Marco Gomes

Geek, imigrante, nerd, periférico, biker. Founder da boo-box (vendida) e do Heartbit. Consigliere do JovemNerd.

Google revendo seu modelo de negócios pra manter Gmail no ar?

Publicado em 2007-09-24

Gmail vendendo espaço adicional

Ajudando minha amiga Patifa (Flickr e twitter) a configurar o Gmail pra enviar mensagens como “outro remetente” (que não o próprio endereço dela no Gmail), percebi o seguinte campo novo nas configurações:

Gmail Storage Settings

Assustado por estar com 70% do meu limite já ocupado, olhei o link Upgrade your storage.

Gmail Storage Purchase

Começou o que muitos já haviam previsto, o Google está implementando o modelo freemium: disponibilizar um serviço básico de graça, e cobrar por vantagens extras. Mais informações sobre esse modelo de negócios com Fábio Seixas e Matheus Zeuch. Quanto tempo até termos que pagar para acessar arquivos com mais de um ano de idade no Google Docs?

Mas o Google não deveria manter todos os seus serviços gratuitamente, apenas com os cliques em seus blocos de links (mal) contextualizados?

SEO Book.com: Google AdSense as a Terrible Business Model

People have learned to ignore banners and common ad locations. How long until people learn to ignore common AdSense formats, especially as the ads appear so prevalently on so many sites? What if people become more receptive to identifying ads (even in the content area)?

What if instead of monetizing every page, niche publishers used most of their pages to keep attention and link equity flowing their way, and then just monetized targeted high value sections of their sites using well integrated affiliate offers and/or selling direct products?

SEO Book.com: How Google AdSense Cannibalizes Content Based Business Models

To maximize Google AdSense earnings you have to place the ads front and center, which scare visitors away from your site, and make people less likely to read your site, trust your site, revisit your site, link to your site, or subscribe to your site.

Contraditorium: Blogueiros em pânico: Google vai mudar o AdSense?

Infelizmente as fraudes estão aumentando, há verdadeiras “Fazendas de Cliques” com, em alguns casos, centenas de máquinas clicando em anúncios. Isso pode ser usado tanto para gerar receita para um site quanto para minar os esforços de publicidade de outro. Se eu quiser detonar a publicidade do MeioBit, por exemplo, e sei que foram contratadas 2000 impressões em diversos blogs, coloco meus chimpanzés treinados para clicar e esgotar essas 2000 impressões em questão de minutos. Nenhum usuário legítimo terá visitado o site, o dinheiro gasto em publicidade terá sido jogado fora e o Slashdot poderá ficar tranquilo mais um tempo, sem concorrência.

Já venho dizendo faz tempo que esse negócio de pagar por clique descontextualizado não funciona em longo prazo. Se nem o Google tá conseguindo manter o Gmail no ar apenas com seus anúncios (mal) contextualizados, quem vai conseguir?

Só pra constar: Eu não gosto do freemium também, o usuário que paga, paga não apenas pelo seu serviço “premium”, mas também por todos os outros usuários “free”. Ou seja, paga mais do que seria “justo” pelo que está recebendo. Mas isso é assunto pra outro post.

(o AdSense aqui no meu blog está com os dias contados também)

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6 comentários

  1. Aguinelo Pedroso comentou:

    É Marco, acho que a coisa ta apertando pro lado do Google, estou feliz com meu gmail assim e não ´retendo muda-lo, abraço

  2. Cesar Cardoso comentou:

    Ainda bem que detonei o Adsense no meu blog lá atrás :)

    Mas era um movimento natural, não? O Google não tem concorrência no mercado de anúncios, porque sabe que os concorrentes não tem e não terão uma alternativa tão cedo; então pode se mover para o modelo de pay-per-action, que é maravilhoso para quem anuncia e péssimo para quem mostra o anúncio.

    Por outro lado, as fraudes e os sites ‘made for Adsense’ se espalharam como fogo em vegetação seca na seca brasiliense (hehe), e começaram a contaminar o Adsense.

  3. Sérgio Maia comentou:

    Eu sempre vi o Adsense com certo receio. Acho até que demorou pra isso acontecer, contudo acredito que possa melhorar agora. O Google normalmente se sai bem quando o assunto é ganhar dinheiro, mas sinceramente, tbm nao gosto do modelo freemium, como vc disse, na maioria das vezes ele é injusto. Mas fico feliz qdo vejo grandes corporações web ‘revendo seus modelos de negocios’, é sinal q a internet está fervendo, e o mais fascinante no mundo web é a velocidade com as coisas acontecem.

  4. [caiocesar] comentou:

    Será mesmo que o Google não está conseguindo manter o GMail no ar com os anúncios? Não sei se é bem isso.

    Acho que as suas reflexões ao longo do post mostram um raciocínio bem bacana e coerente. Porém, o que deu início à coisa pode se mostrar um argumento falho.

    Talvez (quem sabe…) o lance não é ganhar em cima de gente que já está usando os recursos no limite e não deseja trocar a essência do serviço?

    De qualquer maneira, parabéns pelo texto.

  5. Alexandre Fugita comentou:

    Não acho que esteja revendo o modelo de negócios só pq está cobrando por serviços premium. Creio que menos de 1% dos usuários do Gmail necessitem mais do que os quase 3GB da conta digrátis deles. Eles existem. Então pq não cobrar?

    O Google pode nem faturar 1 centavo com um usuário no Gmail. Mas certamente vai faturar uns cliques quando este mesmo usuário estiver lendo um texto ou fazendo uma busca no oráculo.

  6. Thássius comentou:

    Fiquei com uma dúvida. Se o cara contrata 6GB por um ano e lota o e-mail, quando o prazo acabar como ficam as mensagens? São sumariamente apagadas?