Marco Gomes

Fundador: boo-box e Mova Mais. Empreendedor, cristão, viajante, ciclista, fotógrafo e nerd.

Eu faço parte da revolução

Publicado em 2008-05-01

Graffiti escrito The Revolution Will Not Be Televised

Eu sou um revolucionário, faço parte da revolução digital. Estamos mudando a forma como as pessoas se relacionam e se comunicam, destruindo monopólios e inventando maneiras de interagir.

Muitas das coisas que fazemos não são inéditas, mas nós estamos agindo numa escala global, computadores são cada vez mais baratos, em breve serão gratuitos e não haverá discriminação no acesso à informação.

Nós fazemos com que músicos não precisem assinar com gravadoras pra ter seu trabalho divulgado, sequer precisam ir a programas de TV domingo à tarde. Bandas de incrível sucesso mundial liberam suas criações num sistema “pague o quanto quiser pelo álbum”. Centenas de milhares de músicas são armazenadas num espaço físico que antes não caberia uma única faixa de LP. Essas músicas são facilmente filtradas, classificadas, buscadas, e, o mais importante: compartilhadas com outras pessoas.

Aparelhos móveis inteligentes nos ajudam a acabar com prisões ilegais. Apresentam mapas com detalhamento que, nos anos 70, seriam considerados problema de segurança. Com um smartphone conectado à Internet posso fazer mais que todos os computadores de 20 anos atrás juntos. Trocando mensagens de texto, rapidamente conseguimos organizar eventos que aparentam não ter objetivo claro, mas têm: Mostrar que podemos.

The revolution will be televised from http://flickr.com/photos/philentropist/396777214/

Propagandas em horário nobre concorrem com anúncios de texto espalhados em milhões de sites pessoais. Empresas resolvem entregar seus produtos a consumidores influentes sem exigir nada em troca, apenas pela oportunidade de criar uma experiência. Anúncios publicitários criados por nós têm mais impacto que muitos anúncios profissionais. O conteúdo que criamos mete o pé na porta dos canais de televisao, o mainstream deu lugar ao underground.

Produtos que vendem pouquíssimo passam a ter importância no faturamento de grandes lojas, a massa de itens que vende pouco pode continuar disponível pra venda, alimentando um renascimento da cultura heterogênea. Conseguimos músicas, séries de TV, jogos e todo tipo de entretenimento sem pagar por isso, o próximo passo são as viagens de avião gratuitas. Nós importamos sem ficar presos a legalidades fronteiriças, não por má fé, mas como forma de protesto, queremos um mundo sem barreiras comerciais (as culturais nós já derrubamos).

Nós fazemos muitos hiperlinks, recriamos conteúdo já existente, misturamos animê japonês com música infantil norte-americana, colocamos contrabaixo no duo guitarra-bateria vermelho e branco, misturamos o album preto com o album branco. Recriamos nosso idioma, inventamos novos e mantemos os antigos vivos. Remixamos cultura, é como Larry Lessig disse: Vocês nos aceitam ou nos criminalizam. Nos mostram para o mundo ou nos mandam para o underground. Vocês só não conseguem nos parar.

Terremotos imprevistos são anunciados ao mundo no momento em que estão acontecendo. Em menos de 140 caracteres surgem amores, amizades, intrigas, piadas, eventos, histórias. As pessoas passam a se conhecer pelo que falam, levamos a amizade a uma escala global, ignorando limites traçados no solo, não há solo.

Obrigamos jornais e revistas a liberar grátis seu conteúdo, antes só acessível sob pagamento. Fizemos com que milhões de vídeos caseiros tenham valor comparável à reservas infinitas de minério. Nossos jogos movimentam mais dinheiro que o cinema.

flower chucker by bansky from http://flickr.com/photos/babywipes/644596797/

Nós destruimos a formalização do ensino. Desprezamos títulos e valorizamos ações. Não nos reconhecemos pelos nossos PhDs, mas pela energia que agregamos à comunidade. Por nossa causa o governo fechou cybercafés proximos a escolas, preferimos usar a Internet a ficar trancados numa cela seguindo um modelo de ensino milenar. Nós aprendemos idiomas, linguagens de programação, história, ciência e qualquer coisa que nos interesse sem ajuda de instituições de ensino. Nós não precisamos de autorização, pra nada.

[update 2008-12-05] Este texto foi adaptado e apresentado na Primeira Descolagem, evento promovido pela Oi Futuro. Veja o vídeo da apresentação! [/update]

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119 comentários

  1. Lucia Freitas comentou:

    Eu também! E recomendo contato urgente com o subcomandante na URL: http://www.comunix.org :D
    Saudades docê!

  2. Vinicius Costa comentou:

    Praticamente um manifesto! Mas é isso mesmo, não tem como parar, não há como evitar.
    Quando eu vejo situações assim, eu lembro daquele filme “Hackers”, você já deve ter visto… Aquela parte onde eles vão encontrar com 2 Hackers que fazem um programa de TV, e conseguem um exército inteiro para ajudá-los… Acho que é mais ou menos por aí… Já temos a força, e seja qual for nosso objetivo (que muda assim que conseguimos conquistar o anterior) pode considerá-lo atingido :)

  3. Show de texto Marco, muito bacana mesmo!

    As fronteiras estão acabando o conhecimento se espalha feito rastilho de pólvora, ninguém precisa mais esperar ele vir em papel, ele está em bytes e ao alcance uma busca bem feita.

  4. MissMoura comentou:

    Olá, Marcos. Ainda me assusto quando vejo centenas, quiçá, milhares de pessoas que ainda não se deram conta desta revolução e do potencial humano em torno de internet. Separar o real do virtual é um erro básico. De certo, as pessoas continuam embasadas por autores de quarenta anos atrás… Apesar de participar do mundo acadêmico, sei separar os visionários da contemporaneidade e costumo afirmar livremente que as mil horas que passo no twitter são muito reais sim e os @’s com quem me comunico lá são mais reais ainda.
    Enfim, gostaria de parabenizá-lo pelo texto entusiasmante e pelas referências incríveis também.
    Até mais!

  5. Rodrigo Prior comentou:

    Olá Marco,

    A revolução está aí e aqueles que ainda não perceberam certamente terão que suar muito suas camisas para poderem acompanhá-la.

