Marco Gomes programador de interfaces e autor do MarcoGomes.com

Humilde por parte de pai, exibido por parte de mãe e vice-versa, o que gera uma tremenda confusão comportamental. Gera nada, gera sim.

Procurar neste blog

The Story of Stuff (A História das Coisas)

Por MarcoGomes em 2008-May-09.

The Story of Stuff [em português]

O vídeo The Story of Stuff [em inglês] (A História das Coisas [em português]) mostra os problemas sociais e ambientais criados como consequência do nosso hábito consumista, apresenta os problemas deste sistema e mostra como podemos revertê-lo, porque não foi sempre assim.

A mensagem é clara: Compre menos.

4 comentários »

boo-box

Eu faço parte da revolução

Por MarcoGomes em 2008-May-01.

Graffiti escrito The Revolution Will Not Be Televised

Eu sou um revolucionário, faço parte da revolução digital[bb].

Estamos mudando a forma como as pessoas se relacionam e se comunicam, destruindo monopólios e inventando maneiras de interagir.

Nós fazemos com que músicos não precisem assinar com gravadoras pra ter seu trabalho divulgado, sequer precisam ir a programas de TV domingo a tarde. Bandas de incrível sucesso mundial liberam suas criações num sistema “pague o quanto quiser pelo álbum”. Centenas de milhares de músicas são armazenadas num espaço físico que antes não caberia uma única faixa de LP. Essas músicas são facilmente filtradas, classificadas, buscadas, e, o mais importante: compartilhadas com outras pessoas.

Aparelhos móveis inteligentes[bb] nos ajudam a acabar com prisões ilegais. Apresentam mapas com detalhamento que, nos anos 70, seriam considerados problema de segurança. Com um smartphone conectado à Internet posso fazer mais que todos os computadores de 20 anos atrás juntos. Trocando mensagens de texto, rapidamente conseguimos organizar eventos que aparentam não ter objetivo claro, mas têm: Mostrar que podemos.

The revolution will be televised from http://flickr.com/photos/philentropist/396777214/

Propagandas em horário nobre concorrem com anúncios de texto espalhados em milhões de sites pessoais. Empresas resolvem entregar seus produtos a consumidores influentes sem exigir nada em troca, apenas pela oportunidade de criar uma experiência. Anúncios publicitários criados por nós têm mais impacto que muitos anúncios profissionais. O conteúdo que criamos mete o pé na porta dos canais de televisao, o mainstream deu lugar ao underground.

Produtos que vendem pouquíssimo passam a ter importância no faturamento de grandes lojas, a massa de itens que vende pouco pode continuar disponível pra venda, alimentando um renascimento da cultura heterogênea. Conseguimos músicas, séries de TV, jogos e todo tipo de entretenimento sem pagar por isso, o próximo passo são as viagens de avião gratuitas. Nós importamos sem ficar presos a legalidades fronteiriças, não por má fé, mas como forma de protesto, queremos um mundo sem barreiras comerciais (as culturais nós já derrubamos).

Nós fazemos muitos hiperlinks, recriamos conteúdo já existente, misturamos animê japonês com música infantil norte-americana, colocamos contrabaixo do duo guitarra-bateria vermelho e branco, misturamos o album preto com o album branco. Recriamos nosso idioma, inventamos novos e mantemos os antigos vivos. Remixamos cultura, é como Larry Lessig disse: Vocês nos aceitam ou nos criminalizam. Nos mostram para o mundo ou nos mandam para o underground. Vocês só não conseguem nos parar.

Terremotos imprevistos são anunciados ao mundo no momento em que estão acontecendo. Em menos de 140 caracteres surgem amores, amizades, intrigas, piadas, eventos, histórias. As pessoas passam a se conhecer pelo que falam, levamos a amizade a uma escala global, ignorando limites traçados no solo, não há solo.

Obrigamos jornais e revistas a liberar grátis seu conteúdo, antes só acessível sob pagamento. Fizemos com que milhões de vídeos caseiros tenham valor comparável à reservas infinitas de minério. Nossos jogos movimentam mais dinheiro que o cinema.

flower chucker by bansky from http://flickr.com/photos/babywipes/644596797/

Nós destruimos a formalização do ensino. Desprezamos títulos e valorizamos ações. Não nos reconhecemos pelos nossos PhDs, mas pela energia que agregamos à comunidade. Por nossa causa o governo fechou cybercafés proximos a escolas, preferimos usar a Internet a ficar trancados numa cela seguindo um modelo de ensino milenar. Nós aprendemos idiomas, linguagens de programação, história, ciência e qualquer coisa que nos interesse sem ajuda de instituições de ensino. Nós não precisamos de autorização, pra nada.

Muitas das coisas que fazemos não são inéditas, mas nós estamos agindo uma escala global, computadores são cada vez mais baratos, em breve serão gratuitos e não haverá discriminação no acesso a informação.

Eu sou guerrilheiro nessa revolução, e você?

72 comentários »

boo-box

No Mac OS X os programas não são janelas

Por MarcoGomes em 2008-Apr-21.

