Marco Gomes

nerd veterano, interneteiro profissional, parkouzeiro amador, evangélico aprendiz, fotógrafo iniciante

Textos marcados como ‘mobilidade’

Eu faço parte da revolução

Publicado em 2008-05-01, 112 comentários

Graffiti escrito The Revolution Will Not Be Televised

Eu sou um revolucionário, faço parte da revolução digital[bb].

Estamos mudando a forma como as pessoas se relacionam e se comunicam, destruindo monopólios e inventando maneiras de interagir.

Nós fazemos com que músicos não precisem assinar com gravadoras pra ter seu trabalho divulgado, sequer precisam ir a programas de TV domingo à tarde. Bandas de incrível sucesso mundial liberam suas criações num sistema “pague o quanto quiser pelo álbum”. Centenas de milhares de músicas são armazenadas num espaço físico que antes não caberia uma única faixa de LP. Essas músicas são facilmente filtradas, classificadas, buscadas, e, o mais importante: compartilhadas com outras pessoas.

Aparelhos móveis inteligentes[bb] nos ajudam a acabar com prisões ilegais. Apresentam mapas com detalhamento que, nos anos 70, seriam considerados problema de segurança. Com um smartphone conectado à Internet posso fazer mais que todos os computadores de 20 anos atrás juntos. Trocando mensagens de texto, rapidamente conseguimos organizar eventos que aparentam não ter objetivo claro, mas têm: Mostrar que podemos.

The revolution will be televised from http://flickr.com/photos/philentropist/396777214/

Propagandas em horário nobre concorrem com anúncios de texto espalhados em milhões de sites pessoais. Empresas resolvem entregar seus produtos a consumidores influentes sem exigir nada em troca, apenas pela oportunidade de criar uma experiência. Anúncios publicitários criados por nós têm mais impacto que muitos anúncios profissionais. O conteúdo que criamos mete o pé na porta dos canais de televisao, o mainstream deu lugar ao underground.

Produtos que vendem pouquíssimo passam a ter importância no faturamento de grandes lojas, a massa de itens que vende pouco pode continuar disponível pra venda, alimentando um renascimento da cultura heterogênea. Conseguimos músicas, séries de TV, jogos e todo tipo de entretenimento sem pagar por isso, o próximo passo são as viagens de avião gratuitas. Nós importamos sem ficar presos a legalidades fronteiriças, não por má fé, mas como forma de protesto, queremos um mundo sem barreiras comerciais (as culturais nós já derrubamos).

Nós fazemos muitos hiperlinks, recriamos conteúdo já existente, misturamos animê japonês com música infantil norte-americana, colocamos contrabaixo no duo guitarra-bateria vermelho e branco, misturamos o album preto com o album branco. Recriamos nosso idioma, inventamos novos e mantemos os antigos vivos. Remixamos cultura, é como Larry Lessig disse: Vocês nos aceitam ou nos criminalizam. Nos mostram para o mundo ou nos mandam para o underground. Vocês só não conseguem nos parar.

Terremotos imprevistos são anunciados ao mundo no momento em que estão acontecendo. Em menos de 140 caracteres surgem amores, amizades, intrigas, piadas, eventos, histórias. As pessoas passam a se conhecer pelo que falam, levamos a amizade a uma escala global, ignorando limites traçados no solo, não há solo.

Obrigamos jornais e revistas a liberar grátis seu conteúdo, antes só acessível sob pagamento. Fizemos com que milhões de vídeos caseiros tenham valor comparável à reservas infinitas de minério. Nossos jogos movimentam mais dinheiro que o cinema.

flower chucker by bansky from http://flickr.com/photos/babywipes/644596797/

Nós destruimos a formalização do ensino. Desprezamos títulos e valorizamos ações. Não nos reconhecemos pelos nossos PhDs, mas pela energia que agregamos à comunidade. Por nossa causa o governo fechou cybercafés proximos a escolas, preferimos usar a Internet a ficar trancados numa cela seguindo um modelo de ensino milenar. Nós aprendemos idiomas, linguagens de programação, história, ciência e qualquer coisa que nos interesse sem ajuda de instituições de ensino. Nós não precisamos de autorização, pra nada.

Muitas das coisas que fazemos não são inéditas, mas nós estamos agindo numa escala global, computadores são cada vez mais baratos, em breve serão gratuitos e não haverá discriminação no acesso à informação.

Eu sou guerrilheiro nessa revolução, e você?

[update 2008-12-05] Este texto foi adaptado e apresentado na Primeira Descolagem, evento promovido pela Oi Futuro. Veja o vídeo da apresentação! [/update]

Falando sem dizer

Publicado em 2006-06-09, 4 comentários

No mundo atual, a revolução dos costumes apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção do sistema de formação de quadros que corresponde às necessidades. Pensando mais a longo prazo, a estrutura atual da organização desafia a capacidade de equalização do orçamento setorial. A nível organizacional, a adoção de políticas descentralizadoras garante a contribuição de um grupo importante na determinação dos modos de operação convencionais. Nunca é demais lembrar o peso e o significado destes problemas, uma vez que a crescente influência da mídia faz parte de um processo de gerenciamento do fluxo de informações.

Acima de tudo, é fundamental ressaltar que a determinação clara de objetivos estimula a padronização das regras de conduta normativas. Podemos já vislumbrar o modo pelo qual o início da atividade geral de formação de atitudes assume importantes posições no estabelecimento das condições inegavelmente apropriadas. Não obstante, a necessidade de renovação processual talvez venha a ressaltar a relatividade das formas de ação. Assim mesmo, o fenômeno da Internet representa uma abertura para a melhoria do impacto na agilidade decisória. Evidentemente, a complexidade dos estudos efetuados prepara-nos para enfrentar situações atípicas decorrentes de todos os recursos funcionais envolvidos. Gostaria de enfatizar que o consenso sobre a necessidade de qualificação auxilia a preparação e a composição das posturas dos órgãos dirigentes com relação às suas atribuições. Todavia, o surgimento do comércio virtual oferece uma interessante oportunidade para verificação das diretrizes de desenvolvimento para o futuro. As experiências acumuladas demonstram que o desafiador cenário globalizado estende o alcance e a importância do retorno esperado a longo prazo.

Todas estas questões, devidamente ponderadas, levantam dúvidas sobre se a contínua expansão de nossa atividade causa impacto indireto na reavaliação do processo de comunicação como um todo. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como a competitividade nas transações comerciais maximiza as possibilidades por conta das diversas correntes de pensamento. A prática cotidiana prova que o novo modelo estrutural aqui preconizado possibilita uma melhor visão global dos conhecimentos estratégicos para atingir a excelência. O cuidado em identificar pontos críticos na expansão dos mercados mundiais ainda não demonstrou convincentemente que vai participar na mudança dos métodos utilizados na avaliação de resultados. O empenho em analisar a mobilidade dos capitais internacionais deve passar por modificações independentemente dos procedimentos normalmente adotados. No entanto, não podemos esquecer que o desenvolvimento contínuo de distintas formas de atuação cumpre um papel essencial na formulação do sistema de participação geral.

E você, o que tem a me dizer sobre o cuidado em identificar pontos críticos na expansão dos mercados mundiais?