Marco Gomes

Geek, imigrante, nerd, cristão, biker. Founder da boo-box (vendida) e do Heartbit. Consigliere do JovemNerd

Por que o capacete para ciclistas é apenas um boné de isopor sem qualquer poder mágico

Publicado em 2015-07-17

Criança pedalando em ciclovia, sem capacete.

Foto por: Rachel Schein

Daniel Guth e João Lacerda escreveram um excelente artigo na Folha sobre o uso de capacete por ciclistas. A idéia (tanto lá quanto aqui) não é desencorajar o uso do equipamento, mas combater a frequente idéia de que capacete deveria ser obrigatório para ciclistas. Capacete não é item obrigatório para ciclistas, e nem deve ser.

“Cadê o capacete?”

“Quer exigir direitos sem respeitar os deveres? Cadê o capacete?”

“Você está errado. Está sem capacete!”.

Quem nunca ouviu uma das frases acima é porque nunca pedalou na cidade. O senso comum muitas vezes nos leva a conflitos urbanos que podem culminar em situações extremamente desagradáveis e degradantes, como levar uma fina educativa ou um xingamento de um motorista que se sentiu particularmente confrontado porque você está pedalando sem capacete.

O texto publicado na folha traz excelentes fontes de dados para suportar as afirmações abaixo:

  • Uso do capacete não é um item obrigatório pela legislação brasileira
  • Ciclistas estão menos expostos a ferimentos e traumas na cabeça do que pedestres, motociclistas e até motoristas de carro
  • Obrigar o uso do capacete é a pior forma de promover o uso de bicicleta e produz efeito inverso ao desejado
  • Capacetes são inócuos para proteger sua cabeça
  • Capacetes e equipamentos de proteção individual desviam a atenção dos problemas reais
  • Países com maiores índices de uso de bicicleta têm os mais baixos índices de uso de capacete
  • Uso de capacete aumenta o comportamento de risco
  • Um capacete salvou minha vida! (será?)
  • Usar capacete = levar mais finas!
  • Indústria automobilística incorporou, desconfie.

Leia tudo: “Entenda por que o capacete para ciclistas é apenas um boné de isopor sem qualquer poder mágico“.

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13 comentários

  1. Reinaldo comentou:

    Artigo perfeito, pena que o cabeçudo do Izzy Nobre @izzynobre não entende, nem no Canadá e nem em Marte capacete tem que ser obrigatório. Ainda assim, eu uso só para evitar chateações com motoristas.

  2. Marco Reis comentou:

    Desculpe o pensamento contrário, mas esses argumentos precisam de um pouco mais de reflexão.
    Como ciclista posso afirmar que o capacete é importante. Se é obrigatório ou não, isso é irrelevante. Quem já caiu no trânsito, ou foi atropelado, ou caiu em um buraco numa trilha a 30km/h sabe bem o que acontece.
    A natureza da queda é previsível. A cabeça invariavelmente bate no chão. Meus (muitos) amigos acidentados têm basicamente o mesmo trauma. Batida forte da cabeça no chão e braço quebrado, como foi o meu caso e de vários outros que presenciei.
    Já quebrei capacete em queda, e não é falácia a sua importância.
    Naturalmente que trajetos curtos parecem inofensivos, mas os casos (vários) mostram que há perigo. Como o caso da modelo paulista que morreu quando bateu a cabeça na esquina de casa.
    Deve-se ter um pouco mais de maturidade até mesmo para ser contra o sistema. O bom senso tem que ser levado em consideração e o ideal é aprender com a experiência dos outros. Eu aprendi com minha experiência, e foi muito ruim. Cair a 50km/h não é mole, e foram muitas quedas assim.
    Li o artigo hoje, depois de ter caído no fim de semana. Imaginei que foi apenas um arranhão, mas ao chegar em casa vi que o capacete estava amassado na nuca. Desnecessário dizer que uma pancada nessa velocidade pode ser mortal.
    E não é por causa dos comentários dos motoristas…

    • Marco Gomes comentou:

      Não se chega a 50km/h fazendo ciclismo urbano (ao menos, não deveria), não se “cai em trilha” fazendo ciclismo urbano. Discutir sobre a obrigatoriedade do uso de capacete é altamente relevante. Suas experiências empíricas pessoais e sociais é que são irrelevantes quando confrontadas com estatística.

      Abraços.

      • Marco Reis comentou:

        Olá. Permita-me completar os dados. O ciclismo urbano não chega mesmo a 50km/h. Não deveria. Mas as mortes não acontecem nessa faixa. Pelo contrário. Falando sobre estatísticas, temos no DF 550 mortes em 11 anos, segundo o Detran. É um número impressionante. Temos, há uma década, 1 morte por semana. No Brasil temos perto de 1500 mortes por ano (DATASUS). No geral, não são meus amigos ciclistas que morrem. São, infelizmente, os trabalhadores que sobem a EPTG de manhã na barra-forte. Sem capacete.

        Esse número é muito grave. Verificando os números da Dinamarca, citada no Uol, são 50 mortes/ano. Veja que a discrepância merece atenção. A violência a que estamos submetidos aqui não pode ser comparada a nada no mundo. Por isso, o capacete não resolverá, mesmo que obrigado, o problema das mortes, mas não podemos ignorar que a maior causa de óbito é trauma craniano, porque um bracinho quebrado é tranquilo. Sobre a obrigatoriedade, certamente é relevante a discussão. Aliás, tem pouca coisa obrigatório que faz sentido no Brasil.

        Mas vou registrar minha surpresa. Perdemos uma oportunidade de discutir um assunto significativo. Você, que é uma mente brilhante na tecnologia, marketing e empreendedorismo, e eu, que te trouxe um contraditório razoável para um texto polêmico, que mereceria ao menos ser analisado por 2 lados (no mínimo).

        Quando você diz que minha experiência é irrelevante, desculpe, mas é uma resposta despreporcional e grosseira. Um ataque desnecessário a alguém que veio prestigiar seu site, mais ainda, o site de alguém que admirava.

        • Danilo Almeida comentou:

          Concordo. Minha pior queda foi em baixa velocidade. Bati forte a cabeça ao cair na vertical e ouvi um barulho estrondoso do impacto do meu crânio com o asfalto. Fiquei com uma pequena “folga” no ombro direito que dividiu o impacto com a cabeça. Ate hoje, mais de 7 anos depois, o ombro não está 100%. Sei que poderia ter morrido. Mas seria muito diferente se eu usasse capacete na época.

          Pergunte a um especialista em traumatologia o que ele sabe sobre o que uma pancada, ainda que leve, pode fazer com a cabeça dum indivíduo e você talvez decida imediatamente adquirir um capacete. Minha opinião é que estatísticas não farão diferença quando for a sua cabeça batendo contra o asfalto, terra, pedras, parede, portamala, parachoque etc :-)

  3. Rafael Rossignol Felipe comentou:

    Obrigar nunca é a solução.

  4. João comentou:

    Acho o capacete importante em uso urbano pois mesmo em baixa velocidade ao cair, ser atropelado, a pancada na cabeça pode ser grande. O que ocorre é que esses capacetes não protegem a contento.

  5. Avilmar comentou:

    O que deve ser dicutido é as consequências de um trauma na cabeça,por mais leve que seja elas sao imprevisiveis.Bati a cabeça em uma queda (nao foi de baik)e depois de dois anos ainda sofro as consequêcias. Portanto nao dispenso o capaçete, a cabeça é nosso maior patrimonio

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