    Uma característica importante que a inovação adquiriu nos últimos tempos é a velocidade. O que, muitas vezes, acaba criando um produto, ferramenta ou o que quer que seja, antes mesmo que sua necessidade exista. Algo como uma cultura da solução que precede a necessidade.

    Muita coisa é descartada antes mesmo de ter todo seu potencial aproveitado, em detrimento do novo que nem ao certo sabemos ainda para que serve.

    Não concordo com a sua afirmação: “Propagandas em horário nobre concorrem com anúncios de texto espalhados em milhões de sites pessoais.”. Ainda acho que existe um grande divisor de águas entre os formatos, principalmente fundamentado pelo target, assim como também pelas especificidades de cada meio.

    Em relação ao ensino, aí é que o bicho pega. Acredito que em breve experimentaremos uma realidade onde um sistema de ensino retrógrado vai gerar altíssimo nível de abstenção, simplesmente pelo fato de não conseguir de forma alguma atrair a atenção dos alunos, justamente pela concorrência “desleal” com meios onde a informação é obtida de forma assíncrona e na medida ideal em que o “consumidor” solicita.

    Abraços,
    Rodrigo.

  6. Pedro AxL comentou:

    Muuuito bom cara, me fez pensar bastante e tentar imaginar o que vai ser do futuro… as mídias tradicionais estão cada vez perdendo mais força e essa revolução, apesar de ninguém noticiar está sim andando. Estou até com vontade de reativar meu blog e voltar a escrever.

  7. Vinny Theodoro comentou:

    Post muito bom Marco, parábens!!

    Eu acredito, com todas as minhas forças, que a internet é o maior instrumento de democracia que nós temos.

    O poder do povo agora não tem barreiras!!

  8. bucco comentou:

    admirável mundo criativo novo! grande texto marcooo! abs

  9. Vinny Theodoro comentou:

    Assim que acabei de ler o post, tocou a música “Stab” do Planet Hemp que tem a seguinte frase:

    “Revolução, quem sabe faz na hora e fica antenado.
    Nem tudo que reluz é ouro nem é televisionado.”

    tá dito!

  10. Sérgio F. Lima comentou:

    Opa Marco!

    Deslumbramentos a parte cabe alguns questionamentos:
    É possível conhecer uma pessoa pelo que ela fala? Políticos estão aí para te desmintir!

    Numa sociedade que produz informação e conteúdos numa velocidade sem precedentes, não estamos ficando, proporcionalmente a cada dia mais ignorantes?

    A cada dia mais coisas que não poderemos saber, porque nosso tempo é finito!

    Estamos destruindo a formalização do ensino? Talvez o vazio dos títulos! Mas até que ponto aprendizagens descentralizadas podem ocorrer sem que antes o indivíduo tenha passado por aprendizagens sistematizadas?

    Para aprender coisas do nosso interesse podemos desviar sempre daquilo que nãop nos interessa? Não precisamos de autorização pra nada? E quando a conta chegar?

    Os entusiastas da Revolução Industrial também disseram isto! E agora: Aquecimento Global, morte de ecossistemas e etc…

    Eu comungo do seu deslumbramento com a revolução! Mas não perca de vista que o buraco é bem mais embaixo!

    abração!

  11. MarcoGomes comentou:

    @Sergio Lima: Obrigado por enriquecer a discussão professor! Você me fez várias perguntas, eu não tenho respostas, tenho mais perguntas.

    Uma delas: Por que ao invés de fechar Lan Houses, o governo não aprende com elas e faz a escola ser algo interessante ao invés de uma prisão?

    Meus argumentos citados no texto não são deslumbramentos, são fatos, os links estão aí pra provar.

  12. Sérgio F. Lima comentou:

    Opa Marco!

    Não estou falando como professor! Estou falando como seu contemporâneo!

    Eu realmente acho que a Escola como a conhecemos precisa se reinventar! Superar os tempos e espaços fixos, enxugar programas e etc. Mas isto não significa que a escola seja uma prisão! (Disciplina é liberdade diria o Renato Russo!)

    E não comungo de uma visão hedonista de Escola! Não precisa ser chata e enfadonha o tempo todo, mas nunca será, também sempre interessante! E isto não a fará um lugar pior para se formar cidadãos da Era da Informação!

    Não há nenhum problema com o deslumbramento… nem mesmo quando ele se baseia em fatos!

    Laptops na Escola poderá aproximar a Escola da Lan house, no sentido de juntar o melhor das duas!

    abraços

  13. Pedro AxL comentou:

    Sergio, em parte concordo com você, a escola nunca vai ser uma prisão pois no momento em que você está adquirindo conhecimento, ele não te prende, muito pelo contrário, o conhecimento liberta as pessoas.

    Mas também não concordo com uma escola retrograda e antiga com os alunos aprendendo sem se interessar em saber o por quê de tudo. Acho que a escola acima de tudo além de ensinar precisa alimentar a curiosidade dos alunos, pois só quem se interessa em saber o por quê das coisas realmente aprende. Decorar e aprender são coisas completamente diferentes, quase que opostas, decorar não é aprender. Decorar qualquer um decora, mas aprender significa saber como as coisas funcionam e por que razão são daquele jeito, não simplesmente decorar porque está escrito no livro ou porque o professor disse que é assim.

    Isso, pra mim é o principal ponto em que a escola precisa se reinventar, lógico que ela também precisa ficar mais interessante e atrativa (ta certo que nunca vai dar pra concorrer com a internet e os jogos, mas tudo bem), mas isso é assunto pra outra discussão.

  14. dreadful comentou:

    parece bonito, mas não é tanto assim…

  15. Atsunori Ando comentou:

    Poise, palavras de impacto e ordem, quase Fidel ou Che, mas ainda acredito que NADA substitui uma boa educacao.

    Nao adianta ter computador, zilhoes de informacoes se a pessoa nao sabe oque fazer com isso, ai o maximo que faz eh ficar trocando mensagens de auto ajuda, se consolando em grupo msn, vasculhando o orkut etc etc.

