Marco Gomes

Humilde por parte de pai, exibido por parte de mãe e vice-versa, o que gera uma tremenda confusão comportamental. Gera nada, gera sim.

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Sobre a Web 2.0

boo-box

E temos um novo hype na Internet: a Web 2.0[bb], também conhecida como A Nova Web. Trata-se principalmente de usar a Web como plataforma para aplicações[bb] e não apenas como meio de entrega expressa de conteúdo. Ainda não é possível definir a Web 2.0 em algumas poucas palavras, porém, tentarei fazê-lo em alguns parágrafos.

Principais características da Web 2.0.

Usuários produzindo conteúdo
Cada pessoa pode produzir conteúdo e/ou alterar o serviço (com facilidade), saindo do modelo antigo de apenas consumidores de conteúdo, com isso, cada usuário consome conteúdo também feito por outros usuários como ele.
Exemplos: Wikipédia, blogs e comunidades de blogs, flickr, del.icio.us.
Quanto mais usuários melhor o serviço
Se usuários produzem e consomem conteúdo entre si, numa verdadeira comunidade, quanto mais usuários mais conteúdo a ser produzido/alterado/validado, com isso, a qualidade do serviço aumenta.
Exemplos: Wikipédia, blogs e comunidades de blogs, flickr, del.icio.us.
Aplicações ricas
Aplicações que fogem do padrão recebe informação > envia dados > recarega página comum na Velha Web. Com a Web 2.0 temos ambientes mais parecidos com o desktop, informações sendo enviadas e recebidas o tempo todo, sem reloads sucessivos da página e alto nível de interação entre o usuário e a aplicação. Para chegar-se a este resultado os caminhos têm sido AJAX e Flash.
Exemplos: meebo, flickrGraph, Netvibes, geobloggers
Valorização do conteúdo
O conteúdo é valorizado acima de qualquer outra coisa, mas não pense que esse deve ser apenas texto, isso depende do serviço e cada um tem seu conteúdo principal que pode ser texto, imagem, vídeo, dados sobre pessoas, áudio, mapas.
Ele é tão valorizado que é disponibilizado inclusive fora da interface “padrão” do site original, com isso você pode acessá-lo através de outros serviços e interfaces.
Exemplos: flickr API, Google Web API’s
Conteúdo acessível para aplicações externas
O conteúdo é acessível não só através do site do serviço, mas pode ser integrado a aplicações externas, dando poder para que programadores autônomos possam criar aplicações personalizadas e únicas. Para isso, usa-se atom, XML, RSS, API’s e outras siglas interessantes.
Exemplos: flickrGraph, Web 2.0 API Reference.
Mashup
A definição da Wikipedia é excelente: Mashup é uma aplicação que combina conteúdo de mais de uma fonte em uma experiência intergrada. Ou seja, um serviço pegando conteúdo de múltiplas fontes e mostrando tudo junto.
Exemplos: Netvibes, geobloggers, Web 2.0 Mashup Matrix.
Nova maneira de tratar a informação (sai taxonomia, entra folksonomia)
Os dados deixam de ser indexados segundos categorias e subcategorias - taxsonomia, como a estrutura de pastas do seu computador - e passam a receber relacionamentos diretos com palavras-chave - folksonomia ou tagsonomia, como faz o cérebro humano-.
Sendo classificada dessa maneira, fica muito mais fácil descrever certa informação. Em uma estrutura por taxonomia se você tem uma pasta para trilhas sonoras e outra para a banda P.O.D. você só pode colocar a trilha sonora do Matrix Reloaded em uma das pastas (ou duplicar o arquivo). Em uma classificação por folksonomia você pode adicionar quantas tags achar necessária para descrever a música. Com isso a informação pode ser achada com muito mais facilidade.
Exemplos: del.icio.us/tag, Technorati.com/tags.

Importante: Essas são apenas algumas características dos serviços Web 2.0, e não basta atender a uma ou duas para estar inserido no hype, o julgamento é muito mais subjetivo e não pode ser feito apenas com um checklist.

