{"id":5784,"date":"2019-01-23T19:06:11","date_gmt":"2019-01-23T21:06:11","guid":{"rendered":"http:\/\/marcogomes.com\/blog\/?p=5784"},"modified":"2020-12-02T18:36:33","modified_gmt":"2020-12-02T21:36:33","slug":"cresci-na-periferia-mas-um-privilegio-me-catapultou-para-fora-da-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/2019\/cresci-na-periferia-mas-um-privilegio-me-catapultou-para-fora-da-pobreza\/","title":{"rendered":"Cresci na periferia, mas um privil\u00e9gio me catapultou para fora da pobreza"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"highlight\"><strong>Avaliando minha trajet\u00f3ria pessoal e profissional, percebo como o suporte emocional familiar e a autoconfian\u00e7a foram cruciais para eu iniciar uma startup sem ter dinheiro e encarar mercados dos quais eu pouco sabia; atitudes impens\u00e1veis para um moleque da periferia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"357\" src=\"http:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/4001183103.jpeg\" alt=\"Marco Gomes, com pouco mais de 1 ano, d\u00e1 tchau para algu\u00e9m. Ele est\u00e1 sentado num elefante de fibra, num carrossel de parque de divers\u00f5es.\" class=\"wp-image-5785\"\/><figcaption>&#8220;Tchau, gente!&#8221;<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Quem me acompanha nas redes sociais frequentemente v\u00ea as hist\u00f3rias que conto sobre como foi crescer pobre e na periferia. Em diferentes fases da minha inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia eu: morei em barraco de pau com esgoto correndo no beco atr\u00e1s de casa; colecionei c\u00e1psulas de muni\u00e7\u00e3o encontradas na vizinhan\u00e7a; perdi conhecidos e familiares vitimados pela guerra \u00e0s drogas; apanhei da pol\u00edcia v\u00e1rias vezes em abordagens desnecessariamente violentas; deixei de almo\u00e7ar para economizar dinheiro; entre outros relatos comuns \u00e0 tantas pessoas vindas das camadas mais pobres da sociedade.<br><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/4001947280-1.jpg\" alt=\"Marco Gomes, beb\u00ea, com os olhos arregalados, coloca a m\u00e3o dentro da boca do pai, que brinca de morder seus dedos. Wilian Gomes tem cabelo black power curto, e v\u00e1rias marcas de espinhas no rosto.\" class=\"wp-image-5799\" width=\"320\" height=\"218\" srcset=\"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/4001947280-1.jpg 854w, https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/4001947280-1-640x434.jpg 640w, https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/4001947280-1-768x521.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><figcaption>Eu e meu pai, 1986.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, acredito que um privil\u00e9gio foi crucial para que eu sa\u00edsse da pobreza: afeto familiar, meu alicerce emocional. Falo do apoio e suporte vindos dos meus pais, tios, av\u00f3s, primos e tamb\u00e9m de amigos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A defini\u00e7\u00e3o que uso neste artigo para privil\u00e9gio \u00e9: uma situa\u00e7\u00e3o que me beneficia sem ter sido eu o respons\u00e1vel por cri\u00e1-la.*<\/strong> <br><\/p>\n\n\n\n<p>Cresci no Gama, DF, e a vida na periferia nos anos 1990 e 2000 teve per\u00edodos de ascens\u00e3o e queda na pir\u00e2mide social e econ\u00f4mica. Em alguns momentos, era poss\u00edvel viajar 44 KM para ir ao McDonald\u2019s e cinema nos shopping-centers do Plano Piloto, em outros era preciso colher couve no quintal para dar alguma sust\u00e2ncia ao sop\u00e3o. Em todo este per\u00edodo, no entanto, eu sempre me senti amado, incentivado e confiante. E isso foi essencial, al\u00e9m de n\u00e3o custar um centavo.