Marco Gomes

nerd veterano, interneteiro profissional, parkouzeiro amador, evangélico aprendiz, fotógrafo iniciante

Textos marcados como ‘resposta’

Como fazer um empreendimento na Internet

Publicado em 2008-07-02, 25 comentários

ATENÇÃO LEITOR! AS INFORMAÇÕES DOS BLOCOS DE CITAÇÕES DESTE POST CONTÉM ERROS, NÃO TOME-AS COMO VERDADE! (tenho que explicar em caixa-alta e com negrito, senão o leitor de título (a.k.a. salsinha) não lê, pega as informações erradas replicadas aqui e espalha ¬¬)

Ceila Santos, do Desabafo de Mãe, ao tentar explicar um pouco do que (não) aprendeu sobre tecnologia troca os pés não apenas pelas mãos, mas também pelas orelhas, intestino grosso e uma abóbora que estava passando por ali.

Isso, portanto, é um post em resposta ao que ela publicou no Midia Social.

Como jornalista, eu sabia que PHP é apenas uma linguagem que tem milhares de programadores que sabe escrevê-la. Em função disso, a segurança é quase zero (fácil de ser escrita qualquer um pode invadí-la). Como empreendedora eu descobri que: lhe garanto que a maioria não saberá entender o que o outro escreveu. Mesmo documentado, sacramentado, enfim ter a documentação do seu código-fonte não adiantará nada quando você muda de programador. Agora, respondam-me peloamordeDeus, a linguagem do Xoops, Drupal, WordPress, Plone e outros é PHP? Poderia ser Java? Quais CMS são desenvolvidos Java? Há chance de PHP ser Java, ou vice-versa?

Tudo indica que todos esses CMS são escritos em PHP.

Fonte: Ceila Santos em Como Não fazer um site de Mídia Social? (CMS)

Nunca vi, em vida, uma confusão tão grande, no final ela ainda suja o nome da classe dizendo que é jornalista… Veja bem senhora jornalista: Se você não entende de um assunto, não escreva sobre ele afirmando coisas como Em função disso, a segurança é quase zero. Tá maluca? Como assim? Nenhuma linguagem de programação é “segura” ou “insegura”, o que é seguro ou não é seu sistema, e deixá-lo com buracos de segurança é culpa do programador, nunca da linguagem.

Como eu já disse, existem vários erros técnicos no texto dela, não vou me prender a eles, você, meu leitor, assuma que está tudo errado e, se precisar ler algo sobre CMS e programação, vá procurar em outro lugar que não seja o blog da Ceila.

No final ela dispara: jornalista precisa ser webdesigner e programador?

Você quer sua resposta? Não! Jornalista não precisa ser designer nem programador. Mas também não precisa ser empreendedor.

Você não precisa ser Desenvolvedor Web pra ter um empreendimento baseado na web, mas isso tem um custo. A Lucia Freitas te aconselhou a aprender o básico das “ciências” da Web, e deu até os links, todos de ótimas referências, claro. Aprenda o básico de muitas coisas e saiba gerenciar os desenvolvedores que contrata esporadicamente (freelas) e, mais importante, saiba pedir direitinho o que quer. Este é o caminho difícil e barato.

O caminho fácil e caro é ter alguém ter alguém que faça este trabalho pra você, e nem pense em contratar freelas, estou falando de alguém na sua equipe. Mauricio Schonenberger, CEO do Ikwa, não é profissional de Desenvolvimento para Internet, sabendo disso, chamou para o board de diretores da empresa o Mestre em Ciência da Computação Dairton Bassi. Vicente Tardin, do Webinsider, não sabe meter as mãos no código, mas endende muito bem o mercado que atua e sabe pedir direitinho o que quer, já tive a oportunidade de prestar serviços pra ele e falo por experiência própria.

Ceila continua com suas confusões mentais:

Se está disposto a dar uma de programador e sabe inglês, basta fazer busca no Google e começar a montar seu site. Não deve ser nada simples, mas parece que é assim que funciona. Por isso, todos se espantam quando afirmo que gastei dinheiro com Desabafo de Mãe, né!

Fonte: Ceila Santos em Como Não fazer um site de Mídia Social? (CMS)

Sim, aprender sobre Desenvolvimento para Internet, de arquitetura de informação a programação, é um longo caminho a ser percorrido apenas se você tem 3 ou 4 anos pra insistir até ver seu site tomar proporções profissionais. Não adianta começar aprendendo hoje e querer ter um site lindo e famoso em 6 meses. Todas as pessoas que conheço que levaram seus sites do total amadorismo pro profissionalismo (e conheço muitas), como Thiago Baeta com seu iMasters, Interney com seu império internético, Alexandre Ottoni com seu Jovem Nerd, Vicente Tardin com seu Webinsider, trabalharam persistentemente por períodos de tempo maiores que 3 anos até levar seus sites pra um patamar que possa ser considerado profissional.

