Arrume um trabalho que você goste e não precisará trabalhar um só dia em sua vida. – Confúcio
Faz 6 meses que eu não levanto com a sensação de: como eu queria dormir mais 10 minutos, desde que larguei meu emprego e resolvi mergulhar de cabeça na boo-box, parei de trabalhar e passei a construir.
Não há mais aquele pensamento miserável de: essa semana eu construi 3 sites de 400 mil reais cada um e meu salário tá na mesma, nunca mais tirei conclusões desmotivantes como: hoje vou trabalhar naquele projeto chatíssimo da loja de roupas do deputado Abomiraldo Fiponso, só porque ele vai colocar a empresa que trabalho dentro da Secretaria Pública de Finanças Secundárias.
Absolutamente tudo que faço tem impacto direto e visível na empresa, cada acerto e cada erro podem ser notados imediatamente. Isso tem sido tão excitante que não há mais “trabalho”, tudo se assemelha mais a um jogo onde cada ação conta diretamente no resultado da partida, só que a partida é minha vida (e de algumas outras pessoas), logo, não posso nem pensar em fracassar :)
Se você ainda experimenta essa sensação de droga, preciso ir trabalhar, reflita um pouco, peça uns dias de folga, ache algo que te satisfaça, não importa se é ser DJ na noitada ou cortar grama
. Se o que te satisfaz é o que você faz atualmente, só que feito de outra maneira, converse com seu chefe sobre como gostaria de trabalhar. É possível ser profissionalmente feliz
mesmo sem ser empreendedor, em minha opinião a chave pra satisfação se chama autonomia de: horário, execução, escolha de projeto.
Esse ano, graças a amigos que nos ajudaram desde o início do projeto boo-box, e às pessoas que acreditaram em nosso potencial pra mudar a maneira como o marketing é feito, consegui parar de trabalhar.
Agora vem a parte que parece encarte de CD:
Os meus agradecimentos pessoais podem ser divididos em partes
- Raphael Vasconcellos, juntos criamos o produto boo-box, juntos concluimos que eu devia largar universidade e emprego pra me mudar pra São Paulo.
- Aos que nos ajudaram a construir as bases do “projeto boo-box”, antes de sabermos se alguma coisa ia funcionar: André Cunha, que fez o logo e a identidade visual; Diogo Valim, que fez o design da caixa e do primeiro site; Cynara Navarro, que nos ajudou com a redação; Estevão DeMenor, que virou noites montando o site; Patricia Montenegro, que fez a arquitetura do site e a tradução pro inglês; Thiago Carneirinho e Gabriel Queiroz, que colocaram um motor server-side 2.0 turbo na caixinha.
- Aos que ajudaram a criar a empresa boo-box: Marcos Tanaka, que blindou o negócio, trouxe racionalidade, e ainda vai dar muito rolê de veleiro pelo Atlântico Sul; Wendely Leal e Mauricio Maia, os ninjas boo-box, que fazem o universo continuar em seu curso planejado; Eric, Fábio, Carlo e Léo da Monashees Capital que nos ajudam com muito mais que dinheiro.
- Aos que nos apoiaram espalhando a palavra e criando novas ferramentas: Sergio Lima e Cesar Cardoso, os primeiros blogueiros a usar boo-box mesmo quando não conseguíamos gerar um centavo no Brasil; Leandro Durang, Marco Noleto, Marianne Abreu por nos ajudarem pegando freelas com briefings batidos no liquidificador; GraveHeart, Rafael Futilidade Pública Silva, Nick Digital Drops Ellis, Conrado Dinheirama Navarro, por usar, testar e divulgar nossas ferramentas; Walter Cruz por criar um plugin lá no início dos tempos; Alexandre Fugita, Elcio FechaTag Ferreira, Fabricio Judeu Safado, Paulo Graffiti Vasconcellos, por acreditarem desde sempre; Bruno Torres e Edney por terem humildade pra mudar de idéia =D
Com certeza eu esqueci um monte de gente, desculpaê!
Se 2008 for tão bom quanto 2007, e vai ser, vou surtar com tanta mudança de vida.