    Uma educacao decente eh o primeiro passo pra revolucao, sem isso a revolucao digital nao passa de uma outra igreja universal…

  16. Sérgio F. Lima comentou:

    Opa Pedro Axl!

    Então todos concordamos que a Escola precisa mudar! Acho que pouca gente, mesmo dentro da Escola, a defende do modo como ela hoje… alunos em fila como o jesuitas propuseram no século XVI. Currículos extensos e pouco elevantes e etc.

    O ponto central, que quis destacar é que atacar a escola, não resolve os seus problemas!

    As mudanças são urgentes? São! Mas destruir algo sem ter uma alternativa pronta é um pouco temerário.

    Eu advogo que a escola precisa deixar de seu um espaço de ensino para se tornar um espaço e aprendizagens! E isto não é apenas um jogo de palavras! Tem profundas implicações na forma como ela vai se organizar e funcionar!

    abraços a todos!

    PS: Marco, desculpa a folga aqui no seu espaço, mas sei que você não se incomoda com o debate de idéias :-)

  17. Antonio Ferro comentou:

    Que existe uma revolução digital na maneira de interagir das pessoas isso não se discute, é fato! Agora querer sustentar que nessa “revolução digital” está se rompendo com todos os antigos e criando novos e belos costumes é simplesmente utopia. Engana-se quem no seu “mundinho laptop e gadgets” acha que está com a bola toda, precisa conhecer mais um país com 200 milhões de habitantes, onde o acesso à internet e afins é de pouco mais de 20 milhões de “sortudos”.
    Marcos, Classe média nunca fez revolução em canto nenhum no mundo, não se esqueça disso.
    Tá certo que muita coisa mudou, mas mudou apenas na ótica que lhe é favorável ou que você se enquadra, pois no mais “INCLUSÃO DIGITAL” ainda é uma fábula dos tempos da Carochinha.
    Estou nesse caminho (digital) há bastante tempo, bem mais do que a maioria que por aqui comentou. Sou do tempo do TK90X para ser mais exato e já vi muita boa-nova, revolução, etc e etc. passarem.
    Ou se educa um povo ou não se tem nada. E no momento meu caro, NÃO TEMOS NADA!

  18. crazy hat tattoo comentou:

    a revolução não está acontecendo, já aconteceu. o que rola agora são as manutenções territoriais e a disputa pela ampliação do espaço tomado.
    e está certo quem diz que a inclusão digital está longe do ideal, mas dizer que não existe é um erro.
    tudo bem que tenhamos mais pessoas com aparelhos de telefone celular que com endereços eletrônicos, mas com a grana de uma ficha de fliperama o sujeito fica mais de 30 minutos conectado numa lan house.
    e não me lembro de nenhum moleque que corria descalço na quebrada onde me criei que não jogasse street fighter.
    a merda pega no quesito educação mesmo. para operar uma máquina de fliperama não precise nem saber ler, agora imagine um analfabeto, ou semi, tentando criar um site, blog, ou simplesmente navegar por um site qualquer.
    para ampliarmos o espaço conquistado, temos que ensinar o pessoal que vive no esgoto conosco, a usar as ferramentas que usamos.
    quem sabe se algum deslumbrado conseguir tirar a bunda da cadeira e tomar uma atitude física ao invés de apenas virtual, a coisa ande.
    e se alguma topeira que ainda não entendeu que a tal revolução já aconteceu – antes mesmo dos discadores gratuitos – , ensinar a ler e escrever também no computador, possamos desfrutar de vantagens reais e não apenas baixar músicas sem pagar. porque isso a gente fazia com k7 do mesmo jeito, só que o walkmann era bem mais barato que i-pod.

  19. Clauber Lima comentou:

    Não existe revolução, nada está sendo mudado, o status quo se mantém. É apenas uma evolução lenta, não caiu do céu, vem de uma trajetória de milhares de anos da raça humana. Apenas isso.

  20. roberto comentou:

    Ainda acho que vai demorar muito pra mobilizar um povo tão acomodado como o nosso, que dia a dia é enganado e ludibriado tanto pelo oder público, quanto pela midia ou pelos ditos “empresários”, pra conseguir coisas tão simples como respeito aos nossos direitos bastaria que todos boicota-sem um produto ou um serviço ruim, mas nem isso se consegue.
    Quem vai liderar e chamar esse povo a exigir respeito? Talvez mais uns 100 anos pra acabar com a Lei de Gerson.

  21. Gerson comentou:

    Opa! Opa! Alguém falou meu nome ai? Eu não tenho nada a ver com isso minha gente… a revolução está apenas começando, calma ai rapaziada!!!! hahahahahaah!!!!!

  22. SilasCo comentou:

    querendo ou não, estamos aí!

  23. Priscila comentou:

    seria essa uma revolução informacional?
    tão forte quanto a revolução industrial do sec XVII?
    será q com essa revolução mudara realmente tudo?

  24. Marco Gomes, este texto é um manifesto, esta claro, é preciso. Concordo com tudo, mesmo que com as criticas acima tenhamos de manter uma certa ponderação em alguns temas, todos delineam totalmente a visão da revolução, é como se fosse um flash atual do manifesto cluetrain. Existem opiniões diversas, afinal num mundo entropico não pooderiamos querer comportamento diferente. Estamos sim, mudando a propaganda, ela esta saindo do mainstream, e so entra no ciberespaço de forma liquida, a publicidade ainda vai ter uma longa e prospera vida, mas aqueles que apostam na manutenção do estado atual,quebrarão a cara. Educação, sim temos de muda-la, temos de espantar o bicho papão tecnologico da cabeça das pessoas. Temos de integrar a tecnologia à educação e torna-la mais interativa, participativa e menos monotona. No Brasil ja somos mais de 40 milhões de conectados, juntando todas as classes sociais. Cada um participa de uma forma, configurando a teoria do Maslow e redes sociais. O destino é este, para muitos o que você fez foi um flash da atualidade, para outros um flash do futuro, e infelizmente para muitos, um conto de ficção cientifica. Eles que fiquem no parque dos dinossauros e sejam atropelados pelo cometa da evolução. Eu ? Eu sou um revolucionário.