Uma das principais diferenças pra quem migra de Windows ou Linux pra computadores Apple com Mac OS X[bb] é a diferença no conceito de janelas. No Windows, Gnome e KDE, o programa é uma janela. No Mac OS X, o programa pode ter uma ou mais janelas, ou não.

Acredito que este conceito é herança das idéias de Jef Raskin[bb] para o projeto Machintosh, onde a interface não teria janela alguma, e os aplicativos poderiam ser usados em qualquer lugar. Se eu quisesse usar os recursos de edição de foto enquanto edito um documento, poderia fazê-lo, assim como usar a calculadora no meio de um chat com um amigo, por exemplo.

No Mac OS X, os aplicativos podem ter janelas, mas se você fecha a janela, o progra ma continua rodando, normalmente. Quando eu abro o navegador Safari, automaticamente uma janela é exibida, se eu fecho esta janela o programa continua em execução. O mesmo para qualquer outro programa, como Mail, Address Book, Firefox.

Com isso você pode ter cliente de e-mail, torrents, musica, gerenciador P2P, instant messenger, dois navegadores Web e calculadora sem quem nenhum deles ocupe espaço na sua área de trabalho com janelas ou atalhos na barra de ferramentas.

A desvantagem é que se você não se cuidar, pode deixar muitos programas abertos e consumir toda a sua memória RAM com aplicativos que não estão sendo utilizados.

Eu particularmente gosto muito do modo como o OS X gerencia as janelas, me deixando livre pra ter vários aplicativos abertos sem que eles ocupem espaço na minha área de trabalho. Porém, já vi vários usuários pouco cuidadosos com Photoshop e Flash abertos sem necessidade, assim não tem 4 GB de RAM que aguente.

Gravei um vídeo que explica este conceito:

view video[bb]

19 comentários »

boo-box

Produtividade pra programadores

Por MarcoGomes em 2008-Apr-10.

Algumas semanas atrás o Diego (Tableless) Eis me encaminhou uma cópia do documento sobre Produtividade que o Élcio Ferreira escreveu, onde ele fala sobre montagem de bicicletas, construção de software e qualidade de código.

Veja bem: Eu recebi o documento, de graça, pra escrever sobre ele aqui no blog, não recebi dinheiro e não alterei minha opinião só porque recebi de graça, cada palavra que você lê aqui é sincera e não pode ser comprada. Se você está incomodado com essa atitude, pare de ler o post agora e me xingue por email. É bom que eu saiba quantos leitores meus condenam este tipo de prática.

Ele fala um bocado de coisas que eu, Marco Gomes, já sei, como conceitos da Web 2.0, Padrões Web, AJAX e JSON, isso é praticamente metade do documento. É bom pra introduzir o assunto a quem está completamente fora desde mundo ou nunca trabalhou com conceitos mais modernos da Web.

O que mais valeu a pena, na minha experiência de leitura, foram os capítulos sobre Programação Pragmática, Não Repita a si Mesmo (DRY), Ortogonalidade (Desacoplamento) Tracer Code, Desenvolvimento Orientado a Testes (TDD) e Controle de Versão.

Programação Pragmática[bb] é um conceito/filosofia/mentalidade/religião que vem me conquistando cada vez mais nos últimos dias. Nas palavras do Élcio:

O programador pragmático é, antes de tudo, um inconformado e um otimista. Ele não consegue repetir dezenas de vezes a mesma tarefa sem se perguntar se há uma maneira melhor. Ao mesmo tempo, ele acredita que há maneiras melhores, e que ele pode desenvolver uma.

[…]

O programador pragmático não se contenta em conhecer uma solução, uma linguagem e um jeito de aprender a fazer as coisas.

[…]

Outra atitude do programador pragmático é a responsabilidade. Ele não se contenta em sentar-se em seu cubículo e esperar por tarefas de programação, mas entende que é parte do seu trabalho envolver-se em todo o processo de desenvolvimento.

Significa que ele nunca vai dizer coisas como:

_ Não fiz backup do código, isso é responsabilidade do departamento de infra-estrutura. (Não importa de quem é a culpa, você vai ter que fazer de novo.)

_ Eu imaginei que isso não ia funcionar, mas o cliente quis assim. Ele assinou uma aprovação para o desenvolvimento disso. (Você viu o problema e não disse nada?)

_ O framework que nós compramos não fala com as versões antigas do nosso banco de dados. (Sim, e?)

Isso é só uma pequena amostra, se você se interessou por este pequeno pedaço, compre o PDF completo.

Estes conceitos de programação pragmática e produtividade já foram usados em meu mais novo projeto, a integração boo-box + WeShow, que ainda não foi publicada mas vai entrar no ar em breve. Veja no blog boo-dojo como eu conduzi a implementação da parte client-side do projeto.

Além disso, eu também já escrevi sobre produtividade pra instruir uma equipe que eu coordenava no meu emprego anterior, é um documento bem antigo, mas que contém muita coisa boa.

Saiba mais sobre programação pragmática

5 comentários »

boo-box
Cultura de rua
Creative Commons License Todo o conteúdo produzido por Marco Gomes está automaticamente sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 2.0 Brazil License.

Marco Gomes usa WordPress como gerenciador de conteúdo.

Syndicate: RSS dos posts e RSS dos comentários.