos móveis inteligentes[bb] nos ajudam a acabar com prisões ilegais. Apresentam mapas com detalhamento que, nos anos 70, seriam considerados problema de segurança. Com um smartphone conectado à Internet posso fazer mais que todos os computadores de 20 anos atrás juntos. Trocando mensagens de texto, rapidamente conseguimos organizar eventos que aparentam não ter objetivo claro, mas têm: Mostrar que podemos.

The revolution will be televised from http://flickr.com/photos/philentropist/396777214/

Propagandas em horário nobre concorrem com anúncios de texto espalhados em milhões de sites pessoais. Empresas resolvem entregar seus produtos a consumidores influentes sem exigir nada em troca, apenas pela oportunidade de criar uma experiência. Anúncios publicitários criados por nós têm mais impacto que muitos anúncios profissionais. O conteúdo que criamos mete o pé na porta dos canais de televisao, o mainstream deu lugar ao underground.

Produtos que vendem pouquíssimo passam a ter importância no faturamento de grandes lojas, a massa de itens que vende pouco pode continuar disponível pra venda, alimentando um renascimento da cultura heterogênea. Conseguimos músicas, séries de TV, jogos e todo tipo de entretenimento sem pagar por isso, o próximo passo são as viagens de avião gratuitas. Nós importamos sem ficar presos a legalidades fronteiriças, não por má fé, mas como forma de protesto, queremos um mundo sem barreiras comerciais (as culturais nós já derrubamos).

Nós fazemos muitos hiperlinks, recriamos conteúdo já existente, misturamos animê japonês com música infantil norte-americana, colocamos contrabaixo no duo guitarra-bateria vermelho e branco, misturamos o album preto com o album branco. Recriamos nosso idioma, inventamos novos e mantemos os antigos vivos. Remixamos cultura, é como Larry Lessig disse: Vocês nos aceitam ou nos criminalizam. Nos mostram para o mundo ou nos mandam para o underground. Vocês só não conseguem nos parar.

Terremotos imprevistos são anunciados ao mundo no momento em que estão acontecendo. Em menos de 140 caracteres surgem amores, amizades, intrigas, piadas, eventos, histórias. As pessoas passam a se conhecer pelo que falam, levamos a amizade a uma escala global, ignorando limites traçados no solo, não há solo.

Obrigamos jornais e revistas a liberar grátis seu conteúdo, antes só acessível sob pagamento. Fizemos com que milhões de vídeos caseiros tenham valor comparável à reservas infinitas de minério. Nossos jogos movimentam mais dinheiro que o cinema.

flower chucker by bansky from http://flickr.com/photos/babywipes/644596797/

Nós destruimos a formalização do ensino. Desprezamos títulos e valorizamos ações. Não nos reconhecemos pelos nossos PhDs, mas pela energia que agregamos à comunidade. Por nossa causa o governo fechou cybercafés proximos a escolas, preferimos usar a Internet a ficar trancados numa cela seguindo um modelo de ensino milenar. Nós aprendemos idiomas, linguagens de programação, história, ciência e qualquer coisa que nos interesse sem ajuda de instituições de ensino. Nós não precisamos de autorização, pra nada.

Muitas das coisas que fazemos não são inéditas, mas nós estamos agindo numa escala global, computadores são cada vez mais baratos, em breve serão gratuitos e não haverá discriminação no acesso à informação.

Eu sou guerrilheiro nessa revolução, e você?

[update 2008-12-05] Este texto foi adaptado e apresentado na Primeira Descolagem, evento promovido pela Oi Futuro. Veja o vídeo da apresentação! [/update]

[o - ] taligado? o podcast do Gilberto Jr. e Marco Gomes

Publicado em 2007-11-14, 13 comentários

taligado logo

Eu e o Gilberto Jr estamos lançando hoje o episódio piloto do podcast [o - ] taligado?, nesta edição discutimos grafo social, OpenSocial, Copyright e Startups do Brasil.

Ouça agora!

Ajude-nos espalhando a notícia em seu blog, twitter, rede social, instant messenger, grupos de e-mail. Só assim saberemos se devemos continuar, fazendo novos episódios.

Inspirado pelo Podcrer, de Michel Lent e Vicente Tardin, o Gilberto pensou em me chamar pra criarmos um podcast parecido, porém voltado ao mercado de tecnologia. Eu gostei da idéia, que ficou uns meses amadurecendo em nossas cabeças e em um dia, repito, um dia (no caso, ontem) fizemos tudo: pauta, gravação, edição, logo, blog, configuração das ferramentas no servidor. O mérito do Gilberto é a competência profissional, o meu é o GarageBand do Mac OS X.

Antes que os salsinhas venham nos pentelhar, é bom avisar que nome [o - ] taligado? lembra PodCrer de propósito.

Podquê?

Podcast[bb] são os equivalentes em áudio dos blogs, os arquivos são distribuídos pela internet, você baixa e ouve no seu computador, som do carro, MP3 Player[bb], onde quiser. Assim como os blogs, os podcasts também “te avisam” quando há um episódio novo no ar, e o maior atrativo, assim como nos blogs, é que você está ouvindo as opiniões de outra pessoa comum, sem jabás, sem corporativismos, sem armações do governo.

Recomendo também os podcasts:

Nerdcast, do Jovem Nerd

Candidato forte a melhor podcast do mundo, Jovem Nerd, Azaghal e convidados sempre me fazem rir desenfreadamente enquanto estou andando pela rua. Ao contrário do que os preconceituosos podem achar, o podcast não é nerd-espinhento-rpgista, eles falam bastante sobre filmes blockbuster, cultura dos anos 80, livros.

Comece pelo episódio de Carnaval, com a história inesquecível do Seu Francisco e uma abdução.

Pão de Cast
Esse sim é um podcast geek, com discussões sobre software livre e desenvolvimento de software.
Braincast #9
Carlos Merigo, Cris Dias e convidados como Fábio Seixas e Mauro Amaral discutem publicidade, ações virais, redes sociais e cybercultura.