Se você não entente de Web, precisa aprender (vai levar uns 3 anos no mínimo) ou se unir a alguém que entenda.

Além disso, tem a confusão de achar que Free Software é uma orgia em que tudo é de graça, e não é.

Software Livre não é sinônimo de bagunça, não é sinônimo de “sem custos”, não deve ser tomado como amadorismo puro. Desenvolvimento em Free Software[bb], assim como desenvolvimento em software proprietário, é sério, e precisa ser encarado com profissionalismo e dedicação caso você queira fazer um empreendimento usando ferramentas livres. Se você, como jornalista, não quer estudar programação, arquitetura da informação, marcação semântica, otimização para sistemas de busca e tudo mais, então tenha alguém em sua equipe que o faça.

Quer rodar na Internet? Seu empreendimento precisa de alguém que entenda de Internet.

(E eu achando que algumas coisas na vida são óbvias… Ledo engano)

Estupidez - Levando-a a um novo patamar
Tradução:

Jargge: d{>_<}b
BeastUK: Como você faz "b" ao contrário?
Anonymous: Chama-se "d".
Estupidez – Levando-a a um novo patamar.

Debate entre Cris Dias, Carlos Merigo, Fábio Seixas e Mauro Amaral (rabiscos desordenados)

Publicado em 2007-10-27, 6 comentários

Ferramentas de Comunicação[bb]:

O twitter foi subvertido pelos usuários, as pessoas esqueceram o “o que você está fazendo” e passaram a usar para expressar pensamentos e chat “coletivo”.

@fseixas: “O Twitter é backstage da Blogosfera”

Blog é conteúdo e comunicação, classificar como um dos dois apenas é só um rótulo. A mistura entre conteúdo e comunicação está ficando cada vez maior, ficando mais difícil diferenciar um do outro nas novas plataformas web.

AdWords e Publicitários:

“Se qualquer idiota cria um anúncio no AdWords, pra que um publicitário?”

@radfahrer: O cliente também pode mandar release pra imprensa e não faz isso sozinho.

@cmerigo: Se a agência não tem o conhecimento de AdWords[bb], imagina os clientes…

“Vocês já clicaram em algum anúncio do AdWords?”

@fseixas: O usuário médio clica, ele vai entrar no blog e acha que aquele link vai ter a resposta para o que ele está procurando.

O consenso é que a nova publicidade precisa ser contextual e relevante. Existe um espaço para o conteúdo criado como publicidade, a exemplo do evento da Nike “Nao corredores que correm”, é o marketing de experiência.

O AdSense no meio do texto traz de volta o modelo de publicidade por interrupção, que é justamente o contrário do que o Google prega.

Momento jabá:

Camiseteria ao público, e uma dança do siri no palco em troca da última camiseta.

Facebook: Google é fichinha perto da Microsoft

A Microsoft botou tanto dinheiro no Facebook porque:
1. Pode vender quando o Facebook for vendido.
2. Pra eles isso é pouco dinheiro.

@fugita: Acordo Facebook e Microsoft não é bolha, seria se eles tivessem sido vendidos por 15 bi.

@renatotarga: os terms of service do facebook são leoninos! você dá a eles TUDO o que publicar

@radfahrer: Quem vai bancar a Wikipedia? Ela vai ficar cara, e ninguém compra… Ou pior: A Microsoft compra e empacota como OfficePedia. He he he.

@crisdias: tem gente que acha que a Wikipedia deveria ter AdSense.

@radfahrer: Onde tem AdSense tem Google Hacks[bb], na Wikipedia não pode ter “escrever para o Google” perderia toda a credibilidade.

Tema Supresa

O tema surpresa é sugerido pela platéia… Os palestrantes descem e interagem com a platéia… O tema cai novamente em Google e AdSense.

E alguém cita o Second Life… O @radfahrer se abstém, pelo jeito ninguém gosta do hype mesmo. @fseixas “porque a TAM está no SL se você pode voar?”

Sobre P2P:

@radfahrer O P2P vai ser o caminho pra quase tudo, exceto para “ligação privada”, como ligações sigilosas.

Sobre dinheiro:

Alguém pergunta quanto cada um ganha com seus blogs e sites.

@radfahrer Ganhei uns 66 dólares ao longo de 3 anos.

@fseixas Coloquei um AdSense pequeno, nem olho.

@crisdias Meu site só mostra AdSense se o visitante veio do Google. Mas eu vivo do meu blog, minha reputação me gerou uma empresa de hospedagem. Eu sou a Apple dos pobres, em 3 anos eu tirei dinhero a primeira vez semana passada para investir em publicidade.

