Marco Gomes

Criador da boo-box. Empreendedor dedicado, nerd veterano, interneteiro profissional, cristão aprendiz, fotógrafo amador, marido apaixonado.

Textos marcados como ‘social’

Não há jeito errado de usar o Twitter

Eu tenho medo do mesmo Ontem o @crisdias fez um ótimo post sobre uso de Twitter (não sabe o que é Twitter?), ele critica quem segue muito mais de 1000 pessoas, segundo ele recebendo mais ruído que mensagem, @graveheart complementou fazendo uma analogia do Twitter com um bar. Eu desconcordo de ambos, concordo com seus argumentos, mas discordo da premissa. Explico.

Antes do assunto, quero dizer que conheço ambos pessoalmente, são meus amigos pessoais, a crítica que vou fazer não é a eles (pessoas) e sim a seus argumentos. Não estou gerando flame, eles sabem disso, se alguém acha o contrário é porque não nos conhece.

Eu, pessoalmente, concordo que seguir mais de 1000 pessoas é, na maior parte dos casos, uma prática ruim. Você vai receber toneladas de mensagens, perdendo uma das vantagens do Twitter que é a instantaneidade e proximidade com quem você segue. Em que outro ambiente eu posso saber, em tempo real, o que a Demi Moore[bb], ela, de verdade, sem RP ou paparazzi como intermediário, está fazendo, pensando e planejando? Só no Twitter. Portanto, concordo com os argumentos de @crisdias e @graveheart, seguir muita gente não é o melhor uso da ferramenta.

Mas, a premissa é que o Twitter é um ambiente social, portanto, deve ser usado e moldado por pessoas (duh!). Vamos deixar as pessoas usarem livremente, impor regras só atrapalha a riqueza do ambiente.


(foto de Manoel Netto)

Há quem acompanha tudo de todos que segue, como se fossem blogs; há quem entra, interage e sai, como se fosse um bar; há quem use só pra conversar com amigos, como se fosse instant messenger; há quem só poste links de artigos interessantes que encontra, como se fosse um Digg; há quem dê suporte a usuários de seus serviços; há quem diga a previsão do tempo, situação do trânsito; há quem escreva versos, microcontos; há inúmeros outros usos. Qual desses é o jeito certo? Quem está errado?

O Twitter é um ambiente novo, acho que não há jeito certo de usar, e mesmo que haja, precisamos quebrar as regras e subverter o sistema :)

E isso não se aplica somente ao Twitter, outros ambientes como o Orkut sofrem o mesmo tipo de modificação por seus usuários. O Orkut deixou de ser uma rede onde o foco era a organização em comunidades, a comunicação ponto-a-ponto ganhou importância, forçando os recados e fotos a terem mais peso nas interfaces. Com as pessoas colocando anúncios de festas e frases de parachoque de caminhão no lugar do Nome e Sobrenome surgiu o campo de “status” que há em todo profile, ainda subutilizado pelos usuários.

P310808_17.03 Todas essas maneiras de usar Twitter, Orkut, a Internet, e o próprio computador pessoal, foram criadas pelos usuários, se todos seguirmos uma regra de conduta que, hoje, parece ser de bom tom, poderemos frear uma evolução. Portanto, eu não acredito e não apoio imposição de regras em aplicativos sociais, principalmente em um como o Twitter, em que você escolhe nominalmente quem influencia seu ambiente.

Digo isso porque eu mantenho alguns serviços e aplicativos na Web como Wallpapr, AdBird e boo-box, e sei, da melhor maneira, que os usuários usam esses ambientes de formas que o criador não espera.

@marcogomes no Twitter.

A Revolução Digital para Agências no iMasters Intercon FF’08

Abaixo um vídeo da minha apresentação sobre “A Revolução Digital Para Agências” no iMasters Intercon FF’08. Eu estava muito nervoso, sempre fico :D

A convite do Luli Radfahrer e Thiago Baeta, falei sobre a revolução digital, suas consequências para o consumo e a publicidade e o surgimento de uma nova agência nesse novo mercado.

Destaque também para as outras apresentações incríveis do evento, como, por exemplo, CrisDias falando sobre whuffies, Daniel Heise e Manoel Lemos sobre empreendedorismo.

O vídeo

No início há um ruído irritante mas ele logo desaparece, tenha um pouco de paciência :)


Veja vídeo no Videolog

Parabéns ao pessoal do Videolog, que gravou e publicou todos os vídeos em alta qualidade.

Os slides

[desculpem o excesso de posts ego-trip, vou maneirar e voltar com a programação normal]

A Internet e o fenômeno do auto-bigbrothering

Em sua palestra sobre Inovação no MeioBit Expo, Luli Radfahrer observou que algumas décadas atrás a maior preocupação que tínhamos era a do controle e observação do tirano Big Brother, que iria monitorar e observar todos os nossos passos, mas hoje, disse Radfahrer, nós nos auto-bigbrotheamos pelo Twitter.

Fiquei intrigado com tal observação, se num passado recente nós temíamos o controle e observação, por que hoje fazemos questão em dizer o que estamos fazendo e pensando através de microblogs, redes sociais, blogs e status de mensageiros instantâneos? Concluí que a grande diferença entre o controle tirano descrito no livro 1984 (de George Orwell)[bb] para o auto-bigbrothering que praticamos hoje é o controle de quais informações compartilhamos.

Na Internet eu escolho o que vou compartilhar

Todos nós temos informações que julgamos privadas, coisas que preferimos deixar restritas apenas à pessoas próximas ou até totalmente secretas, informações que só você tem.

No controle exercido pelo tirano Big Brother, o indivíduo não tem o poder de escolher o que compartilhar, as teletelas estão presentes em quase todos os ambientes, observando tudo e todos, e onde não há uma teletela há um membro do Partido esperando que você cometa um deslize pra que ele conte às autoridades e aumente seu prestígio, cada um por si e Deus contra todos.

O mundo digital contemporâneo, no entanto, nos deu o controle do que compartilhar, eu escolho que diretórios do meu computador ficarão disponíveis nas redes de compartilhamento de arquivos, minha coleção de músicas está disponível pra qualquer um pegar, minhas fotos não. Eu escrevo no Twitter as informações que acho que serão relevantes pra quem me segue, mas nunca conto coisas que possam me comprometer ou ridicularizar.

A Internet deu poder pra que cada um de nós se tornasse um hub social, um indivíduo, sozinho, pode formar opiniões de vários outros através de sua influência, e ainda assim ter o controle de quanta informação quer compartilhar, podendo, inclusive, escolher não compartilhar informação alguma.

The revolution will put you on the driver’s seat
(A revolução vai colocar você no assento do motorista)

Gil-Scott Heron[bb]The Revolution Will Not Be Televised.