Marco Gomes

Criador da boo-box. Empreendedor dedicado, nerd veterano, interneteiro profissional, cristão aprendiz, fotógrafo amador, marido apaixonado.

Textos marcados como ‘eco’

Debate entre Cris Dias, Carlos Merigo, Fábio Seixas e Mauro Amaral (rabiscos desordenados)

Ferramentas de Comunicação[bb]:

O twitter foi subvertido pelos usuários, as pessoas esqueceram o “o que você está fazendo” e passaram a usar para expressar pensamentos e chat “coletivo”.

@fseixas: “O Twitter é backstage da Blogosfera”

Blog é conteúdo e comunicação, classificar como um dos dois apenas é só um rótulo. A mistura entre conteúdo e comunicação está ficando cada vez maior, ficando mais difícil diferenciar um do outro nas novas plataformas web.

AdWords e Publicitários:

“Se qualquer idiota cria um anúncio no AdWords, pra que um publicitário?”

@radfahrer: O cliente também pode mandar release pra imprensa e não faz isso sozinho.

@cmerigo: Se a agência não tem o conhecimento de AdWords[bb], imagina os clientes…

“Vocês já clicaram em algum anúncio do AdWords?”

@fseixas: O usuário médio clica, ele vai entrar no blog e acha que aquele link vai ter a resposta para o que ele está procurando.

O consenso é que a nova publicidade precisa ser contextual e relevante. Existe um espaço para o conteúdo criado como publicidade, a exemplo do evento da Nike “Nao corredores que correm”, é o marketing de experiência.

O AdSense no meio do texto traz de volta o modelo de publicidade por interrupção, que é justamente o contrário do que o Google prega.

Momento jabá:

Camiseteria ao público, e uma dança do siri no palco em troca da última camiseta.

Facebook: Google é fichinha perto da Microsoft

A Microsoft botou tanto dinheiro no Facebook porque:
1. Pode vender quando o Facebook for vendido.
2. Pra eles isso é pouco dinheiro.

@fugita: Acordo Facebook e Microsoft não é bolha, seria se eles tivessem sido vendidos por 15 bi.

@renatotarga: os terms of service do facebook são leoninos! você dá a eles TUDO o que publicar

@radfahrer: Quem vai bancar a Wikipedia? Ela vai ficar cara, e ninguém compra… Ou pior: A Microsoft compra e empacota como OfficePedia. He he he.

@crisdias: tem gente que acha que a Wikipedia deveria ter AdSense.

@radfahrer: Onde tem AdSense tem Google Hacks[bb], na Wikipedia não pode ter “escrever para o Google” perderia toda a credibilidade.

Tema Supresa

O tema surpresa é sugerido pela platéia… Os palestrantes descem e interagem com a platéia… O tema cai novamente em Google e AdSense.

E alguém cita o Second Life… O @radfahrer se abstém, pelo jeito ninguém gosta do hype mesmo. @fseixas “porque a TAM está no SL se você pode voar?”

Sobre P2P:

@radfahrer O P2P vai ser o caminho pra quase tudo, exceto para “ligação privada”, como ligações sigilosas.

Sobre dinheiro:

Alguém pergunta quanto cada um ganha com seus blogs e sites.

@radfahrer Ganhei uns 66 dólares ao longo de 3 anos.

@fseixas Coloquei um AdSense pequeno, nem olho.

@crisdias Meu site só mostra AdSense se o visitante veio do Google. Mas eu vivo do meu blog, minha reputação me gerou uma empresa de hospedagem. Eu sou a Apple dos pobres, em 3 anos eu tirei dinhero a primeira vez semana passada para investir em publicidade.

@cmerigo Meu sonho é ser o Edney, mas ainda não deu. Quanto eu ganho eu não revelo em números.

@mauroamaral 200 dolares a cada 2 meses, não é muito, mas pra mim o maior ganho é este, estou aqui só por conta do blog.

Novidades do boo-box

Algumas pessoas perguntaram quais foram as novidades do boo-box anunciadas neste final de semana, pra não deixar este blog chapa-branca demais não vou publicar todas as atualizações aqui. As novidades e atualizações do boo-box ficam sempre nos blogs: boo-box em português e boo-box em inglês.