@cmerigo Meu sonho é ser o Edney, mas ainda não deu. Quanto eu ganho eu não revelo em números.

@mauroamaral 200 dolares a cada 2 meses, não é muito, mas pra mim o maior ganho é este, estou aqui só por conta do blog.

Raphael Vasconcellos, Criação na Propaganda Interativa, Intercon 2007 (anotações)

Publicado em 2007-10-26, 8 comentários

Raphael começa falando da “regionalização” das agencias do grupo Isobar. Onde cada agencia local preserva sua cultura local mesmo depois de comprada pelo grupo.

Passa o video de Gil Scott-Heron, de 1970, com a frase célebre The revolution will not be televised. (A revolução não será televisionada), lembra que fui eu quem enviei pra ele assistir alguns anos atrás =) Dá destaque para outra frase: The revolution will put you in the driver’s seat (A revolução vai de colocar no assento do motorista)

As coisas não precisam ser mais complicadas. A propaganda na Web não pode se vender mais como o Guru da história.

Creating Time, o conceito Isobar de criar tempo. O objetivo é criar uma experiência tão atraente e tão pertinente pro consumidor, que ele escolha usar o tempo dele consumindo a mensagem da marca.

Cita o Casa do Seu Sonho como case de projeto “criando tempo”, em que o site tem apenas áudio. E olha que a falta de layout não foi só por conta do prazo =D Olhando de cima do palco eu notei que várias pessoas realmente fecharam os olhos durante a apresentação do áudio, muito legal.

Existe uma dificuldade pra quem trabalha com comunicação em entender que o que é óbvio pra nós dessa área, pode ser muito inovador para quem realmente interessa a comunicação.

La prigunta?

A pergunta que eu fiz pra ele:

O que você acha de conteúdo “publicitário” que não se mostra como tal? Como no caso do videoclipe de uma banda que na verdade era uma propaganda de cigarro. O caso brasileiros da banda The Uncles, em que lançaram a “volta” de uma banda fake como parte da campanha de lançamento de um carro na Nissan. Tem também o caso do blog do pimentel, da Nextel…

A resposta:

É mais um artifício, eu prefiro não usar. Uma paródia descarada é muito melhor, pode ser muito mais autêntico e não há problema nenhum com a paródia. Não fazer o consumidor de idiota é o melhor caminho, porque hoje os consumidores têm ferramentas para “acabar com essa mentirinha”.

Ética e responsabilidade nos blogs

Publicado em 2007-07-31, 5 comentários

A convite do Gilberto, da Desta.ca e do Prática, venho falar sobre a ética na blogosfera, antes vou me enveredar um pouco num assunto quente que está relacionado com a qualidade dos blogs.

A blogosfera tá arretada com uma certa reportagem, em que, segundo diz o título, o historiador Andrew Keen diz que blogs, Wikipédia e YouTube matam a cultura.

Minha resposta é (trocadalho do carilho à frente): Andrew quem?

Pois é, acima você vai notar que usei o termo segundo diz o título, porque realmente não me importo, não acompanhei a discussão e provavelmente não vá acompanhar. Não me importa se o mais incrível dos sociólogos diz que blogs são legais, ou se o mais renomado dos historiadores diz que são ruins.

Eu acredito o que tem sido chamado de prosumer: O produtor-consumidor de conteúdo. (não apenas acredito, eu apostei minha carreira, e consequentemente minha vida, nisso). Em minha opinião, eu e você fazendo conteúdo não é o futuro, é o presente.

E consequentemente, com o poder veio a responsabilidade, os heróis e os vilões. Há gente usando mal o direito de escrever na web, há gente usando mal o direito de pilotar automóveis, e muito mais gente usando mal o direito de votar.

Use bem os seus super poderes

  • Não escreva pensando unicamente nos sistemas de busca, e principalmente não escreva os títulos pensando em agradar os sistemas de busca
  • Não coloque propagandas acima do texto principal do post, nem entre o título e o texto
  • Não seja um blog-caça-níqueis
  • Escreva seguindo as regras básicas do nosso idioma
  • Instrua os paraquedistas analfabetos funcionais que deixam comentários em seus posts
  • Concentre-se no que não muda: Não se importe tanto com rankings e posições em pesquisas. Os rankings mudam a cada dia (ou hora), o bom conteúdo sempre será bom conteúdo, ou você acha que está na hora de queimarmos os escritos gregos? Por mais que contenham informações que hoje sabemos que são equivocadas, eles continuam sendo bom conteúdo

Não me venha com essa de blogs são lotados de miguxês, o sul do continente é lotado de argentinos e ninguém explodiu nada ainda.