Marco Gomes

nerd veterano, interneteiro profissional, parkouzeiro amador, evangélico aprendiz, fotógrafo iniciante

Textos marcados como ‘sociedade’

The Story of Stuff (A História das Coisas)

Publicado em 2008-05-09, 11 comentários

The Story of Stuff [em português]

O vídeo The Story of Stuff [em inglês] (A História das Coisas [em português]) mostra os problemas sociais e ambientais criados como consequência do nosso hábito consumista, apresenta os problemas deste sistema e mostra como podemos revertê-lo, porque não foi sempre assim.

A mensagem é clara: Compre menos.

Eu faço parte da revolução

Publicado em 2008-05-01, 112 comentários

Graffiti escrito The Revolution Will Not Be Televised

Eu sou um revolucionário, faço parte da revolução digital[bb].

Estamos mudando a forma como as pessoas se relacionam e se comunicam, destruindo monopólios e inventando maneiras de interagir.

Nós fazemos com que músicos não precisem assinar com gravadoras pra ter seu trabalho divulgado, sequer precisam ir a programas de TV domingo à tarde. Bandas de incrível sucesso mundial liberam suas criações num sistema “pague o quanto quiser pelo álbum”. Centenas de milhares de músicas são armazenadas num espaço físico que antes não caberia uma única faixa de LP. Essas músicas são facilmente filtradas, classificadas, buscadas, e, o mais importante: compartilhadas com outras pessoas.

Aparelhos móveis inteligentes[bb] nos ajudam a acabar com prisões ilegais. Apresentam mapas com detalhamento que, nos anos 70, seriam considerados problema de segurança. Com um smartphone conectado à Internet posso fazer mais que todos os computadores de 20 anos atrás juntos. Trocando mensagens de texto, rapidamente conseguimos organizar eventos que aparentam não ter objetivo claro, mas têm: Mostrar que podemos.

The revolution will be televised from http://flickr.com/photos/philentropist/396777214/

Propagandas em horário nobre concorrem com anúncios de texto espalhados em milhões de sites pessoais. Empresas resolvem entregar seus produtos a consumidores influentes sem exigir nada em troca, apenas pela oportunidade de criar uma experiência. Anúncios publicitários criados por nós têm mais impacto que muitos anúncios profissionais. O conteúdo que criamos mete o pé na porta dos canais de televisao, o mainstream deu lugar ao underground.

Produtos que vendem pouquíssimo passam a ter importância no faturamento de grandes lojas, a massa de itens que vende pouco pode continuar disponível pra venda, alimentando um renascimento da cultura heterogênea. Conseguimos músicas, séries de TV, jogos e todo tipo de entretenimento sem pagar por isso, o próximo passo são as viagens de avião gratuitas. Nós importamos sem ficar presos a legalidades fronteiriças, não por má fé, mas como forma de protesto, queremos um mundo sem barreiras comerciais (as culturais nós já derrubamos).

Nós fazemos muitos hiperlinks, recriamos conteúdo já existente, misturamos animê japonês com música infantil norte-americana, colocamos contrabaixo no duo guitarra-bateria vermelho e branco, misturamos o album preto com o album branco. Recriamos nosso idioma, inventamos novos e mantemos os antigos vivos. Remixamos cultura, é como Larry Lessig disse: Vocês nos aceitam ou nos criminalizam. Nos mostram para o mundo ou nos mandam para o underground. Vocês só não conseguem nos parar.

Terremotos imprevistos são anunciados ao mundo no momento em que estão acontecendo. Em menos de 140 caracteres surgem amores, amizades, intrigas, piadas, eventos, histórias. As pessoas passam a se conhecer pelo que falam, levamos a amizade a uma escala global, ignorando limites traçados no solo, não há solo.