Esse final de semana, durante o excelente BarCamp Rio anunciamos a integração com Submarino e Americanas.com, API XML totalmente aberta e links viajantes, que aparecem em RSS, e-mails, sites chupa-cabra e onde mais seu conteúdo for parar =)

O Richard Barros filmou toda a apresentação veja no YouTube, o Sérgio Lima fez um video com o início, o Fugita, do TechBits, fez um post especificamente sobre a API.

Saiba mais sobre o BarCamp Rio lendo posts indexados pelo BlogBlogs e veja as fotos no Flickr.

Parabéns ao Nick Ellis pela excelente organização e esforço sobre-humano pra lotar a PUC-Rio de pessoas interessadas em treconologia e Internet. Uma curiosidade: Quando cheguei na PUC, percebi que a universidade é “a faculdade dos maconheiros” no Tropa de Elite[bb].

Google revendo seu modelo de negócios pra manter Gmail no ar?

Gmail vendendo espaço adicional

Ajudando minha amiga Patifa (Flickr e twitter) a configurar o Gmail pra enviar mensagens como “outro remetente” (que não o próprio endereço dela no Gmail), percebi o seguinte campo novo nas configurações:

Gmail Storage Settings

Assustado por estar com 70% do meu limite já ocupado, olhei o link Upgrade your storage.

Gmail Storage Purchase

Começou o que muitos já haviam previsto, o Google está implementando o modelo freemium: disponibilizar um serviço básico de graça, e cobrar por vantagens extras. Mais informações sobre esse modelo de negócios com Fábio Seixas e Matheus Zeuch. Quanto tempo até termos que pagar para acessar arquivos com mais de um ano de idade no Google Docs?

Mas o Google não deveria manter todos os seus serviços gratuitamente, apenas com os cliques em seus blocos de links (mal) contextualizados?

SEO Book.com: Google AdSense as a Terrible Business Model

People have learned to ignore banners and common ad locations. How long until people learn to ignore common AdSense formats, especially as the ads appear so prevalently on so many sites? What if people become more receptive to identifying ads (even in the content area)?

What if instead of monetizing every page, niche publishers used most of their pages to keep attention and link equity flowing their way, and then just monetized targeted high value sections of their sites using well integrated affiliate offers and/or selling direct products?

SEO Book.com: How Google AdSense Cannibalizes Content Based Business Models

To maximize Google AdSense earnings you have to place the ads front and center, which scare visitors away from your site, and make people less likely to read your site, trust your site, revisit your site, link to your site, or subscribe to your site.

Contraditorium: Blogueiros em pânico: Google vai mudar o AdSense?

Infelizmente as fraudes estão aumentando, há verdadeiras “Fazendas de Cliques” com, em alguns casos, centenas de máquinas clicando em anúncios. Isso pode ser usado tanto para gerar receita para um site quanto para minar os esforços de publicidade de outro. Se eu quiser detonar a publicidade do MeioBit, por exemplo, e sei que foram contratadas 2000 impressões em diversos blogs, coloco meus chimpanzés treinados para clicar e esgotar essas 2000 impressões em questão de minutos. Nenhum usuário legítimo terá visitado o site, o dinheiro gasto em publicidade terá sido jogado fora e o Slashdot poderá ficar tranquilo mais um tempo, sem concorrência.

Já venho dizendo faz tempo que esse negócio de pagar por clique descontextualizado não funciona em longo prazo. Se nem o Google tá conseguindo manter o Gmail no ar apenas com seus anúncios (mal) contextualizados, quem vai conseguir?

Só pra constar: Eu não gosto do freemium também, o usuário que paga, paga não apenas pelo seu serviço “premium”, mas também por todos os outros usuários “free”. Ou seja, paga mais do que seria “justo” pelo que está recebendo. Mas isso é assunto pra outro post.

(o AdSense aqui no meu blog está com os dias contados também)

A vida é uma série de tubos

Plagiando Ted Stevens, sintetizo mais uma das lições aprendidas depois que mudei pra São Paulo: A vida é uma série de tubos. Tudo depende de quem você conhece. A vida é repleta de favores, você pede favores, você atende favores.

Se você conhece uma pessoa que pode te indicar alguém da revista de economia, ponto! Tem um contato forte naquela empresa de hospedagem de sites? Consegue o telefone daquela diretor de marketing da empresa de comunicação? Se você não conhece ninguém, trate de conhecer, rápido.