  25. Só tenho 17 anos e sou nova não só de idade, mas no mundo digital.
    Faço parte do Grêmio Estudantil da minha escola (Escola Estadual do Estado de São Paulo, só pra constar) e tento ficar mais próxima o possível de toda essa discussão sobre educação.

    O buraco, minha gente, é MUITO mais embaixo.
    (E não compensa escrever aqui. Sairia um texto, e não faria parte do contexto.)
    A Revolução Digital acontece sim. É completamente visível.
    E como toda revolução, alguns se prendem e não se deixam levar por ela. Ficam aprisionados ao passado.

    Pra mim, a educação é a base de tudo.
    Mas não adianta você aplicar educação e ela não ser absorvida.
    Referente ao que o Sérgio Lima disse “não estamos ficando, proporcionalmente a cada dia mais ignorantes?”
    O conhecimento sempre foi infinito. NUNCA fomos capazes de alcançá-lo plenamente. Não é porque hoje em dia a informação se renova a cada segundo que essa situação se agrava.
    Querer absorver absolutamente todo o tipo de conhecimento também é ignorância, a meu ver.

    A Revolução Digital nos dá autonomia e liberdade para irmos atrás do que quisermos. Isso é lindo.
    O problema é que não existe mais interesse nas pessoas em aprender, em conhecer. Eu vejo e comprovo isso todos os dias. E é deprimente.
    A escola é vista sim como uma prisão. Não há liberdade, porque não há disciplina.
    Porém, essas pessoas vão, simplesmente, ficar para trás.
    Concordo com o que o Marco sugeriu no comentário.
    A informática deve ser usada juntamente com a educação. Não devem ser tratadas como coisas distintas nas escolas.

    Belíssimo post, Marco.

  26. Sr.Kau comentou:

    Você faz parte da elite que constrói essa nova jornada. Mas isso não reflete necessariamente a opinião dos outros trinta e pouco milhões de internautas.

    Basta olhar nas ruas: os ‘populares’ estão cagando para isso. Para anúncios contextuais não intrusivos, para iTunes, para o Power To The People…

  27. Bruh comentou:

    Eu faço parte. Mais uma cybercult.

  28. Antonio Ferro comentou:

    40 milhões de incluídos e 160 milhões de EXCLUÍDOS! Ainda existe um imenso abismo a atravessar. Lembrem-se: Classe média nunca fez revolução em lugar nenhum do mundo.

  29. Orlando Silva comentou:

    O post é fantástico. A exclusão digital também é. Quem não quer ver o mundo mudar. Quem verá?

  30. MarcoGomes comentou:

    @Sr Kau: Não ignore uma das frases mais importantes do texto:
    computadores são cada vez mais baratos, em breve serão gratuitos e não haverá discriminação no acesso a informação.

    NUNCA nivele uma revolução “por baixo”, se nivelássemos por baixo, nunca teríamos a popularização da prensa de Gutemberg porque “até hoje existem analfabetos, mais de 500 anos depois!”, não teríamos indústrias “até hoje tem gente que compra artesanato manufaturado!” nem Rádio “até hoje tem gente que prefere livros!”.

    Nunca nivele por baixo, os computadores NÃO PODEM ficar menos populares que já são, pelo contrário, eles ficarão cada vez mais populares. As pessoas nao se importam com iTunes, mas todas elas adoram ficar trocando as musiquinhas de seu celular, né?

  31. MarcoGomes comentou:

    @Atsunori: Eu não disse que a boa educação será substituída, pelo contrário, disse que é um lixo a educação proporcionada pelo sistema de ensino no qual fui formado.

    Quero é mais qualidade no sistema, quero que alunos façam perguntas, quero que outros alunos *possam* responder perguntas, quero pesquisa, desenvolvimento.

  32. MarcoGomes comentou:

    @Clauber Lima: Ah, claro! A revolução industrial também nao aconteceu? E a francesa? Fomos todos criados nos anos 80 por alienígenas que implataram a história de antes disso em nossas memórias?

  33. Bruh comentou:

    “Em relação ao ensino, aí é que o bicho pega. Acredito que em breve experimentaremos uma realidade onde um sistema de ensino retrógrado vai gerar altíssimo nível de abstenção, simplesmente pelo fato de não conseguir de forma alguma atrair a atenção dos alunos, justamente pela concorrência “desleal” com meios onde a informação é obtida de forma assíncrona e na medida ideal em que o “consumidor” solicita.” Comentário do Rodrigo

    É esse o nosso gande desafio. Nosso porque me incluo em dois grupos, um maior, outro pouco menor. O primeiro, grupo dos professores, dos que ainda precisam estar trancafiados em salas para trocar experiências e conhecimentos. O segundo, aquele dos que utilizam o digital como instrumento, ferramenta. São pouquíssimos. Existe um grave preconceito que separa muitos professores e instituições de ensino da realidade atual, o que realmente afasta os alunos. Quem quer ser aprendiz numa instutição caduca?

    Como lidar? Grande pergunta. Webquests, uso pedagógico do blog, pesquisas, informática educativa, educação a distância. Foi a maneira que eu e alguns outros encontramos.

    Com que finalidade devemos limitar o aluno ao texto quando o que está em voga é o hipertexto? Me estendo mais nesse assunto porque, embora mais uma cybercult (como comentei antes), essa é a área profissional.

    Um vídeo que gosto muito com relação a essa questão:
    http://www.youtube.com/watch?v=6gmP4nk0EOE

    Beijos e desculpa não ter comentado adequadamente antes. :]

  34. Dpadua comentou:

    e como ficam o impacto ambiental dos semicondutores, a centralização corporativa da infra-estrutura global da rede, a manutenção de fronteiras nacionais imaginárias (sob pena de tomar cacete da polícia), a regulação privada do uso da rede (vide ISPs x P2P), o uso da internet como fuga do contato humano? como ficam os confrontos entre países, o controle das forças armadas, o choque de civilizações, o preconceito com quem não faz parte da “revolução”?

    será que não é mais evolução do que revolução não?