Obrigamos jornais e revistas a liberar grátis seu conteúdo, antes só acessível sob pagamento. Fizemos com que milhões de vídeos caseiros tenham valor comparável à reservas infinitas de minério. Nossos jogos movimentam mais dinheiro que o cinema.

flower chucker by bansky from http://flickr.com/photos/babywipes/644596797/

Nós destruimos a formalização do ensino. Desprezamos títulos e valorizamos ações. Não nos reconhecemos pelos nossos PhDs, mas pela energia que agregamos à comunidade. Por nossa causa o governo fechou cybercafés proximos a escolas, preferimos usar a Internet a ficar trancados numa cela seguindo um modelo de ensino milenar. Nós aprendemos idiomas, linguagens de programação, história, ciência e qualquer coisa que nos interesse sem ajuda de instituições de ensino. Nós não precisamos de autorização, pra nada.

Muitas das coisas que fazemos não são inéditas, mas nós estamos agindo numa escala global, computadores são cada vez mais baratos, em breve serão gratuitos e não haverá discriminação no acesso à informação.

Eu sou guerrilheiro nessa revolução, e você?

[update 2008-12-05] Este texto foi adaptado e apresentado na Primeira Descolagem, evento promovido pela Oi Futuro. Veja o vídeo da apresentação! [/update]

CampusParty 2008, eu vou

Publicado em 2008-02-11, Sem comentários por enquanto

Daqui a pouco começa o Campus Party 2008, na Bienal do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Logo Campus Party

Campus Party é considerado o maior evento de entretenimento eletrônico em rede do mundo.

Os participantes mudam-se com seus computadores, malas e barracas para dentro das instalações do evento, durante uma semana a Campus Party transforma-se na casa de todos.

É um público composto por líderes de comunidades on line extremamente ativas na sociedade em rede, com enorme poder de formar opinião e criar tendências. Um público de vanguarda, trendsetter. que antecipa o futuro da nova economia e os caminhos da tecnologia da informação.

Texto acima adaptado do site do Campus Party

Eu estarei no evento todos os dias (assim espero), se você também vai aparecer por lá podemos nos encontrar. Vou conferir meu e-mail constantemente e meu celular recebe as mensagens enviadas para celular arrouba marcogomes ponto com, além disso estou sempre ligado ao Twitter, que deve se consagrar como a ferramenta de flashmobs do evento.

Confira sempre o Livestream do CampusParty criado pelo Manoel BlogBlogs Lemos.

Simplicidade Voluntária, meu modo de viver

Publicado em 2007-03-17, 50 comentários

Algum tempo eu conheci a Simplicidade Voluntária, um “modo de vida” em que o praticante faz um esforço consciente pra abrir mão do que é supérfluo e ficar apenas com o que é realmente necessário pra sua felicidade. Uma vida externamente simples pode ser muito rica interiormente.

Não ache que simplicidade é pobreza, Duane Elgin[bb], que cunhou o termo “Simplicidade Voluntária”, esclarece: a pobreza é involuntária e debilitante, a simplicidade é voluntária e mobilizadora.

O site Simplicidade Voluntária tem os primeiros passos para você entender melhor o movimento, por exemplo:

  • Ser mais crítico com a propaganda que lhe influencia
  • Qualidade de vida no lugar da quantidade de vida
  • Recreação saudável, feliz e livre de aparelhos
  • Comer sensata e sensivelmente
  • Compras por utilidade ao invés de status
  • Lembrar-se dos bilhões de pessoas que não têm a condição financeira que você tem

Minhas atitudes para uma vida simples

Pesquisei um pouco sobre o assunto e resolvi adotar, minhas principais ações para uma vida simples são:

Alimentação saudável[bb]

Minha mudança mais drástica, passei a comer produtos integrais, orgânicos, produzidos localmente e naturais. Evitando excesso de açúcar, produtos industrializados e com visível excesso de agrotóxicos. Parei também de comer carne vermelha.

O fato de preferir produtos produzidos localmente é que com isso gasta-se menos recursos com transporte e conservação. Imagine quanto combustível fóssil é queimado para trazer um simples camarão para o cerrado do planalto central. Eu não me proibi de comer produtos que sejam transportados de longe, mas diminui drasticamente a quantidade.