Networking é o nome que os homens de negócios dão, e tecnicamente, pode ser de três níveis:

  1. Primeiro nível é o cara que trabalhou com você e você pode julgar o trabalho dele diretamente.
  2. Segundo nível é quem não trabalhou diretamente com você, mas trabalhou perto e você pode julgar o trabalho dele com certa dúvida.
  3. Terceiro nível é o cara que você só conhece e sequer pode julgar seu trabalho de alguma maneira.

É lógico que a classificação acima não é o único parâmetro de julgamento, existem pessoas com as quais eu nunca trabalhei e que posso assegurar que são bons profissionais. Aliás, aqui em São Paulo eu trabalhei com pouquíssima gente, mas conheço dezenas, e indicaria várias por conhecer seu trabalho através dos tubos da Internet.

Profissionalmente, o importante mesmo é conhecer gente, o maior número possível, nas mais diferentes áreas. Existem vários livros sobre isso, do cara que ficou anos viajando na classe executiva ao cara que nunca almoça sozinho. Eu nunca li nenhum desses livros, mas acho que vou querer ler o próximo que cair em minhas mãos.

Após reuniões e eventos coloque os contatos que você recebeu na sua agenda, envie e-mails comentando quem é você e como foi bom conhecer tal pessoa em tal ocasião, vai fazer o contato se lembrar de você na próxima ocasião em que você precisar dele.

Atenda pedidos sempre que possível, já diz a segunda[1] profissão mais antiga do mundo que “é dando que se recebe”. Se alguém te pede um favor que você pode antender, por que não ajudar? Além de um ato nobre, pode te render um favor valioso no futuro.

A maneira mais fácil de firmar relacionamentos com pessoas é ampliando o network delas. Apresente aquele jornalista estagiário pro seu conhecido diretor da revista, chame o blogueiro seu amigo pra um jantar com o programador-chefe que veio dos Estados Unidos para um evento. Você não gasta nada e faz com que as pessoas se conheçam.

Conheça pessoas e troque informações de contato, você nunca sabe quando vai precisar de um contato forte no mundo dos planos de saúde, nem que seja pra tirar seu nome da lista de potenciais clientes que devem receber ligações diárias =)

[1] a primeira profissão é a de vendedor, e quem não entendeu que leia a Bíblia, tá tudo no livro do Gênesis

12º EWD Brasília

12o EWD - logo

Quinta-feira o Bruno Psysapiens me aborda no chat por texto do Skype:
_ Vai transmitir o EWD pelo Skype?
_ Se tiver wi-fi disponível… – eu respondi.
_ Evento de web sem wi-fi?
_ É mesmo, tem que ter internet disponível.

Dois dias depois…

Começo perguntando, como um evento de internet pode não ter wi-fi disponível? E o live blogging? e as conferências Skype? Será que eles não se interessam pela divulgação que a blogosfera pode proporcionar?

Hebert Mascarenhas, Baião de Dois:

Título: Sou fã da Gringo e do Grupo Fermento

Demonstração de vários cases de ações online feitas para Brasília. Sites, hotsites, advergames, uso extensivo de Flash. Destaque para uma _vitrine interativa_ feita para a Brasil Telecom, com touch-screen termo-estático e uma aplicação Flash para escolha e comparação de celulares, muito interessante.

Mantras como “tenha sempre em mente o objetivo do projeto”, ou “sempre que possível, use o entreteninmento”, “busque novas soluções”.

Citação ao Rapha: Em uma ação que envolta um game, concentre-se na ação e não no game.

Michel Lent, 10 Minutos Interactive (audio):

Título: WEB 2.0 e as novas fronteiras do mercado e da profissão.

Viemos de um mundo analógico, a 20 anos atrás o mundo era quase que totalmente analógico, com cada aparelho com uma função específica e definida, telefone, rádio, TV, toca-discos.

O CD foi o primeiro meio de informação digital popular. Hoje, 40 anos após a criação dos primeiros dispositivos digitais, a informação está completando um processo de digitalização.

Convergência de dispositivos gera convergência de mídia. Todos os aperelhos podem fazer tudo, a informação está em todo lugar. Não temos mais um mundo de dispositivos, mas um mundo de telas. A informação muda de acordo com a “tela”.

No futuro vamos esquecer a Web, ela é a ferramenta, você precisa se interessar no “porque” do projeto. Num futuro muito próximo as pessoas vão usar a mais internet através de telas pequenas (celular) do que através de telas médias (desktops).