  35. jeronimomadeira comentou:

    Sim,concordo com o que li,mas é necessário muita prudência ao se modificar algo,pois a repercussão pode ser desastrosa e irreparável.Mudanças se faz necessário em vários aspectos,econômico,educacional,social.A tecnologia é necessária para o desenvolvimento do país e melhores condições de vida para o cidadão.É necessário que as pessoas tenham oportunidades de poderem aproveitar e conhecer essa nova ciência que é a informática,mas que seja utilizada de forma inteligente.Acredito que em breve a informática será de acesso a todos,pois,já se faz necessário em vários aspectos.A cultura precisa chegar mais rápido e com qualidade até o usuário,pois a globalização está muito veloz, é necessário capacitar agora para que no futuro as mudanças sejam gradativas e com responsabilidades.

  36. Leandro "D.L." Leite comentou:

    PODER PARA O POVO!!
    saimos do gueto mas o gueto nunca sai da gente!
    a revoluçao é agora e ninguem podenos parar!

  37. Curtis comentou:

    “armazenadas num espaço físico que antes não caberia uma única faixa de LP”
    “o mainstream deu lugar ao underground”
    “itens que vende pouco”
    “liberar grátis”

    É a revolução das massas, a ascensão do homem-médio e dos otários manobráveis.

    Parabéns.

  38. Dpadua comentou:

    “Nós destruimos a formalização do ensino. Desprezamos títulos e valorizamos ações. Não nos reconhecemos pelos nossos PhDs, mas pela energia que agregamos à comunidade.”

    Tem duas coisas ingênuas aqui:

    (1) não dá pra se desprezar todas as pessoas que tem títulos. algumas delas tem conhecimento e sabedoria que você nem eu jamais alcançaremos. eu larguei a academia e sou contra o atual modelo escolar instituído, mas peralá. cada caso é um caso.

    (2) não precisamos de PhDs num Overmundo da vida, mas ambientes online são talhados de top-lists, karmapoints, kudos, @debians e o escambau. tem certeza de que estes “novos títulos” não são usados para “dividir e conquistar”?
    quer dizer que o blogs no topo da lista do BlogBlogs são realmente os mais valorosos? ha! até parece…

    enfim, gosto da energia e do otimismo do seu post, marco. boto fé até em umas partes, mas sinceramente, a coisa não é tão simples e generalizada. tem muitos buracos mais embaixo.

    abraço,fi

  39. anonimo comentou:

    Eu trabalho em uma emissora de televisão.
    Vou lhe confessar – a cada dia a importância da TV vem caindo, o salário e valorização dos funcionários também, e o preço dos comerciais e dos programas também.
    A TV já teve a sua era de ouro, como o rádio, e já está em decadência.
    A primeira TV interativa foi o videogame.
    Xuxa, Angélica, e todo um panteão de apresentadores infantis já desapareceram, por que o videogame transformou o a TV em apenas uma “caixa de desenhos”.
    Antigamente as pessoas ficavam horas assistindo o mesmo canal, por que não tinham controle remoto.
    Em um mundo, aonde em poucos segundos eu posso encontrar o vídeo que desejo, não faz mais sentido ficar perdendo horas na frente de TV esperando o conteúdo desejado, e muito menos ficar vendo vídeos de produtos que não quero comprar (comerciais).
    Em um mundo, aonde posso rapidamente fazer uma pesquisa em classificados, não faz mais sentido perder horas assistindo programas que vendem automóveis, imóveis, ou mesmo ler um sujo e confuso jornal.
    Em um mundo, aonde posso baixar o vídeo antes de sair no cinema, não tem sentido esperar passar na TV, não faz sentido pagar pelo aluguel de um DVD.
    Por fim, a TV se tornou uma panacéia de pessoas tentando lhe vender coisas, inclusive religião, envergonhando o Deus Verdadeiro.
    A TV é um império decadente, com muitas pessoas arrogantes, imaginando ter um status que nunca tiveram, trambiqueiros e iludidos que ainda não se acordaram e queimam suas fortunas em nada.
    Antigamente as pessoas assistiam trapalhões e davam risada… por que não tinham nada de qualidade melhor para assistir.
    Hoje, com DVD, Home Theater, parabólica, sky, mp7, e por fim, a internet – as pessoas tem coisas mais interessantes para ver.
    A TV digital é apenas uma tentativa de reerguer o império decadente, quanto dinheiro jogado fora, podiam colocar wireless em todas as cidades.
    A primeira TV digital foi o computador, a primeira programação interativa e democrática foi a internet.
    Por fim, a venda dos olhos caiu, e a realidade apareceu – só perdemos tempo assistindo TV.
    Quem se torna livre, nunca mais quer ser escravo.
    Não faz mais sentido assistir TV.
    Eu trabalho em uma emissora de TV, mas não assisto TV aqui em casa.
    O pior cego é aquele que não quer ver.

  40. Gerson comentou:

    Apenas para fortalecer e ajudar a fundamentar o post de nosso amigo anonimo.
    “Um levantamento americano mostra que 18% dos consumidores adquirem TVs de alta definição por causa de jogos de PlayStation e Xbox”
    http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/Conteudo/?Games_impulsionam_mercado_de_HDTV

  41. MarcoGomes comentou:

    @DPadua: Vc não entendeu o ponto, todos esses títulos (ou a maioria deles) é dado por contribuição a comunidade e não porque outras 4 pessoas numa banca decidiram que vc merece (ignoremos a possibilidade de hacking do sistema, isso pode ser prevenido com a evolucao da tecnologia, nos prendamos ao conceito de “títulos por contribuição”)

    Eu nao desprezo ninguém que MOSTRE o que faz… Se um cara tem títulos E faz coisas maneiras (Luli Radfahrer), é tão bem-vindo quanto qualquer outro, o ponto é que o título nao interessa, o que interessa é o que o cara cria.

  42. MarcoGomes comentou:

    @anonimo Muito bom ler um comentário tão “sincero”, gostei muito da exposição de fatos de um insider. Escreva essas suas experiências num blog ou manifesto cara!