Referências

E pra fechar usando muitos dos recursos acima descritos, você pode saber o que ando lendo sobre o tema acompanhando meu del.icio.us, principalmente as tags Web2.0, AJAX e cyberculture - no fim de cada uma das páginas tem um botão RSS, você pode assíná-los e ler no seu agregador favorito.

24 comentários sobre “Sobre a Web 2.0”

  1. Ricardo diz:

    Caberia resumir o aspecto social (dentre vários) em:

    web 2.0 - um meio colaborativo de descentralização e disseminação seletiva de informação onde, o usuário, por meio de plataformas abertas, faz da participação própria (anônima ou não, as vezes voluntária) o agente construtor dessa rede.

    ?

  2. Marco Gomes diz:

    Muito bom, você, como sempre, formalizando minhas palavras informais.

  3. Jonas diz:

    Noooooooossa..
    mas você chegou tarde demais…
    O Fred escreveu sobre web 2.0 há quase um mês…
    http://www.usabilidoido.com.br/principios_fundamentais_da_web.html

    Para um profissional que trabalha com tecnologia você não acha que está chegando atrasado demais?

  4. Marco Gomes diz:

    Eu sei que o fred escreveu sobre Web2.0, eu conheço ele (pessoalmente inclusive, estou no podcast mais recente dele, gravado ao vivo [estávamos no mesmo metro quadrado]).

    Mas o objetivo não foi ser o primeiro, foi simplesmente escrever… Até fui o primeiro a comentar no texto sobre Web2.0 no carreira solo, avisando eles que a AJAX não é linguagem de programação…

    E se vc é o Galvez, tenho acompanhado seu del.icio.us, mas o site saiu do ar né…

    Só pra frizar: o objetivo não era ser o primeiro.

  5. fabricio diz:

    Jonas? duvido q seja o galvez.

    Achei seu texto uma bela introdução ao assunto, ainda, mais para um usuario leigo. Belo complemento ao texto do carreira solo =)

  6. Maíra diz:

    Hum, só tenho uma pequena dúvida sobre a diferença entre taxonomy e folksonomy. Se não me engano, taxonomia não necessariamente é hierárquica (apesar de existirem taxonomias hierárquicas simples). A grande diferença da folksonomia é que são as pessoas que criam suas tags, e não especialistas em classificação.

    O pessoal do http://www.iainstitute.org/ estava tendo uma discussão interessantíssima sobre o assunto na lista deles há umas semanas. Pena que a lista é fechada… Mas de qualquer forma, recomendo os artigos do Peter Morville sobre o assunto (um dos caras que escreveu o livro do Urso Polar, a bíblia da arquitetura de informação =)): http://www.semanticstudios.com/.

    Falous!

  7. Marco Gomes diz:

    Valeu pelas dicas Maíra! E como eu já te disse, estou mais focado na tecnologia do que nos conceitos, depois que eu entender a tecnologia, estudo os conceitos.

  8. Fábio Caparica de Luna diz:

    Duas coisas:

    a) Como pode algo ser gravado sem ser ao vivo?
    b) Sobre Web 2.0.

  9. Marco Gomes diz:

    Caparica: Eu usei o termo ao vivo porque estávamos no mesmo metro quadrado de chão, ou seja, encontro pessoal no InterCon 2005. O comentário já foi corrigido.

  10. Cleiton Francisco diz:

    Fábio, quando o Marco se referiu a “ao vivo”, acho que ele estava querendo dizer que ele estava de “corpo presente” no momento da gravação do podcast. Lembrando que muitos podcasts coletivos geralmente são gravados com os participantes em diferentes locais.

    Ah, Marco, o seu post está muito bom.