<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><strong>\u201c\u00c9 preciso uma aldeia inteira para criar uma crian\u00e7a\u201d<\/strong><br><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em v\u00e1rios momentos de minha inf\u00e2ncia e pr\u00e9-adolesc\u00eancia, meus pais ficaram um pouco mais ausentes do conv\u00edvio familiar, por precisarem trabalhar ainda mais horas por semana. Mesmo nestes momentos, tive uma base familiar de tios, tias, av\u00f3s e av\u00f4s que nunca me abandonaram. S\u00e3o 11 tios e tias, mais c\u00f4njuges, e este amplo grupo familiar sempre compartilhou responsabilidades, de um jeito que levei anos para compreender o valor. N\u00e3o foram poucas as vezes que apoiamos uns aos outros, inclusive para nos alimentar, com meu n\u00facleo familiar pr\u00f3ximo participando n\u00e3o s\u00f3 da minha cria\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m de meus primos e primas mais novos, e at\u00e9 hoje \u00e9 assim.<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><strong>\u201cEsses boy conhece Marx, n\u00f3iz conhece a fome\u201d<\/strong><br><\/p><cite>\u2013 <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=T0fN7tEy15g\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Emicida, Levanta e Anda (opens in a new tab)\">Emicida, Levanta e Anda<\/a><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mesmo nos momentos mais chatos da adolesc\u00eancia, eu nunca me senti abandonado, n\u00e3o lembro de ter algum dia pensado que &#8220;ningu\u00e9m gosta de mim&#8221;. Na periferia \u00e9 comum testemunharmos pessoas abandonadas \u2013 mesmo que n\u00e3o-formalmente \u2013, pelos pais, e exclu\u00eddas pela fam\u00edlia estendida. Expulsos, mesmo que nas entrelinhas, da casa de tias e tios, justamente nos momentos em que mais precisam de apoio. Eu nunca passei por isso.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Aos 18 anos, fazendo est\u00e1gio de dia e curso universit\u00e1rio \u00e0 noite, sem grana, fiquei algum tempo sem poder almo\u00e7ar, apenas jantando por R$1 no restaurante da universidade p\u00fablica. Na \u00e9poca, o orgulho n\u00e3o me deixava pedir ajuda \u2013 aquela mentalidade <em>durona<\/em> de \u201cdeixa que eu resolvo sozinho\u201d, mas sabemos que muitas vezes n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel resolver sozinho \u2013, por isso n\u00e3o contei a situa\u00e7\u00e3o para ningu\u00e9m durante algum tempo. Fiquei visivelmente fraco, sem a performance mental usual \u2013 defensores da \u201cmeritocracia\u201d dir\u00e3o que \u201cquem se esfor\u00e7a, consegue\u201d, sugiro que tal defensor tente \u201cconseguir\u201d sem ter a quantidade m\u00ednima de nutrientes no c\u00e9rebro. Minha m\u00e3e notou algo estranho, perguntou o que estava acontecendo e eu contei que n\u00e3o almo\u00e7ava. No dia seguinte, ela come\u00e7ou a fazer as marmitas que me sustentaram at\u00e9 eu trocar de emprego e conseguir pagar o almo\u00e7o nos restaurantes do plano piloto. Eu tive a sorte de ter uma m\u00e3e sens\u00edvel, atenta e capaz de solucionar problemas com o que estava \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o naquele momento.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Dos 8 aos 11 anos, meus pais trabalhavam muito e eu ficava a maior parte do tempo com meus av\u00f3s e tios, inclusive dormindo na casa de parentes por dias a fio. Foi nesta \u00e9poca que tive minha inicia\u00e7\u00e3o no mundo da computa\u00e7\u00e3o. Meus tios eram <em>muambeiros<\/em>: viajavam para o Paraguai e compravam pe\u00e7as de computador, montavam o PC em casa e vendiam no DF atrav\u00e9s de an\u00fancios nos jornais. Eu ficava em volta deles torrando-lhes a paci\u00eancia, fazendo perguntas e pedindo para jogar o <em>jogo de tiro<\/em> (Doom 2 ou Duke Nukem 3D). Pergunta vai, pergunta vem, eles me ensinaram a montar computadores e instalar os softwares, o que tamb\u00e9m me iniciou no aprendizado do ingl\u00eas, brincando. Em outras in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es foram minhas tias e tios que me levaram ao cinema, parques, sorvete, usando comigo seus suados sal\u00e1rios-m\u00ednimos. N\u00e3o foram poucas as vezes que meus pais, tios e tias se reuniram para fazer as compras de supermercado de um dos irm\u00e3os em dificuldade. Minha fam\u00edlia formou um ecossistema de apoio interno, mas nem toda fam\u00edlia \u00e9 assim, h\u00e1 inclusive casos de destrui\u00e7\u00e3o m\u00fatua.