  43. Cesar Cardoso comentou:

    Me intrometendo na discussão entre o DPadua e o Marco Gomes…

    DPadua, eu sei que revolução é o processo de troca de um establishment por outro (“Revolução dos Bichos” anyone?). Acho até que a meritocracia dos karmapoints, distro developers, seguidores no Twitter e no FriendFeed (só pra não perder o hábito, hehe), toplists e o escambau são o embrião do novo establishment. Mas peraí! A Bastilha nem caiu e você está preocupado com o Napoleão chegar ao poder e se coroar imperador, não é colocar o carro na frente dos bois? Nem sabemos se ficaremos nas margens chorando o ‘desvirtuamento’ da revolução ou se seremos o novo establishment controlando a massa. Carpe diem enquanto as pessoas estamos maravilhados com o que vemos à nossa frente. :)

  44. Dpadua comentou:

    @cesinha: fala meu grande queridão e mestre das sinucas e do metal-game!!!

    Saca o breguete, como eu disse pra Yaso: sim, a democratização dos meios de comunicação vai continuar e vai crescer, MAS sempre dentro de uma cerquinha especialmente cuidada pelas elites (mesmo que elas mudem – nós somos a nova elite). Isso já está acontecendo: experimentemos criar uma cidade auto-suficiente que não paga impostos. O que nos impede, já que as redes mesh com hardware livre estão aí na mão?

    Eu saí de Belo Horizonte em 2003 maravilhado com o que via à minha frente. Você sabe bem a quantas anda a “inclusão digital” colaborativa. Banda larga pública via telecoms? Gesac com satélites privados? Pontos de cultura partidários? Ha.

    Eu acho lindo as pessoas liberarem suas expressões na rede, acho lindas as mobilizações impossíveis anteriormente, acho lindas as lan-houses a gato da Rocinha pra molecada ver orkut, msn e BBB. Mas essa é uma “fatia” do cenário todo. Não quero cortar a pilha de ninguém, pelo contrário! Só acho fundamental a gente se esforçar pra enxergar e criticar todas as camadas dessa bagunça. :) Remexer FUNDO no buraco do tatu. \o/

    Lets vamo que vamo! =D

  45. Cesar Cardoso comentou:

    DPadua, meu bróder, já notou que essencialmente concordamos na crítica que fazemos?

    O único ponto que lembro é que, como estamos no meio do furacão (embora o furacão ainda não esteja fazendo seus estragos, é verdade), fica difícil uma análise profunda do que está acontecendo.

    Sabemos que podemos lutar contra pontos específicos, p.ex., o DRM, mas a informação é incompleta e ainda mais quando se está no meio da grande confusão que é esse mundo pós-industrial e pré-alguma coisa. Claro, o bicho continua pegando e não rola de descansar e ver o que vai acontecer senão constroem um mundo pior que o atual, mas a capacidade de previsão que nós (e eles!) temos é a mesma de, ahn, os geniais cheiradores de cocaína que inventaram maluquices financeiras em cima de lixo, ops, empréstimos subprime. Tipo embarcar num carrinho de mina, com a mina escura e com a lanterna do carrinho queimada; só quando batermos no final da linha vamos ver no que isso tudo deu. Enquanto isso, enjoy the ride. Se bem que é foda abrir garrafa de cerva no escuro, hehe.

  46. Deva comentou:

    Pois é… nós estamos fazendo parte da vanguarda de uma nova era, uma nova realidade, por tanto somos sim, revolucionários. E pagiando meu próprio blog (quem não se explica, se estrumbica) posso dizer: quem não revoluciona, estaciona.
    Abraços

  47. Antonio Ferro comentou:

    Revolução né?? tá bom…e se alguém cortar a luz como é que fica?

  48. Moacy comentou:

    Ola Marcos!
    Acho que voce deve direcionar este comando revolucionario para o velho continente Europa, em especial Italia;aqui tem uma cortina de ferro chamada MEDIASET OU RAI… tudo propriedade de um despota das comunicaçoes.

  49. MarcoGomes comentou:

    @Antonio Ferro: Não fica, do mesmo jeito que se alguém cortar o petróleo pras máquinas do sec XX ou acabar com a tinta ou papel da prensa de Gutemberg ¬¬ Dizer que “energia eletrica pode acabar” ou “internet pode ser desligada” não é muito esperto…

  50. Antonio Ferro comentou:

    Marco fiz o comentário apenas para lembrar que a cada dia que passa o consumo de energia elétrica tem aumentado em proporção geométrica à oferta, além do aumento da poluição e contaminação da camada de ozônio do planeta – (http://www.silcon.com.br/category/consumo-de-energia/) Sejamos mais realistas, vamos deixar um pouco de lado o velho DVD do Pink Floyd e acreditar que antes de uma re-Evolução dos meios de comunicação, precisamos mesmo é EDUCAR UM POVO. E nesse aspecto considero o LIVRO bem mais eficiente…AINDA!

  51. Dpadua comentou:

    @MarcoGomes e @AntonioFerro: Sobre “cortarem a luz” ou “desligarem a internet”, precisa mesmo ser um shutdown? controlando as possibilidades de uso com firewalls, criando jurisprudências contra blogs e redes sociais, criminalizando tecnologias e hábitos por causa de maus usos minoritários… não é uma forma de levar à prevalência de uma única proposta de sociedade, baseada na propriedade, identidade vigiada e autoridade?

    Já pararam pra pensar que tem gente que não faz questão de computador e internet e são felizes? Plugar tudo o que existe vai levar à resolução das nossas falhas de caráter, vai acabar com as ansiedades e mágoas que nos coloca em guerra? Na boa, qualquer coisa aquém disso não me parece revolucionário…

  52. Cesar Cardoso comentou:

    @AntonioFerro: “apagar a luz”…

    No sentido energético, temos um problema: ainda temos muito o que avançar em termos de eficiência energética de nossos dispositivos. Pra dizer a verdade, ainda somos um desastre em termos de eficiência energética. Porque do resto o trem já partiu, e isso que computador ainda é dos mais caros dos eletrodomésticos.

    Com relação ao “apagão” de cerceamento de liberdades na internet… caramba, todo mundo aqui esqueceu as aulinhas de Revolução Francesa? Congresso de Viena, anyone? 1830? 1848?

    @Moacy: quem elege Berlusconi (que, além de fascista, é um idiota daqueles de transformar Bushinho em um gênio da Humanidade) três vezes… bom, deixa pra lá.