A Web 2.0

O avanço da tecnologia democratizou o poder de publicação e oferta de serviços online. Qualquer pessoa com acesso à Internet tem ferramentas e oferta de serviços para se tornar publicador.

Resumo da Internet

  1. Redes sociais e comunicacao
  2. Producao e consumo de conteúdo
  3. Ferramentas online
  4. Negócios e serviços

A era do ‘eu mídia’:

Na era do eu mídia, os usuários querem se ver acima de tudo. Com a convergência de dispositivos a fronteira entre a Web e outras mídias desaparece.

Especialização e colaboração

Mas o usuário não ‘engole’ coisas mal-feitas por empresas, elas aceitam coisas ‘toscas’ se tiverem sido feitas por outros usuários. Publicidade não pode ser mal-feita se for produzida por agências.

Procure colaborar com gente especializada para um trabalho realmente bem feito.

5 Conselhos

  1. Para os estudantes: conceito e teoria antes, técnica e ferramenta depois.
  2. Para os profissionais: há vida além da agência, o “cliente” também precisa de experts.
  3. Para os clientes: trate seu fornecedor com carinho, ele é seu maior aliado para o sucesso.
  4. Para os jovens empresários: *erro com o dinheiro dos outros*, considere um emprego antes de abrir sua agência.
  5. Para todos nós: Estamos só começando, tem muito mais pro vir.

Maurício Moreiria, TV1

Titulo: Usabilidade: visão e processo para implementar projetos com foco no usuário

A usabilidade começou com Jakob Nielsen, e colocou fundamentos muito sólidos, apesar de ter proposto coisas questionáveis ele tem sua importância na garantida.

O que temos de novo na usabilidade é o ambiente. A convergência de mídias, a usabilidade de dispositivos como celular e Microsoft Surface.

Vídeo do Rafinha, sobre o “usuário” da Internet. Imergido num mundo de tecnologia onde produzir conteúdo é muito fácil.

Definindo usabilidade:
“A capacidade de um sistema interativo oferecer a um usuário em um determinado contexto de operação e realização de tarefas de maneira eficaz, eficiente e agradável.”

Profissionais que trabalham com desenhos de interface precisam ter o _foco na necessidade do usuário_ (jargão detectado).

Explicação extensa do papel do arquiteto de informação e do designer.

Cases de usabilidade (boa ou ruim):

  1. Globo.com e seu menu lateral com padrões de cores para diferenciar links para págias internas, menus expansíveis, sub-sites, assuntos.
  2. Globo.com e conversa entre arquiteto e montador HTML para inserção de textos descritivos (title) para links.
  3. Americanas.com e a página 404 customizada e mais amigável.
  4. Flickr e a paginação de thumbnails que deslizam, sumindo conforme você pede mais.
  5. Flickr mecanismo de paginação.
  6. Usabilidoido, mau-uso de ícones na árvore.
  7. Submarino, a busca não pode ser organizada por preço.

Ele disse também: O usuário não lê exaustivamente, ele imprime pra ler depois [heeeeein !?!?!?].

André Matarazzo, Gringo.nu (audio)

Título: O valor da originalidade na Criação Web.

Não tem educação formal em Web. Morou no Canada e Holanda, ficou 4 anos trabalhando com sites institucionais. Ao perceber sua insatisfação com esse tipo de design pra Web, resolveu se enveredar na propaganda e entretenimento na Web.

Propaganda antiga:

Conteúdo interessante
Propaganda chata
Conteúdo interessante
Propaganda chata
Conteúdo interessante
Propaganda chata

Televisão, rádio, revista, etc.

Advertainment

A propaganda vestida de entretenimento. O contato do cliente com a marca é suave e indireto. Se há interesse, existem outros lugares para encontrar mais informações.

Sony Bravia

Milhões de bolinhas coloridas de silicone ladeira abaixo. Pra mostrar que a TV tem cores mais vivas, “like no other”. Poético.

Conteúdo não é texto + foto (já ouvi o Rapha falar isso). Conteúdo é o que as pessoas levam do contato com sua marca. Em marketing tudo é percepção.

Escolha um caminho e ataque com força, como na TV, com a idéia de “cor” eles transmitiram uma mensagem poética.

Processo Gringo

  1. Ideia – noção de budget e timeline
  2. Estrutura/Features – budget timeline
  3. Visual
  4. Produção – Flash, 3D, video, HTML, backend, sons, tagging, etc.
  5. QA (controle de qualidade)
  6. Entrega