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_4525.jpg\" alt=\"Wilian Gomes aos 21 anos e Marco Gomes, beb\u00ea, no colo.\" class=\"wp-image-5787\" width=\"320\" height=\"287\" srcset=\"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_4525.jpg 1277w, https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_4525-640x576.jpg 640w, https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_4525-768x691.jpg 768w, https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_4525-1200x1080.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Com 5 anos de idade eu morava no Gama, DF, e estudava no Plano Piloto (capital), s\u00e3o 44 KM de dist\u00e2ncia, que na \u00e9poca eu percorria de \u00f4nibus, em uma viagem que durava uma hora. Eu sa\u00eda da escola meio dia, com fome, e meu pai, que trabalhava pr\u00f3ximo \u00e0 escola, me pegava na porta, me levava para almo\u00e7ar, e depois me colocava em um \u00f4nibus de volta para casa. N\u00e3o foram poucas as vezes que ele, sem dinheiro, ficou sem comer para que eu pudesse me alimentar. H\u00e1 quem n\u00e3o tem um pai t\u00e3o disposto a se sacrificar por um pirralho questionador. No Brasil, <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"mais de 11 milh\u00f5es de lares com filhos n\u00e3o t\u00eam um pai presente (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/epocanegocios.globo.com\/Economia\/noticia\/2018\/03\/em-15-anos-numero-de-familias-chefiadas-por-mulheres-mais-que-dobra.html\" target=\"_blank\">mais de 11 milh\u00f5es de lares com filhos n\u00e3o t\u00eam pai presente<\/a>. Eu tive.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/568771370.jpg\" alt=\"Marco Gomes, crian\u00e7a de colo, sentado no colo da av\u00f3. Marco brinca com uma embalagem redonda de remendo de pneu de bicicleta.\" class=\"wp-image-5790\" width=\"320\" height=\"432\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Eu com certeza comi mais refei\u00e7\u00f5es pagas por meus av\u00f4s e preparadas por minhas av\u00f3s do que por quaisquer outras pessoas. Eu comi e dormi literalmente por v\u00e1rios anos na casa dos meus ancestrais. Encontrando ali abrigo e alicerce.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes casos podem parecer apenas de apoio material, porque pobre passa mesmo quase 24h por dia resolvendo treta relacionada com dinheiro (quem \u00e9 ou foi, sabe), mas hoje eu percebo que h\u00e1 muito mais nas atitudes acima. Em cada a\u00e7\u00e3o dessa h\u00e1 um &#8220;eu acredito em voc\u00ea&#8221;, um &#8220;estamos juntos&#8221;, um &#8220;confie que isso aqui eu resolvo, vai l\u00e1 resolver aquilo ali&#8221;.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Eu nunca ouvi da minha fam\u00edlia que eu seria est\u00fapido, fracassado ou que eu n\u00e3o poderia fazer algo. H\u00e1 nos Martins-Teixeira e nos Sabino-Gomes uma autoconfian\u00e7a que pode at\u00e9 ser lida como arrog\u00e2ncia. Entre a arrog\u00e2ncia dos Martins-Teixeira e dos Sabino-Gomes, e a apatia que vi em muitos dos meus vizinhos, eu fico com a nossa arrog\u00e2ncia, todas as vezes.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo sem treinamento formal em pedagogia infantil, minha fam\u00edlia criou um alicerce, que impactou positivamente minha sa\u00fade mental para o resto da vida. E isso me levou <strong>de um barraco de pau com 4 c\u00f4modos e 13 pessoas<\/strong> no Gama, DF, <strong>para um pr\u00eamio como <\/strong><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"melhor profissional de tecnologias de marketing do mundo (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/carreira\/ele-e-visto-como-o-melhor-profissional-de-marketing-do-mundo\/\" target=\"_blank\"><strong>o melhor profissional de tecnologias de marketing do mundo<\/strong><\/a>, apresentado pela Time e CNN em Nova York, para um discurso sobre <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Economia Criativa na sede da ONU (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4lF7AIafypE\" target=\"_blank\">Economia Criativa na sede da ONU<\/a>, para um apartamento em Manhattan com vista cinematogr\u00e1fica para o Empire State Building.