  53. Parabéns pelo post Marco, bastante inspirador. Como qualquer bom discurso ou palestra, faz a gente ficar motivado ou no mínimo com um indicador mais forte de que estamos no caminho certo, um caminho de certa forma inevitável, mesmo batendo de frente com o “velho”. Por mais que a burrice da nossa Justiça, a ignorancia dos governos ou o oportunismo e ganância da grande mídia tentem impedir essa revolção, ela já está acontecendo.

  54. Belíssimo post.

    Fico a ponto de explodir de uma emoção que não sei definir (algo entre alegria extrema e senso de responsabilidade absoluto) pelo fato de estar no meio da transição. A partir de AGORA o mundo muda!

    Não sinto uma emoção contemplativa, de estar observando a revolução. É uma emoção que atua como Call-to-Action. A facilidade que se tem em PARTICIPAR da revolução me compele e me remete à responsabilidade de contribuir significativamente para ela.

    Por isso darei meu sangue. Para isso compremeteria até meus ossos. Porque qualquer pessoa sensata e conectada tem a OBRIGAÇÃO de fazer seu papel e tornar o mundo um lugar melhor ou morrer tentando. É por isso que acredito no empreendedorismo serial.

    Nesses tempos, executar idéias e pô-las em prática gera novas idéias, o que leva ao empreendedorismo serial. Inevitável. Parabéns a quem está participando ativamente da revolução e força para quem está tentando. Para quem contempla, só posso desejar que o tempo (curto) e a velocidade as façam agir!

    Um grande abraço!

  55. Weverton Naves comentou:

    Viva la web2.0!
    Eu tbm faço parte! E vamos sempre inventar novas frentes de batalha para alcançarmos a comunicação plena de todos os seres!! Conhecimento é poder!

  56. Nandico comentou:

    Eu não estou mais trabalhando como se fosse da revolução. Na minha abstração, nós já somos o Establishment.

  57. Cairo Gomes comentou:

    Isso não é fascinante?
    Um sistema surge com uma finalidade militar privada, depois obtém uma forma civil,se adapta e adota uma roupagem popular, com o passar do tempo muitos sistemas governamentais o adotam para guardar e distribuir informações consideravelmente importantes.Quebra diversos jargões e logo se apossará do sistema que ocasionou seu surgimento.Uma Simbiose que de pouco em pouco se torna uma obrigatoriedade oferecendo uma protocooperação perfeita com o hospedeiro.É um perigo para os defensores conservadores (apelidados de chineses).Sou um guerrilheiro aprendiz que tímidamente evolue com o tempo para contribuir com essa (R)evolução.Fico feliz de poder acompanhar e contribuir com tal acontecimento.

    O seu melhor post man.\o/

  58. Rafael Martins comentou:

    Cara o texto é muito FODA, fiquei até empolgado.

    Abs – Rafael.

  59. João Paulo comentou:

    É isso aí !
    Estamos deixando nossa marca!

  60. Alex Luna comentou:

    Bom, façamos a revolução. Mas prever o que vai acontecer, só se NÃO for uma revolução, mas uma mudancinha qualquer.

  61. Michelle Araújo comentou:

    Belíssimo texto, na forma e conteúdo. Só lamento tê-lo descoberto com alguns dias de atraso. ;-)

    Vou divulgá-lo na newsletter eletrônica interna da agência. É uma aula de mídia digital. Parabéns.

    Abraços.

  62. Caio - Brogui comentou:

    Excelente texto, parabéns cara.

    Abraço!

  63. Léo Silveira comentou:

    Concordo plenamente, pois sempre odiei estudar nos métodos tradicionais, mas quando me deparei com um computador, sem aquela professora que acha que sabe de tudo, foi bem mais fácil adquirir informações, quando terminei o segundo grau, ainda me achava vago de informações, hoje sou desenhista gráfico, trabalho no ramo a mais de 10 anos e tenho um aproveitamento maior na internet do que em qualquer sala de aula.

    Você está de parabéns pelo texto e complementando a sua questão, digo que o pai dos burros, que antes era conhecido como Aurélio, hoje é conhecido como Google. Aprendo diariamente com ele e com a blogosfera que a meu ver é a grande revolução do século.

    Acho que os governantes deveriam usá-la mais para aprender a respeitar o povo de modo geral, e colocarem de uma vez por todas em suas cabeças que quem manda somos nós e quem paga também, portanto respeito é bom e nós gostamos.
    Fechar Lanhouse não resolverá o vácuo deixado pela política nacional nos últimos 500 anos.

    Abração e muito sucesso.

  64. Psysapiens comentou:

    nossa só li agora…..
    ainda bem que internet, se fosse em um jornal qualquer… já era…!!!
    guerrilha? xa comigo…
    das paredes aos vetores e nois!

  65. Psysapiens comentou:

    A revolução não vai passar na tv é verdade!
    depois eu deixo um depo de responsa!!!
    obs.: esse SR Kau (ler-se Kâo) e um Noob escroto… o cara posta propaganda da globo no blog!

  66. Haddammann comentou:

    Somos uma revolução sim … e a rede bloguista é a que mais tá na mira dos que insistem em pensar que vão deter nosso avanço de consciência.
    Pra infelicidade dos que nos mantém e nos mantinham reprimidos não há como travar a liberdade de comunicação da Internet.
    Um homem olhando as recentes notícias sobre a “nova” assistência aos Bancos, uma entrada de dinheiro pançudinho, tirado à duras penas dos povos. Sendo homem, professor autêntico, por vocação, nota uma sequência de toda a tragédia que estamos vivendo, despertado por uma pergunta de seu filho, pequeno, que não se sabe por que gosta de ler, de ler (olhem só!), jornais, gibis, e, pasmem: blogs; coisa assim de evolução da espécie…

    O garotinho pergunta ao pai: Porque esse “homem” (o presidenciário) fala “pobrema”? Ele não gosta de estudar?

    “Crise” de bancos nos EUA, gente estufando o peito pela mídia em favor do presidenciário daqui; tudo horrivelmente encenado.

    A “esperteza” completa, absoluta, empurrando a Sociedade num esgoto que um aqui, outro ali, e muitos, vão sucumbindo, levantando as mãos em desespero, e levados pelo terror da pantomima que a tudo esconde, dissimula, engana.