Economizar energia

Economizando combustível fóssil e não-fóssil, não só o combustível do meu carro, mas de qualquer um, comprando produtos produzidos localmente, oferecendo e aceitando mais caronas.

Economizo também energia elétrica, com lâmpadas fluorescentes e deixando a TV desligada, a maior parte do tempo eu não preciso dela ;)

Os espertões provocam:
_ Se você quer salvar o planeta, por que anda sozinho num carro de 4 lugares?

Eu respondo mais ou menos assim:

_ Bem, eu comprei o carro mais econômico que meu dinheiro me proporcionou, além disso, Simplicidade Voluntária permite que você se mantenha confortável e seguro, em meu caso específico, ônibus me deixaria desconfortável, moto traria insegurança. Ao invés de criticar a minha simplicidade voluntária[bb] por que você não cala sua maldita boca e faz algo pra ajudar a salvar o planeta?

Pronto, não há contra-argumentos razoáveis após esta resposta, o máximo que já ouvi são insultos irracionais e descabidos.

Parkour como recreação saudável e livre de aparelhos

Eu não comecei a praticar Parkour por isso, mas encaixou como uma luva. Inclusive o pk me deu a força de vontade e a consciência de responsabilidade sobre o meio necessárias para entender a Simplicidade Voluntária.

Ao contrário do que costumam pregar por aí, o Parkour não é sobre sair pulando obstáculos feito um ladrão ou fugitivo, é sobre treinar sua mente para compreender o meio em que você vive e interagir com ele da maneira mais objetiva possível.

Desde que o tênis não seja um Nike feito por criancinhas asiáticas, tá tudo certo ;)

Consumo

Aprendi a esperar para comprar, com uma dica do Leandro, que depois descobri ser parte da Simplicidade Voluntária: Deu vontade de comprar algo que viu numa vitrine? Espere 30 dias, se ainda se lembrar é sinal que você realmente quer, pode comprar. O número de dias pode ser levemente alterado.

Entendi também que é melhor comprar algo durável e razoavelmente mais caro do que algo descartável, e isso vai desde a coisas mais caras, como automóveis e eletrodomésticos, até coisas mais baratas, como barbeadores e CDs graváveis.

Simplicidade não significa necessariamente ter só coisas baratas, recicladas. Ela ressoa mais facilmente com preocupações com durabilidade, utilidade e beleza. Muitos itens devem ser escolhidos para durar e não como deseja a sociedade de consumo, para serem substituídos daí a pouco tempo.

Simplicidade Voluntária

Compras semanais de alimentos

Com compras mais regulares posso comprar mais produtos perecíveis como vegetais, folhagens, frutas e pães integrais, adequados para minha nova alimentação. Reduzi à zero os produtos não perecíveis industrializados, biscoitos, sucos artificiais, enlatados e conservas já não entram mais no meu apartamento.

Os motivos das minhas mudanças

Mudei com dois objetivos principais em mente:

Fazer a minha parte para salvar o planeta

Eu sei que não vou salvar o planeta sozinho, mas minha parte estou fazendo, quando Deus for cobrar da gente a destruição da Terra[bb], minha culpa será bem menor. Além disso, se a maioria de nós tomar atitudes socialmente responsáveis o mundo pode sim mudar pra melhor, muito melhor. Minha parte eu estou fazendo, está em suas mãos agora.

Fazer a minha parte para salvar a mim mesmo

Se eu me alimentar corretamente desde agora, que tenho 20 anos, aos 40 estarei muito mais saudável que quem comeu picanhas gordurosas desde sempre. É lógica, boa alimentação implica em corpo mais saudável. Excessões podem acontecer, mas são excessões e devem ser tratadas como tal.

Eu quero ter condicionamento físico para fazer Parkour pra sempre.

E se você não se importa com seu corpo, vou te deixar preocupado agora: Você quer estar impotente e sem fôlego aos 50?