  11. Dênia Sales diz:

    Sou editora de ciência e tecnologia da Odisseu Agência de Informação, responsável pelo conteúdo do site do IBCD (Instituto Brasil para Convergência Digital). Estamos fazendo uma matéria sobre Web 2.0 e gostaria, se possível, de ilustrar a reportagem com seu depoimento, respondendo as seguintes perguntas:
    1 – O que é web 2.0?
    2 – Qual a diferença entre a web 1.0 e a 2.0?
    3 – Quais as chances de dar certo?
    4 – Que desafios a web 2.0 gera para a Microsoft?
    5 – Que empresas têm mais chance de liderar nessa nova era?
    6 – O que muda para os usuários comuns de Internet?
    Obs: colocar a especialidade e onde trabalha para eu colocar na matéria. meu e-mail para contato é denia@odisseu.com.br
    Desde já agradeço a atenção e conto com sua colaboração.
    Atenciosamente
    Dênia Sales

  12. diego diz:

    la unica forma de conseguir entender web 2.0 es creando una recopilación de sites autodenominados web 2.0

    ved en mi blog:

    http://wwwhatsnew.blogspot.com

  13. Nandico diz:

    Eu odeio coisas que não existem, como a Web 2.0 =D.

  14. BlogeFísica diz:

    Educação e Web 2.0

    Observações Preliminares
    Este é o meu primeiro post realmente longo, por isso ele foi dividido em várias (4) páginas . Pude, enfim, usar este recurso do b2evolution. Você foi avisado(a)!

    Eu realmente desejo construir esta reflexão coletivamente. …

  15. Tiago diz:

    Tem muita gente boa falando coisas interessantes a respeito da WEB 2.0. Principalmente nos Estados Unidos, Europa e Brasil.
    E também tem gente boa desenvolvendo produtos, serviços e aplicações para WEB 2.0.

    Aceitam um desafio?

    Acesse o site http://www.webviolin.com e comente se o Brasil está ou não na vanguarda mundial da WEB 2.0. (garanto que não irão se decepcionar!)

    Abr,
    Brazil 2.0

  16. Marco Gomes diz:

    Não funciona no Firefox 1.5.

    Nem vou tentar abrir no IE. :-P

  17. Fábio diz:

    Não funcionou no Linux e no Windows precisa abrir no IE, mas pede para instalar um ocx no meu computador e a política de segurança daqui não permite. Sem a ocx não funcionou nem no IE.

  18. Bibliotecários Sem Fronteiras » Os melhores da Web 2.0 diz:

    [...] O site Seomoz criou recentemente os “Web 2.0 awards” que se destinam a premiar os melhores programas e aplicações da Web 2.0, uma considerável parte deles de Software livre. Foram avaliados três centenas de sites, tendo em conta cinco critérios na avaliação desses programas e aplicações: [...]

  19. karla diz:

    Hola Marco,
    Me ha servido mucho esta explicación, fué sencilla y directa; también me han servido los comentarios de todos. Gracias.
    Saludos amigo!

  20. Aprendendo em Redes de Colaboração » Educação e WEB 2.0 diz:

    [...] Embora algumas pessoas rejeitem a nomenclatura Web 2.0 e outras ainda, não a considerem como um novo paradigma, entendo que estamos vivendo uma mudança não só nos aplicativos da internet, como na própria filosofia de como usamos e/ou entendemos a mesma. E embora não se possa definir objetivamente o que é a Web 2.0 podemos indicar algumas de suas características que no conjunto a definem (ainda que de modo subjetivo). Para resumir, vou colocar algumas destas características que foram compiladas pelo Marco Gomes no seu weblog: [...]

  21. Web 1.0 x Web 2.0 « Jornalismo na rede diz:

    [...] webdesigner Marcos Paulo, em entrevista à Revista Webdesign de janeiro de 2006, traz uma boa proposta para o que seria a Web 2.0, definindo-a [...]

  22. Brugraph diz:

    Muito bom !!!

    Eu adoro a web 2.0 !!! Só de pensar que antigamente meus clientes tinham que ficar me ligando toda semana para colocar um conteúdo no site…

    Viva a nova era

    O 1° comentário é fantástico o cara resumiu em poucas palavras todo o significado do post!!! Sinal de que tem gente boa por aqui…

    Um grande abraço

  23. » Ser um estudante de mestrado da UAB diz:

    [...] Sobre a Web 2.0 [...]

  24. » Web2.0 - Uma mais valia na partilha do conhecimento diz:

    [...] Sobre a Web 2.0 [...]

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