<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"http:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_1984-640x480.jpeg\" alt=\"Empire State \u00e9 visto da janela do apartamento em Manhattan. O edif\u00edcio tem uma antena pontuda em seu topo e est\u00e1 iluminado de branco. Ao lado da janela h\u00e1 uma \u00e1rvore de natal.\" class=\"wp-image-5789\" srcset=\"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_1984-640x480.jpeg 640w, https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_1984-768x576.jpeg 768w, https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_1984-1200x900.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Vista da janela de casa, em Manhattan, Nova York.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Muitas vezes, tudo que uma pessoa da periferia precisa sentir \u00e9 acolhimento, pertencimento e autoconfian\u00e7a, ter uma plataforma segura para se apoiar antes de alcan\u00e7ar aquilo que a sociedade, todos os dias, diz que n\u00e3o \u00e9 para n\u00f3s. \u00c9 sim, por n\u00f3s, para n\u00f3s e para os nossos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Contrariando as Estat\u00edsticas | Marco Gomes | TEDxUniversidadedeBras\u00edlia\" width=\"910\" height=\"512\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eF-FWNx3ugc?start=2&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><small>* H\u00e1 outras defini\u00e7\u00f5es de privil\u00e9gio, igualmente v\u00e1lidas, mas n\u00e3o \u00e9 este o ponto.<\/small><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sobre o autor<\/h2>\n\n\n\n<p><em>Marco Gomes trabalha com Estrat\u00e9gia de Implanta\u00e7\u00e3o de Data Science em Nova York, EUA.&nbsp;Profissional&nbsp;<\/em><strong><em>reconhecido em 2014 pela revista Forbes<\/em><\/strong><em>&nbsp;como um dos 30 jovens com menos 30 anos mais promissores do pa\u00eds; fundador da boo-box, apontada como uma das empresas de publicidade mais inovadoras do mundo pelas revistas&nbsp;Fast Company e Forbes, vendida em 2015 para a FTPI Digital; e co-fundador do Heartbit \/ Mova Mais, app de sa\u00fade listado pela revista Consumidor Moderno como uma das&nbsp;100 empresas mais inovadoras&nbsp;do Brasil. Marco fez educa\u00e7\u00e3o executiva em Gerenciamento de Marketing Estrat\u00e9gico na Universidade de Stanford, Calif\u00f3rnia.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avaliando minha trajet\u00f3ria pessoal e profissional, percebo como o suporte emocional familiar e a autoconfian\u00e7a foram cruciais para eu iniciar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5785,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,40,5,12],"tags":[674,360,728,308,80],"class_list":["post-5784","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-article","category-lifestyle","category-marcogomes","category-society","tag-familia","tag-gama","tag-infancia","tag-periferia","tag-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5784","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5784"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5784\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6087,"href":"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5784\/revisions\/6087"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5785"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5784"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5784"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcogomes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5784"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}