    É o fiasco; os fatos esfregados na cara, mas tá aí todos como uma gente com a cara como que empanada; cegados, surdos, mudos (à força da desinformação e rebate dos “armadores” que nos vigiam centímetro a centímetro, que vêm com gracinhas e defesas embromadas até nos comentários na Internet).

    Cada um que tenha vergonha no meio da CARA que se dê a pensar sobre sua posição, se por enquanto ainda está “na paz” enquanto pode, enquanto só os outros “se ferram”.

    TODOS ESTAMOS NOS FERRANDO, é bom que se saiba disso, com absoluta e nítida certeza.

    E quando falar em filhinhos, em Planeta, em “paz”, em “crescimento”, olhe a CARA no espelho …

    Ninguém nessa Sociedade está isento da CANALHA atitude psico-social que nos está afundando; TODOS estamos compromissados com a nossa degeneração, TODOS estamos nos “trabalhando” a nós próprios para nossa extinção.

    O teu gesto, a tua voz, o que tu sabes, está a favor de quê?

    Da ESPERTEZA meu caro, todos sabemos DISSO.

    Inconcebível de todas as maneiras que se possa pensar: Como está aí um candidato levantado à custa de violento crime de lesa-fé psicológica, o crivela se dispõe à Prefeitura do ESTADO DO RIO DE JANEIRO, e assim mesmo foi o erguimento do Lula num engôdo católico que aos poucos foi traindo até os do próprio e acabado partido; que teve em si personas de sagacidade rara como a de Heloísa Helena, que contou com políticos honestos como Leonel de Moura Brizola.

    Sem ter o que fazer pra encher aquele monte de blocos de papéis em branco mostrados como “projetos” nas campanhas, saiu-se esse engôdo em plágios, à cata de incautos, e de mais e mais esquisitos acoluinhamentos, assim é que a ida à Indiá trouxe bem como adestrar um povo sob cegueira de estelionato psicológico da Fé, resultando o Brasil com bairros feitos e vigiados como senzalas que estão aí em violenta matança, em insano genocídio, em deplorável pobreza psico-social mascarada pela mídia fraudulenta, comprada e sem escrúpulo algum. Ao invés de já estarmos rumando para a Meritocracia, tendência da postura social na Europa, estamos nos chafurdando como um coacervado anencéfalo sob o esgôto da “ética” da “transparência” de visibilidade zero, com sua aparência faminta nas ruas, e no cerceamento da Justiça, num estado lastimável de decadência “abençoada” pela infame teocracia disfarçada, que loteia sem pena cada palmo de nosso território, debaixo de nossos narizes.

    Será que temos ainda face pra olhar no espelho?

    E o que está mudando nossa atitude? O espelho da Internet. Nela vemos que os seres humanos encontram um parâmetro de consonância, porque os muitos e os poucos acabam vendo a relevância de comparar produtos de mentes estagnadas e resultados prósperos de mentalidades inquietas, dispostas até à rebeldia para a Sociedade melhorar.

    Por exemplo: Vemos o Brasil ser colocado em quinquagésimo segundo lugar na educação entre 57 países. E vemos o governo se vangloriar à custa de mídia picareta que daqui à QUINZE ANOS poderemos pensar em estar melhor colocados nesse ranking; comparando o adoçar de frigideira para pensarmos que é picolé, inconscientemente somos levados a dar mais 15 ANOS para o nefasto enganador; mas ao abrirmos um Blog informativo vemos de repente que já nos dilaceramos por já termos dado 8 ANOS para um embusteiro nos pedir ainda mais 15.

    A Internet faz voar informações. E uma revolução muito ampla nos advém da liberdade que ela nos dá.

  67. Terramel comentou:

    olá Marco, gostaria de avisar que a primeira foto do post está caindo em um site (algo como sledge.boo-box.com) que dá erro. No fim do site tem algo como “lots of love from merb”. Gostaria de saber o por que disso e quando isso será arrumado. Também estou pensando em instalar o plugin booboxfy no meu blog simplesmente para conseguir esse efeito meio lightbox do boo-box. Atualmente já uso o Boo-box com o Submarino e inseri manualmente um widget que modifiquei para que pegasse apenas tags que eu escolhesse para cada post, tornando um pouco mais contextual os produtos. O meu medo é do plugin fazer aparecer mais anúncios usando as tags normais do post, o que não é necessário, pois já tenho o widget modificado para mostrar as tags personalizadas para o boo-box. Será possível usar o plugin sem gerar as vitrines e apenas fazê-lo dar esse belíssimo efeito lightbox nas imagens e textos do post? Aguardo sua resposta!

    Gostaria também de saber por que as vezes minhas vitrines ficam um dia inteiro sem aparecer no meu blog. Seria problema com o servidor do boo-box?

    Abraços

    Terramel

  68. marciel comentou:

    bom dia marco gomes
    primeiramente parabens pelo blog e nota 10 para seu layout, eh o seguinte, sou fresco nessa area de criar blog, administrar, personalizar, enfim, criei meu blog hoje e fui pesquisando como personaliza-lo adicionando links com imagens, afiliando-se a sites que pagam pelo acesso atraves de meu blog entre outros, para aprimorar a aparencia do meu blog eu to apanhando pra entender como adiciono e personalizo meu blog sendo que ja li um comentario seu no “blosque.com” a respeito do “boo-box” e fiquei meio que viajando na maionese pra entender tudo aquilo, parece simples, mas pra quem nao manja fica complicado de entender, seria possivel voce me enviar todos os detalhes tim tim por tim tim para que eu possa entender e dar continuidade ao desenvolvimento de meu blog? tambem se for possivel quero mudar o layout do plano de fundo de meu blog mas se voce tiver o link de download de programas que personalizam o fundo ou modelo de plano fundo pronto para eu trocar, tipo, quero mudar somente o fundo relativo as cores e continuar com o modelo em si, nao sei se voce me entendeu, bom!! por enquanto obrigado, estarei aguardando seu retono pois estou ancioso para terminar meu blog e deixar o mesmo com cara de novo e arrojado. T+ valeu

  69. Joao Ricardo comentou:

    Sou a favor do avanço da tecnologia em toda sua área, mas na minha opinião um dia seremos escravos da nossa própria tecnologia.